Você já imaginou vivermos as experiências que tivemos no CNU 1 e no CNU 2, agora nos concursos estaduais e municipais? Pois é.
É exatamente esta a ideia do governo federal e, em particular, do Ministério da Gestão e Inovação, que coordenou os CNUs anteriores, para o próximo período.
Vamos entender qual a proposta do governo e, o mais importante, o que isso muda para quem estuda para concursos e quem espera a aprovação.
Em uma primeira análise, entendo que o CNU tem uma ideia muito atrativa, que é a possibilidade de o aluno realizar apenas uma inscrição e poder concorrer a mais de um cargo ou órgão.
Isso permite, além da economia financeira, que existam possibilidades maiores caso o candidato não atinja a nota necessária ao cargo que pretendia, tendo outras opções.
Além disso, o fato de o CNU 1, que foi maior que o CNU 2, ter sido aplicado em centenas de cidades brasileiras, permitindo que pessoas que nem poderiam imaginar prestar concursos por não terem condições financeiras de fazer longas viagens também participassem, é uma forma de democratização do acesso à possibilidade de prestar concursos públicos.
Uma outra característica importante do CNU, mais voltada à forma de recrutamento e seleção de novos servidores, é o fato de que as provas, com todos os blocos, têm redação ou questões discursivas, permitindo uma melhor escolha de candidatos vocacionados e que tenham ao menos compreensão da prestação do serviço público com predomínio do interesse público.
Estas, na minha opinião, são as maiores vantagens do CNU. Além, obviamente, de que, se for aplicado a cada dois anos, por exemplo, permite que o candidato possa se organizar esperando o próximo CNU, sem ficar naquele desespero normal do concurseiro de nunca saber se o edital sairá ou não.
Este é um ponto positivo.
Pontos de atenção em modalidade 'Concurso Unificado'
Evidentemente, existem pontos de atenção que precisam melhorar.
Um deles é a pouca clareza na visão de disciplinas, pois existe uma forte interdisciplinaridade no CNU, e tópicos como gestão pública e ética misturam várias disciplinas tradicionais. É importante nos adequarmos a essa nova visão de abordagem de concursos.
A proposta do governo não é impor aos estados e municípios CNUs, até porque seria muito difícil organizar um CNU de prefeituras, sendo que temos mais de 5.500 municípios no Brasil.
Entendo que aqui, pelo próprio relato do governo federal, trata-se mais de um compartilhamento de aprendizado e expertise sobre como organizar algo significativo a propor para prefeituras e governos estaduais.
Isso não é novidade: já aconteceu com o concurso unificado da educação, em que tivemos um único edital e os estados podiam optar por participar ou não, assim como os municípios.
Entendo que toda a padronização que existe no mercado de concursos é positiva, pois temos dezenas de bancas organizadoras e dezenas de metodologias de elaboração e aplicação de provas, então toda padronização pode ser benéfica para o candidato.
Como costumo dizer, quem paga a banda escolhe a música, e quem paga os nossos salários como servidores, e o próprio processo de aplicação de concursos, é o governo federal; então, ele decide qual a melhor forma de aplicação de provas e temos que adequar nossos estudos.
Lembrando sempre algo importante: prova de concurso público não serve para aferição de conhecimento ou geração de emprego, serve para eliminar candidatos, aprovar uma minoria e selecionar os que mais se adaptam àquele tipo de prova. Então, continuemos estudando de forma focada e resiliente, em busca da aprovação.
Abraços, força e honra, estamos com vocês até a aprovação.








