Um novo concurso Inea RJ tem preparativos em andamento. Os cargos ainda não foram informados, mas o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV RJ) solicita a inclusão de vagas para médicos veterinários no edital.
O Conselho encaminhou um ofício ao presidente do Instituto Estado do Ambiente, Renato Jordão Bussiere, destacando a necessidade de uma análise mais abrangente na definição das vagas.
Segundo o CRMV RJ, os estudos preliminares do concurso indicam uma abordagem centrada na recomposição de cargos vagos.
Porém, para o Conselho, esse critério, por mais que seja relevante, é insuficiente para atender às demandas de gestão ambiental. O CRMV RJ indica que há uma vacância declarada de médicos veterinários concursados no estado.
“O planejamento de um concurso público não deve se limitar à reposição de vagas, mas considerar as reais necessidades do serviço público. A presença de médicos veterinários é fundamental para fortalecer a atuação do órgão ambiental diante da complexidade das demandas atuais”, afirmou o presidente do CRMV RJ, Diogo Alves.

Conselho pede que cargo de médico veterinário seja incluído no novo concurso Inea RJ
(Foto: Inea RJ)
A reportagem do Qconcursos Folha Dirigida entrou em contato com o Inea RJ para apurar informações sobre cargos, vagos e prazos para o concurso. O Instituto ainda não retornou oficialmente à demanda.
A aprovação não é sorte. É método. Comece agora.
Concurso Inea RJ tem preparativos em andamento desde 2024
Desde 2024, o Instituto Estadual do Ambiente realiza um mapeamento do déficit de servidores no quadro de pessoal com o objetivo de abrir um novo concurso público.
Em novembro do ano passado, foi formada a comissão organizadora do concurso. O grupo é responsável pelas seguintes atribuições:
- definir o perfil do concurso, determinando os cargos e número de vagas;
- elaborar documentos técnicos;
- apoiar à contratação da banca organizadora;
- acompanhar a execução do contrato com a banca organizadora;
- fiscalizar o cumprimento das cláusulas contratuais, garantindo lisura e transparência;
- analisar e aprovar minutas de comunicados e documentos relacionados às etapas do concurso;
- garantir acesso público às informações e assegurar o cumprimento dos princípios da publicidade e impessoalidade;
- elaborar relatórios parciais e finais sobre os trabalhos realizados; e
- apresentar resultados e recomendações ao dirigente máximo do órgão.
As etapas seguintes serão a definição dos cargos, vagas e a contratação da banca do concurso. Uma instituição será escolhida para receber as inscrições e aplicar as provas aos candidatos.
Somente depois da contratação da banca organizadora, o edital poderá ser finalizado e publicado.
Ministério Público cobra abertura de um novo concurso Inea RJ
O Ministério Público do Rio de Janeiro ingressou com uma ação civil pública para que um novo concurso Inea RJ seja realizado. O objetivo é preencher os cargos vagos.
O pedido também é para que os servidores comissionados, em situação irregular, sejam exonerados depois do ingresso dos efetivos.
A ação foi ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural da Capital, no dia 3 de outubro de 2025. A determinação era para que o concurso fosse aberto em 180 dias, o que não ocorreu.
Segundo o texto, somente 38% dos servidores do Instituto Estadual do Ambiente são concursados. Outros 62% ocupam cargos comissionados.
No caso dos engenheiros, por exemplo, o instituto deveria ter 285 profissionais em seu quadro permanente. Porém, 210 cargos de engenheiro estão vagos e quatro encontram-se bloqueados.
Relembre como foi o último concurso para o Inea RJ
O último concurso Inea RJ teve edital publicado em 2013. A oferta foi de 86 vagas, sendo nove para nível médio/técnico, uma para tecnólogo e 76 para nível superior.
Confira a distribuição dos cargos por nível de escolaridade:
Nível médio/técnico
- Técnico Administrativo: 2 vagas;
- Técnico Ambiental: 2 vagas;
- Técnico em Engenharia Civil: 2 vagas;
- Técnico Florestal: 1 vaga;
- Técnico em Hidrologia: 1 vaga; e
- Técnico em Química: 1 vaga.
Nível tecnólogo
- Gestão Ambiental: 1 vaga.
Nível superior
- Administrador: 1 vaga;
- Advogado: 5 vagas;
- Analista de Sistemas: 2 vagas;
- Arquiteto e Urbanista: 1 vaga;
- Assistente Social: 2 vagas;
- Biólogo: 5 vagas;
- Comunicador Social: 1 vaga;
- Contador: 2 vagas;
- Engenheiro Agrônomo: 1 vaga;
- Engenheiro Ambiental: 9 vagas;
- Engenheiro Civil - Geotécnico: 1 vaga;
- Engenheiro Civil - Hidrólogo: 4 vagas;
- Engenheiro Civil - Obras e Orçamento: 4 vagas;
- Engenheiro Florestal: 4 vagas;
- Engenheiro Hidráulico: 4 vagas;
- Engenheiro Mecânico: 1 vaga;
- Engenheiro de Minas: 1 vaga;
- Engenheiro Químico: 3 vagas;
- Engenheiro Sanitarista: 4 vagas;
- Engenheiro em Segurança do Trabalho: 1 vaga;
- Engenheiro de Tráfego: 1 vaga;
- Estatístico: 1 vaga;
- Geógrafo: 4 vagas;
- Geólogo: 3 vagas;
- Médico Veterinário: 2 vagas;
- Meteorologista: 3 vagas;
- Oceanógrafo: 1 vaga;
- Pedagogo: 1 vaga;
- Químico: 3 vagas; e
- Secretário Executivo: 1 vaga.
As remunerações, na época, foram de R$1.759,12 para nível médio, R$2.753,16 para tecnólogo e R$4.22,76 para nível superior
Com organização da Fundação Getulio Vargas (FGV), os candidatos foram submetidos a provas objetivas de Língua Portuguesa, Legislação Institucional, Conhecimentos Gerais e Específicos.
Apenas para cargos de nível superior também houve uma avaliação de títulos.
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