
Fala, meu jovem! Como esta é a nossa primeira conversa por aqui, vou me apresentar rapidinho. Sou Luis Henrique, Analista da Câmara dos Deputados.
Foram cinco anos entre o meu primeiro concurso e o último, estudando de duas a quatro horas por dia, seis dias por semana, sempre conciliando com trabalho e com a vida.
Fui aprovado em sete concursos e fui servidor nos três Poderes. Falo isso não pra me gabar, mas pra você saber de onde vem o que eu escrevo aqui: da prática, e de muito erro pelo caminho.
E deixa-me começar confessando um desses erros: por muito tempo eu revisei muito errado. Olha que deu certo mesmo assim. Imagina se eu tivesse entendido mais cedo o que vou te contar agora.
Desde o primeiro dia a gente ouve que existe uma fórmula sagrada e milagrosa de revisão: revise em 24 horas, depois em 7 dias, depois em 30, etc. Vou te dizer o que penso, sem enrolação: pra concurso, isso é balela.
Não porque revisar não importe. Importa, e muito. Mas essa revisão agendada tem defeito demais. Ela é curta, vai acumulando, um dia atropela o outro, gera ansiedade e, o pior: não considera a única coisa que realmente interessa, que é se você está de fato aprendendo aquilo.
Você revisa porque "está na hora de revisar", não porque precisa. Loucura. Vira burocracia. E enquanto você corre atrás de revisão atrasada, seu edital continua lá, cheio de tópico que você nem viu. E os seus concorrentes não estão nesse mesmo ritmo, pode acreditar.
Então deixa-me te dizer o que revisão é de verdade. Revisão serve pra duas coisas: fechar as suas lacunas de aprendizagem e te fazer progredir sem acumular pendência. Só isso. Ela não é um ritual que você cumpre pra dizer que cumpriu.
E presta atenção nisso, meu caro, porque foi o erro que mais me atrasou no começo: revisão não é decorar. Eu achava que, pra revisar, eu precisava ter memorizado tudo antes. Não precisa.
Memorização vem com o tempo, no momento certo, geralmente lá na reta final, que é quando você precisa ter as informações na sua cabeça para fazer a prova. Revisar é outra coisa: é voltar pra tapar buraco ou "lacuna de conhecimento".
E como é que você acha o buraco? Fazendo questão. Simples. Foi assim que eu revisei a maior parte do tempo: por questão. A questão é o seu raio-x. Ela mostra o que você só acha que sabe.
Na prática, funcionava assim. Eu estudava um tema, fazia questão dele antes de avançar, e voltava nele pelo menos uma vez. Pra não deixar nada pra trás, ia rodando: estudava a aula 1, a 2 e a 3 e voltava na 1; estudava a 4, voltava na 2; a 5, voltava na 3. Sempre progredindo, mas sempre em contato com o que ficou atrás.
E tem a parte que, quando dava tempo (nem sempre dá, e tá tudo bem), fazia muita diferença: a revisão considerar o seu desempenho. Quando eu voltava numa matéria por questões e ia mal, marcava pra voltar logo, num intervalo mais curto.
Se ia mais ou menos, intervalo médio. Se ia bem, podia deixar pra mais longe. Ou seja: quem manda no seu calendário de revisão não é o relógio, é o seu desempenho.
Repare que não tem nada de mágico aqui. Minhas ferramentas a vida toda foram quatro: um ciclo de estudos, uma planilha simples pra controlar o que eu fazia, um bom sistema de questões e o caderno de erros. Só!
Único problema era que eu fazia tudo isso no braço. Anotava, conferia e decidia quando voltar em cada matéria. Dava certo, mas dava um trabalhinho.
Hoje o MétodoQ, aqui do Qconcursos, faz esse controle tranquilo: acompanha o seu desempenho, te orienta no que estudar, quando revisar. Enfim, o que eu levei anos pra entender sozinho. Você, felizmente, não vai precisar.
Voltando ao começo, meu maior erro foi seguir cronograma dos outros, que não respeitava a minha rotina nem as minhas forças e fraquezas: eu revisava o que já sabia e negligenciava o que precisava. Perdi tempo revisando por revisar.
Então anota isso, meu jovem: antes de perguntar "quando eu reviso?", pergunta "o que é que eu ainda não entendi?". A revisão certa não é a que está agendada. É a que faz você progredir sem lacunas de conhecimento.
Estuda que passa!









