Primeira promotora trans do Brasil toma posse no Amazonas

Aprovada no último concurso MP AM, Fabi Diniz toma posse nesta sexta, 31, ao lado de outros cinco promotores de Justiça substitutos. Confira!

Publicado em:31/07/2026 às 16:29
Atualizado em:31/07/2026 às 16:36

A primeira promotora de Justiça trans do Brasil tomou posse nesta sexta-feira, 31, no Ministério Público do Estado do Amazonas (MP AM). A cerimônia marcou a entrada de seis novos promotores de Justiça substitutos aprovados no último concurso MP AM para a carreira.


Entre eles está Fabi Diniz de Queiroz Pilate, que passa a integrar oficialmente o quadro da instituição e entra para a história como a primeira mulher trans a assumir o cargo de promotora de Justiça no país.


A solenidade foi realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Manaus, sob condução da procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque.


O evento também contou com a presença de membros do Ministério Público, autoridades e familiares dos empossados.


Em entrevista ao g1, Fabi afirmou que sua posse representa não apenas uma conquista pessoal, mas também um avanço para a representatividade nas instituições públicas.


Segundo ela, a diversidade fortalece as instituições democráticas e amplia a identificação da sociedade com os órgãos públicos.


A própria instituição também classificou a posse como um marco para o sistema de Justiça brasileiro, destacando o fortalecimento da diversidade e da representatividade na carreira ministerial.


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Fachada do MP AM
Primeira promotora trans é empossada após aprovação no concurso MP AM (Foto: Divulgação)



Veja como foi o último concurso MP AM de promotor

A posse dos seis promotores faz parte das nomeações decorrentes do último concurso para promotor de Justiça substituto do Ministério Público do Amazonas.


O edital foi publicado em outubro de 2022 e ofertou 18 vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva, para ingresso na carreira. A organização ficou sob responsabilidade do Cebraspe, e o resultado final foi homologado em março de 2024.


Para concorrer ao cargo, foi exigido diploma de bacharel em Direito e comprovação de, no mínimo, três anos de atividade jurídica, exercida após a conclusão do curso, conforme as regras do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O subsídio inicial foi fixado em R$32.004,66.


A seleção contou com diversas etapas, incluindo prova objetiva, provas discursivas, inscrição definitiva (com investigação social, exames de saúde e psicotécnico), prova oral, prova de tribuna e avaliação de títulos.


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