O concurso PRF Administrativo segue entre os mais aguardados pelos candidatos que buscam uma vaga no serviço público federal. A expectativa ganhou ainda mais força após a Polícia Rodoviária Federal encaminhar um novo pedido de autorização ao Ministério da Gestão e da Inovação (MGI).
Desta vez, a corporação solicitou o provimento de 264 vagas para o cargo de agente administrativo, de nível médio.
Caso o aval seja concedido, a PRF poderá dar andamento aos preparativos e abrir um novo concurso após mais de uma década sem seleção para a carreira.
Embora o pedido já esteja em análise no Governo Federal, ainda não há uma decisão oficial sobre a autorização.
A seguir, veja qual é o cenário atual e quais são as perspectivas para a abertura do concurso PRF!
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Quando o concurso PRF Administrativo será autorizado?
O pedido para o novo concurso PRF Administrativo permanece em análise no Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), pasta responsável por autorizar a abertura de concursos e o provimento de vagas no Poder Executivo Federal.
Apesar da expectativa dos candidatos, a tendência é que novas autorizações sejam avaliadas somente após o período de defeso eleitoral.
Tradicionalmente, durante esse intervalo, o Governo Federal evita conceder autorizações para novos concursos, retomando essas análises após as eleições.
É importante destacar, no entanto, que a legislação eleitoral não proíbe a autorização de concursos públicos durante esse período.
A restrição costuma estar relacionada à nomeação de servidores e a outros atos da Administração Pública previstos na legislação eleitoral, não impactando assim as autorizações de novos editais.
Desta forma, o pedido da Polícia Rodoviária Federal não perde a validade nem deixa de ser analisado. A expectativa é que o processo volte à pauta do MGI após o fim do período eleitoral, quando o governo deverá retomar a avaliação das solicitações encaminhadas pelos órgãos federais.
Enquanto isso, a PRF segue defendendo a necessidade de um novo concurso para reforçar seu quadro administrativo, diante do déficit de servidores e da necessidade de liberar policiais rodoviários federais atualmente empregados em funções administrativas para atividades operacionais.

Vale lembrar que, em 2025, a PRF chegou a receber uma negativa do MGI, sob a justificativa de restrição orçamentária.
Concurso PRF de nível médio terá quantas vagas?
No ano passado, a corporação encaminhou um pedido para o provimento de 264 vagas no cargo de agente administrativo, carreira pertencente ao Plano Especial de Cargos da Polícia Rodoviária Federal (PECPRF).
A seleção é uma das mais aguardadas, pois oferece remuneração atrativa e exige apenas o nível médio.
Ao encaminhar a solicitação ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a PRF destacou que o pedido estava alinhado ao seu Planejamento Estratégico e com as diretrizes de gestão pactuadas com o MGI.
Segundo a corporação, existe um grave déficit de efetivo, tanto na área Administrativa quanto Policial, agravado pela previsão de aposentadorias nos próximos anos.
A realização de um novo concurso se tornou uma medida estrutural essencial para garantir o funcionamento adequado da instituição.
A seguir, confira os detalhes do cargo de agente administrativo da PRF:
- Requisito: diploma de conclusão do ensino médio (antigo segundo grau), emitido por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
- Atribuições: executar atividades administrativas de nível intermediário, relacionadas às competências legais da PRF, prestando apoio técnico-administrativo à área finalística da instituição.
- Remuneração: R$7.297,28, composta pelo vencimento básico, gratificação de 100 pontos e auxílio-alimentação de R$1.192 mil.
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Pedido de vagas busca reforçar setor operacional
O principal foco do novo concurso PRF Administrativo é substituir policiais rodoviários federais que atualmente exercem funções burocráticas por servidores efetivos da área administrativa.
Com isso, a corporação pretende realocar o efetivo policial para suas atividades-fim.
A medida permitirá ampliar a presença da PRF em ações de patrulhamento, fiscalização e segurança viária, fortalecendo o atendimento direto à população nas rodovias federais.
Segundo a instituição, a reestruturação também melhora o suporte interno às operações, contribuindo para o cumprimento de metas estratégicas e compromissos assumidos em âmbito nacional e internacional.
O pedido de autorização ainda se apoia em recomendações do Ministério Público Federal, que apontam a necessidade de reforço do efetivo em diversas regiões do país.
Outro ponto destacado é a execução de políticas públicas prioritárias, como o Plano Amazônia, que exige atuação intensificada da PRF na região Norte. Para isso, a liberação de policiais atualmente alocados em funções administrativas é considerada essencial.
Embora o impacto orçamentário esteja projetado para a partir deste ano, o Ministério da Justiça reconhece a relevância institucional da proposta. A decisão final sobre a autorização do concurso cabe agora ao MGI.
Veja como foi o último concurso PRF da área Adminstrativa
O último concurso da Polícia Rodoviária Federal voltado para cargos de nível médio foi realizado em 2014 e teve a organização da Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt (Funcab).
Na ocasião, os candidatos foram avaliados em duas etapas: uma prova objetiva e uma fase de investigação social. Essas etapas visavam analisar tanto os conhecimentos técnicos quanto a conduta pregressa dos participantes.
A prova objetiva contou com 60 questões, que foram divididas em duas partes:
24 questões de Conhecimentos Básicos:
- Língua Portuguesa (12);
- Ética e Conduta Pública (6); e
- Raciocínio Lógico (6).
36 questões de Conhecimentos Específicos:
- Noções de Direito Constitucional (6);
- Noções de Direito Administrativo (6);
- Noções de Administração (6);
- Noções de Arquivologia (6);
- Noções de Informática (6); e
- Legislação Relativa à PRF (6).
Cada questão da parte Específica valia 1,5 ponto. Já na parte de Conhecimentos Básicos, os itens de Língua Portuguesa contabilizavam dois pontos e os das demais disciplinas um ponto.
O exame teve caráter também eliminatório. Desta forma, para não ser eliminado na primeira etapa, o candidato precisava obter, pelo menos, 30% do total de pontos, ou seja, 27 pontos.














