
Fala, meu povo!! Saiu o edital que muita gente esperava.
O Tribunal de Justiça de São Paulo publicou no Diário da Justiça desta segunda-feira (19) o Edital nº 02/2026, que abre concurso para Escrevente Técnico Judiciário nas circunscrições da 2ª à 10ª Região Administrativa Judiciária, ou seja, interior e litoral do estado.
A banca é a Vunesp, com exigência de ensino médio, jornada de 40 horas e remuneração de R$ 6.782,54 (valor de março de 2026), além de auxílios alimentação, saúde e transporte.
As inscrições vão de 28 de outubro a 10 de dezembro, pelo site da Vunesp, com taxa de R$81. A prova está marcada para a tarde de 14 de março de 2027.
O concurso é só para cadastro de reserva, e um item das disposições finais impede nomeações enquanto estiverem válidos os concursos de escrevente homologados em junho de 2025.
Em outras palavras: este não é um concurso para "passar raspando". É para entrar bem colocado em uma lista que será usada ao longo da validade, de um ano prorrogável por mais um.
Onde a vaga é decidida
A prova objetiva tem 70 questões de múltipla escolha, todas com o mesmo peso: 16 de Língua Portuguesa, 30 de Conhecimentos em Direito e 24 de Conhecimentos Gerais (Informática, Raciocínio Lógico, Atualidades e Matemática).
Para ser habilitado, o candidato precisa acertar ao menos metade de Português e metade de Direito, e somar nota 5 no conjunto.
O detalhe que muda tudo está no capítulo da redação. Ela é apenas eliminatória, ou seja, não soma pontos na classificação. E só é corrigida para os candidatos mais bem colocados na objetiva em cada circunscrição, em número fixado no edital.
Campinas terá 140 redações corrigidas; Santos e Ribeirão Preto, 110; Jundiaí, 100. Na outra ponta, Batatais, Avaré, Dracena e Votuporanga terão só 15. Quem fica fora desse corte é excluído sem que o texto seja lido.
A conclusão prática é direta: a vaga se decide na objetiva. A redação precisa ser boa o bastante para atingir 24 dos 40 pontos (19,2 para cotistas), mas quem não estiver entre os primeiros da objetiva nem chega a ela.
E dentro da objetiva, o centro de gravidade é Direito. São 30 questões, 43% da prova, cobrando letra de lei em um recorte bem definido: Penal, Processo Penal, Processo Civil, Constitucional, Administrativo e legislação interna do Tribunal.
Português vem logo atrás, com 16 questões, e ainda é o primeiro critério de desempate depois da idade.
Um último aviso: o concurso de Oficial de Justiça, publicado no mesmo dia, tem prova na mesma data e horário. Quem estiver em dúvida entre os dois precisa escolher um.
Como estudar cada bloco para o concurso TJ SP
- Direito: estude pelo recorte, não pelo código.
O edital lista artigo por artigo o que será cobrado. Em Direito Penal, por exemplo, só entram os crimes contra a fé pública, contra a administração pública e contra a administração da justiça. Em Processo Penal, o recorte começa no art. 251 e se concentra em citações, procedimentos, Júri, recursos e Juizado Especial Criminal; inquérito, provas, prisões e nulidades não aparecem. Imprima o recorte, marque os artigos no seu código e leia a lei seca.
A Vunesp costuma trocar um verbo, um prazo ou um número para construir a alternativa errada.
- Não ignore a legislação interna. Resoluções do TJSP sobre teletrabalho e sobre o sistema eproc, o plano de cargos, o Regimento Interno e as Normas da Corregedoria fazem parte do bloco de Direito.
É material que o candidato desatento deixa para depois e que costuma separar os primeiros colocados.
- Português: um pouco todo dia. Com 16 questões e caráter eliminatório, Português exige constância.
Divida o tempo entre interpretação de texto e gramática aplicada: concordância, regência, crase, colocação pronominal e pontuação aparecem com frequência em provas da banca.
- Informática pesa mais que Matemática. São 9 questões de Informática contra 4 de Matemática. O edital cobra Windows, Word, Excel (com funções e macros), Teams, OneDrive, e-mail e internet.
- Raciocínio Lógico e Atualidades: treino curto e frequente.As 7 questões de Raciocínio Lógico se resolvem com prática; as 4 de Atualidades incluem trechos do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que são letra de lei e garantem pontos a quem estudar.
- Redação: treine o formato da banca. O texto é dissertativo-argumentativo, com proposta baseada em textos motivadores.
O MétodoQ aplicado ao escrevente do TJ SP
Se a vaga se decide na objetiva, a preparação precisa girar em torno de questões. É essa a lógica do MétodoQ, metodologia do Qconcursos que organiza o estudo em um ciclo de quatro pilares: teoria, prática, revisão e orientação.
Aplicado ao calendário do escrevente, o ciclo vira um plano de cerca de 21 semanas.
Os quatro pilares, traduzidos para este edital:
- Teoria: estudar cada tópico pelo recorte do edital, com aula ou material escrito, e partir logo para a prática. Teoria sem questão vira sensação de estudo, não aprendizado.
- Prática: resolver questões filtradas por banca (VUNESP) e por assunto, logo depois da teoria. É assim que o candidato aprende como a banca troca palavras e prazos.
- Revisão: voltar ao conteúdo em intervalos, priorizando o que foi errado. Um caderno de erros, com a regra correta escrita em uma linha, vale mais que reler o material inteiro.
- Orientação: acompanhar o desempenho por disciplina e mudar o plano quando os números pedirem. Se Português está abaixo de 50% de acertos, por exemplo, ele ganha horas na semana seguinte. Mas fique tranquilo: nossa plataforma atualiza seu desempenho de forma automática e indica quais pontos deve ter mais atenção e tempo.
O edital para escrevente do concurso TJ SP é generoso em informação: diz quantas questões cada disciplina terá, quais artigos de lei serão cobrados e quantas redações serão lidas em cada cidade.
Quem transforma essas informações em plano começa a prova em vantagem. A primeira decisão, a circunscrição, é definitiva. As outras se constroem com teoria, questões, revisão e ajuste semana a semana, até 14 de março.
Agora, bora estudar!!







