Glória Heloiza aposta no turismo e cultura para retomar economia

Glória Heloiza, candidata à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSC, conta seus projetos para empregabilidade e geração de renda.

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Publicado em:05/11/2020 às 09:00
Atualizado em:05/11/2020 às 09:00

Na disputa para assumir a gestão da prefeitura do Rio de Janeiro, Glória Heloiza (PSC) contou à Folha+ sobre os seus planos para estabelecer a retomada econômica da cidade e gerar oportunidades de emprego para os cariocas.

Segundo ela, a pandemia colocou luz em muitas fragilidades, mas também mostrou o que é necessário fazer para que as pessoas tenham o pão de cada dia em suas mesas. E esse caminho será baseado em dois pilares: turismo e cultura.

"Nós temos a vocação natural da cidade do Rio de Janeiro que é o turismo, que está relacionado diretamente com a cultura. São dois pilares muito fortes, que precisam ser resgatados e valorizados, porque através deles nós vamos conseguir a empregabilidade das pessoas, enfatiza.

A candidata afirma que essas áreas são "verdadeiras indústrias que potencializam a economia. O gestor que não olha para o turismo e para a cultura, ele, na verdade, está indo na contramão daquilo que a cidade do Rio de Janeiro tem de melhor", completa.

 

Economia criativa para gerar empregos

Glória conta que o carioca é "extremamente criativo" e que, dessa forma, será possível fomentar a chamada economia criativa, que são os negócios que geram valor econômico com base no capital intelectual e cultural.

"A gente diz que a cidade do Rio de Janeiro respira cultura em cada local", pontua. Por isso, a candidata diz ter certeza de que, através desses dois pilares, será possível fazer com que haja empregabilidade.

De acordo com ela, alguns segmentos estão diretamente relacionados a esse dois setores, como é o caso da gastronomia, entretenimento, bares e restaurantes, feiras, produção audiovisual, entre outros. 

"Então, todos esses segmentos dão oportunidades para que todas as pessoas possam rapidamente trabalhar", explica. 

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Glória Heloiza (PSC)
Glória Heloiza é candidata à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSC
(Foto: Divulgação)

 

Enxugar a máquina para uso eficiente do orçamento

Além do investimento em cultura e turismo, Glória conta que outra medida será enxugar a máquina administrativa, a fim de evitar desperdícios e conseguir dar a destinação correta ao dinheiro público. 

"Nós vamos economizar de forma que nós possamos dar uma melhor destinação para o dinheiro público e isso ajuda a acrescentar o nosso orçamento", conta.

E ela reforça que enxugar a máquina não quer dizer demitir. "A gente só está falando na utilização, por exemplo, da tecnologia para evitar desperdício e também desvio de dinheiro público. Nós fazemos isso com inovação", pontua.

"O meu primeiro decreto como prefeita será estabelecer uma governança que vai ser complementada com muito compliance, com muita boa prática, com muita boa fé, de que somos e seremos transparentes, onde toda a população irá efetivamente acompanhar os nossos contratos e as nossas ações", afirma Glória.

"Quando você tem uma administração qualificada, com projetos técnicos, com transparência, com a participação da população e com mecanismos tecnológicos para evitar desvios e, inclusive, evitar que ocorra a corrupção - porque é isso que a população realmente não aguenta mais -, nós teremos a certeza que o nosso governo vai se sustentar", complementa.

 

Reforço na educação para conquistar o primeiro emprego

Glória conta que o seu primeiro emprego foi como jovem aprendiz e que, a partir dele, teve a oportunidade de conseguir estudar e se tornar advogada. "A gente sabe na pele a necessidade que um jovem tem de realmente ter essa qualificação profissional que está, na verdade, relacionada com a educação".

Para ela, quando o jovem tem acesso à educação de qualidade e a possibilidade de se especializar, ele consegue ter essas oportunidades de emprego dentro da iniciativa privada. 

A candidata atuou durante 23 anos como juíza na 2ª Vara da Infância, do Adolescente e do Idoso no TJ-RJ e conta que, durante parte desse tempo, a sua preocupação foi justamente em garantir o primeiro emprego aos jovens, especialmente aqueles em situações de vulnerabilidade social e/ou econômica.

Por isso, ela deseja criar uma cadastro único com essas pessoas para se ter noção do nível de escolaridade de cada um. "Dessa forma, nós conseguimos captar, dando reforço através da educação, para que eles possam ter essa oportunidade".

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Ela também cita a informalidade, que ainda é uma realidade em muitos casos, e alerta para a necessidade de conscientizar a iniciativa privada para garantir essas chances profissionais, enquanto a Poder Público oferece educação e qualificação.

"Nós temos que realmente juntar todas essas políticas públicas e criar essa consciência de que, através dessa parceria público-privada, nós vamos efetivamente gerar esses empregos para os jovens", frisa.

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Benefícios sociais em um único cartão

Segundo Glória, apesar da existência de alguns benefícios sociais, como o Bolsa Família, existe uma limitação e uma falta de continuidade. "Às vezes as pessoas têm muita dificuldade de ter em suas mãos esses benefícios, porque está muito centralizado", aponta.

Por isso, ela conta que, na sua gestão vai implementar uma renda que não será emergencial, mas sim fixa durante os quatro anos de governo. Além disso, vai estabelecer um único cartão que vai agregar todos os benefícios.

"Nós vamos concentrar para que os cidadãos tenham em suas mãos um único cartão e que ele mesmo possa administrar com independência a utilização desses benefícios", explica.

A candidata diz que isso vai garantir que os cidadãos consigam ter comida em casa, mas o objetivo maior é poder dar condições para que essas pessoas possam trabalhar. "Ninguém precisa e nem deseja viver com assistencialismo, o que as pessoas querem na realidade é trabalho", ressalta.

No entanto, em momentos que o trabalhador estiver desempregado, ele terá esse mínimo garantido para não vir a passar fome. Ela diz que essa ação está dentro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU. No caso, o objetivo número 2: erradicar a fome.