A Russel Bedford Brasil, empresa britânica referência em auditoria e consultoria, teve um faturamento de 20 milhões em 2020. Para este ano, a expectativa é que a companhia cresça 30%. Quais serão os diferenciais para essa empresa ter esse obtido esse crescimento em um período marcado pela pandemia?
Na visão de Roger Maciel, CEO da empresa, os resultados positivos são reflexo de uma gestão baseada na competência e na confiança. Ou seja, para o executivo, a descentralização leva à redução do tempo e à obtenção de diferentes opiniões sobre os processos empresariais.
Durante a pandemia do novo Coronavírus, por exemplo, a Russel Bedford adotou o modelo híbrido de trabalho. A liderança compartilhada, que já fazia parte do DNA da empresa, colaborou com a decisão.
Mas, afinal, o que é liderança compartilhada? Trazendo para o dia a dia dos ambientes corporativos, esse tipo de liderança é um modelo de gestão de pessoas, onde toda a equipe tem voz e poder de decisão.
Maciel afirma que, não confiar nas pessoas para dar autonomia é o maior limitador para implementar a liderança compartilhada.
"A liderança está ligada à liberdade. O desafio é fazer com que os outros líderes consigam se multiplicar", ressalta.
10 dicas para aplicar uma liderança compartilhada
- Confiar no time
- Dar oportunidade
- Insistir e persistir
- Fazer um pouco diferente
- Trabalhar com ética
- Nunca falar mal de ninguém
- Disponibilidade
- Fazer um marketing ético, correto e não ofensivo
- Reconhecimento
- Valorizar as pessoas
(Foto: Freepik)
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Funcionários com atitudes de donos do negócio
Maciel comenta que, atualmente, o formato de trabalho da Russel permite e estimula que os profissionais tenham posições e atitudes de donos do negócio. Dessa forma, as decisões são colegiadas, descentralizadas, mas tudo segue como base os valores e princípios da empresa.
O executivo afirma que a companhia pretende ter todo o time imunizado contra a Covid-19 entre março e abril. Até lá, cerca de 30% do time trabalha de forma remota e, por isso, o CEO destaca a importância da adaptação do segmento contábil à tecnologia, adoção de um sistema híbrido de trabalho.
"É um mundo sem volta. As empresas contábeis precisam se adaptar aos métodos. É um mercado bem dinâmico que precisa saber trabalhar com outros profissionais, cada vez mais integrados a outras áreas."
A pandemia trouxe muitos aprendizados para a Russell, mas também abriu portas e permitiu novas frentes de negócios.
"A pandemia nos pegou em um processo de expansão. O nosso crescimento não está limitado ao tamanho da nossa sala. Hoje abrimos vagas em qualquer cidade. Não há regra. As pessoas têm o direito de poder ir ou ficar em casa. É função da empresa definir sistemas de trabalhos híbridos, personalizados para cada colaborador", finaliza o executivo.













