
Olá, caro concurseiro! Por aqui, Matheus Santos.
Antes de mergulharmos no assunto de hoje, deixa eu me apresentar rapidamente, já que essa é a nossa estreia por aqui.
Atualmente exerço o cargo de Analista Judiciário do TRE, mas cheguei até aqui depois de uma trajetória de 6 anos como Policial Rodoviário Federal e 2 anos como Técnico Judiciário do TRT.
Hoje, atuo no Qconcursos como professor especialista em carreiras de tribunais e também professor de Informática/TI.
É com muita alegria que inauguro esta coluna, que vai trazer dicas de estudo, motivação e informações sobre a área de tribunais, sempre compartilhando os desafios que enfrentei nessa caminhada para que sirvam de inspiração para a sua própria jornada.
E para começar essa parceria, quero contar uma história que resume bem o motivo de eu estar aqui hoje: por que larguei a PRF e fui para os tribunais.
A carreira policial, sem dúvida, é um grande atrativo para os concurseiros, principalmente os mais jovens. São milhares de oportunidades, muitas vagas, remuneração muito boa e, principalmente, aquele glamour da farda, da viatura e da arma.
Porém, eu enxergava no tribunal a possibilidade real de conquistar aquilo que mais buscava: estabilidade de verdade. Costumo dizer que não existe carreira melhor que a outra, existe a carreira que mais se adequa ao seu perfil.
No meu caso, eu gosto de ter rotina. Nunca curti muito a ideia de estar de plantão aos finais de semana ou em datas importantes, como Natal e Ano Novo. E foi justamente isso que me fez estudar para tribunais, mesmo já sendo servidor público como PRF.
O trabalho em tribunal, principalmente para quem é pai de três meninas (risos), é bem mais estável e menos arriscado. Posso dizer, sem medo de errar, que tomei essa decisão por elas.
E é aqui que quero me aprofundar um pouco mais: essa tal "qualidade de vida" do tribunal não é só discurso. Ela aparece no dia a dia, nos detalhes que você só percebe depois que troca de carreira.
É saber que amanhã de manhã você vai acordar, tomar café com as suas filhas e chegar em casa no fim do dia praticamente no mesmo horário, todos os dias.
É não precisar negociar escala para estar presente no aniversário de uma delas ou na reunião da escola. É dormir em casa, na sua cama, todas as noites, algo que parece simples, mas que faz uma diferença enorme quando você já viveu a rotina de plantões e imprevistos da estrada.
E os benefícios só reforçam essa escolha. Auxílio-alimentação (na Justiça Eleitoral, do Trabalho ou Federal), em média, R$ 1.800,00/mês; auxílio-creche, em média R$ 1.200,00/mês; e ainda outros benefícios como adicional de qualificação, horas extras (na Justiça Eleitoral), recesso jurídico e feriados prolongados.
Em breve, escrevo um artigo específico só sobre esses benefícios, com todos os detalhes que você precisa saber.
E vou te contar uma coisa: eu me surpreendi positivamente com essa mudança.
No começo, confesso que tive medo, afinal, já era PRF havia quase 6 anos, e deixar para trás uma carreira consolidada não é uma decisão simples. Existe um receio natural de abandonar o que já é conhecido, mesmo quando a mudança faz sentido no papel.
Troquei a rodovia pelo escritório. Troquei a arma pela urna. Troquei o plantão por uma rotina fixa. E essa troca me trouxe mais qualidade de vida do que eu imaginava, não só no sentido financeiro, mas principalmente no sentido de presença. Presença em casa, presença nos momentos importantes, presença na vida das minhas filhas.
Isso não significa que o trabalho no tribunal seja mais fácil ou menos exigente, muito pelo contrário, exige estudo, dedicação e comprometimento como qualquer carreira pública de excelência.
A diferença é que, na minha rotina atual, eu consigo prever meus dias, planejar minha semana e, principalmente, estar presente onde eu quero estar.
No fundo, cada um precisa descobrir o que é melhor para si. No meu caso, o tribunal trouxe mais do que eu buscava: trouxe equilíbrio, paz, qualidade de vida e a certeza de que fiz a escolha certa. E é por isso que hoje estou aqui no Qconcursos, com o propósito de te ajudar nessa caminhada também.
Se o cargo público dos seus sonhos é um tribunal, saiba que esse caminho existe, é possível e pode transformar a sua vida como transformou a minha. Conte comigo nessa jornada.
Bora vencer!







