Concurso Alerj: polícia e MP investigam suspeitas de fraude

Polícia Civil e Ministério Público apuram suspeitas de irregularidades e fraude no concurso Alerj. Entenda o caso!

Publicado em:25/09/2026 às 11:20
Atualizado em:25/09/2026 às 11:20

O concurso Alerj é alvo de duas investigações que apuram irregularidades e suspeitas de fraude durante a prova e possível favorecimento a uma candidata.


A primeira investigação é conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e começou após um candidato ser preso em flagrante durante a aplicação das provas do concurso para especialista legislativo, em 8 de fevereiro.


Segundo a investigação, Alexandre Campos Oliveira foi flagrado no local de prova na Unisuam, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, utilizando equipamentos eletrônicos durante o exame.


De acordo com a polícia, o candidato tentava fotografar a prova com um celular. Também foram encontrados um ponto eletrônico e óculos adaptados com um chip, que poderiam ser usados para registrar imagens.


Conforme a investigação policial, quando foi abordado, o candidato tentou rasgar um papel com informações sobre como os equipamentos deveriam ser manipulados. Ele também teria ainda tentado engolir um saco plástico que estava na sala e continha o ponto eletrônico.

Plenário vazio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
Concurso da Alerj é investigado por suspeita de fraude (Foto: Divulgação Alerj)


Alexandre chegou a ser solto dois dias após a prisão, durante audiência de custódia. Posteriormente, o Ministério Público do Rio pediu a prisão preventiva, e a Justiça acolheu o pedido.


O candidato voltou a ser preso no dia 15 de setembro, em uma ação da 11ª Delegacia de Polícia. Ele foi denunciado por fraude em concurso de interesse público, crime com pena prevista de um a quatro anos de prisão.


A Polícia Civil aguarda ainda o resultado da perícia realizada no celular apreendido. O objetivo é verificar se há indícios de participação de outras pessoas ou uma estrutura maior de fraude, em âmbito nacional.


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MP investiga possível favorecimento no concurso Alerj

Além da apuração policial, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP RJ) investiga uma denúncia de possível favorecimento a uma candidata do concurso Alerj.


A investigação foi instaurada em 23 de julho e apura se a participante teria recebido informações privilegiadas relacionadas ao concurso.


Segundo as informações divulgadas, ela já trabalhava na Alerj em um cargo comissionado, como chefe de gabinete do diretor-geral da Casa. No concurso, concorreu ao posto de procurador legislativo, com iniciais acima de R$40 mil.


O MP do Rio de Janeiro solicitou esclarecimentos à Alerj e à Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pela organização do concurso.


O procedimento está sob sigilo. Por isso, não foram divulgados detalhes sobre os elementos que deram origem à investigação ou sobre eventual conclusão do Ministério Público.


Ao jornal O Globo, a Alerj informou que apresentou todas as informações solicitadas pelo MP RJ. A Casa também afirmou que a servidora mencionada na apuração foi exonerada em março de 2026.


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Concurso Alerj ofereceu 101 vagas e iniciais de até R$44 mil

O concurso da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro teve edital publicado em outubro de 2025. A oferta total foi de 101 vagas para cargos de níveis médio e superior.


A maior parte das oportunidades foi para o cargo de especialista legislativo, com 98 vagas, além da formação de cadastro de reserva.


Para o nível médio, o cargo disponível foi o de especialista legislativo III, na especialidade Administração Geral, com 20 vagas e salário inicial de R$10.369,60.


Já para nível superior, as oportunidades foram para especialista legislativo IV, em diversas áreas, com remuneração inicial de R$12.591,66.


As especialidades foram:

  • Assistente Social;
  • Enfermagem;
  • Medicina;
  • Controle Interno e Auditoria;
  • Relações Públicas;
  • Comunicação Social;
  • Elaboração Legislativa;
  • Recursos Humanos;
  • Orçamento e Finanças; e
  • Administração Geral.

A Alerj também oferece três vagas para procurador legislativo, cargo que exige nível superior em Direito, registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e três anos de atividade jurídica.


Nesse caso, a remuneração inicial pode chegar a R$44.008,52.

Provas do concurso Alerj foram em fevereiro de 2026

As provas do concurso Alerj foram aplicadas no dia 8 de fevereiro, pela banca Fundação Getulio Vargas. Os candidatos de nível médio foram avaliados apenas por questões objetivas.


Já os candidatos de nível superior tiveram que responder a questões objetivas e discursivas.


No caso de procurador legislativo, a prova objetiva ocorreu no dia 8 de fevereiro e a discursiva no dia 22 de março.


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