As 100 vagas autorizadas para auditor do Banco Central já colocam o concurso Bacen entre os mais aguardados do país. Enquanto o edital ainda não foi publicado, quem pretende disputar uma das oportunidades pode iniciar a preparação com base no conteúdo cobrados na seleção mais recente.
O último concurso do Banco Central foi realizado em 2024 para o cargo de analista, denominação que passou a ser auditor em janeiro de 2025, após atualização da legislação.
Dessa forma, o conteúdo programático do edital anterior é hoje a principal referência para organizar os estudos.
O que estudar para o concurso Bacen de auditor?
O último concurso para auditor (na época, analista) foi dividido em duas áreas: Economia e Finanças e Tecnologia da Informação. Apesar dessa divisão, ambos exigiram nível superior completo em qualquer área de formação.
Enquanto o novo edital não é divulgado, essas disciplinas servem como base para iniciar a preparação.
Na área de Tecnologia da Informação, a prova objetiva cobrou conhecimentos de:
- Língua Portuguesa;
- Noções de Lógica e Estatística;
- Direito Administrativo;
- Fundamentos de Microeconomia e Macroeconomia;
- Ciência de Dados;
- Segurança da Informação;
- Engenharia de Software;
- Infraestrutura em TI;
- Banco de Dados;
- Gestão em TI.
Já para a especialidade de Economia e Finanças, o conteúdo programático foi composto por:
- Língua Portuguesa;
- Noções de Lógica e Estatística;
- Direito Administrativo;
- Fundamentos de microeconomia e macroeconomia;
- Macroeconomia;
- Microeconomia;
- Finanças;
- Estatística e Econometria; e
- Contabilidade de instituições financeiras padrão Cosif.
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Quais disciplinas devem ser prioridade?
Mesmo antes da divulgação do novo edital, é possível organizar o plano de estudos com base na distribuição das questões do último concurso (2024).
Na área de Economia e Finanças, os conteúdos de maior peso foram:
- Português;
- Macroeconomia;
- Financas;
- Estatística e Econometria; e
- Contabilidade de instituições financeiras padrão Cosif.
Juntas, essas disciplinas corresponderam a 85 dos 120 itens cobrados na seleção de 2024. A recomendação é que elas apareçam com maior frequência no cronograma de estudos, enquanto as demais matérias sejam distribuídas ao longo da semana para garantir uma preparação equilibrada.
Para a área de Tecnologia da Informação, as disciplinas de maior peso são:
- Língua Portuguesa;
- Ciência de Dados;
- Engenharia de Software; e
- Infraestrutura em Tencologia da Informação.
No concurso de 2024, essas quatro disciplinas somaram 80 dos 120 itens da prova objetiva, representando mais da metade do exame. Por isso, elas devem ocupar mais espaço no planejamento semanal, sem que as demais disciplinas sejam deixadas de lado.
Vale a pena começar os estudos antes do edital?
Sim. Como o conteúdo programático costuma sofrer poucas alterações entre concursos da mesma carreira, iniciar a preparação antes da publicação do edital permite construir uma base de conhecimento nas disciplinas cobradas em provas.
Quando o edital for publicado, a tendência é que o candidato precise apenas ajustar o cronograma conforme eventuais mudanças no conteúdo programático.
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Quando será o próximo concurso Bacen?
A autorização publicada pelo Governo Federal prevê 170 vagas distribuídas da seguinte forma:
- auditor do Banco Central: 100 vagas;
- técnico do Banco Central: 50 vagas; e
- procurador do Banco Central: 20 vagas.
Pela portaria autorizativa, o edital deverá ser publicado até 3 de janeiro de 2027. As provas objetivas poderão ocorrer a partir de março de 2027, respeitando o intervalo mínimo de dois meses entre a publicação do edital e a aplicação dos exames.
Caso o Banco Central conclua os procedimentos antes do prazo máximo, o edital poderá ser divulgado ainda em 2026.
Veja requisitos e salários dos cargos do Bacen
O cargo de técnico exige o nível médio completo e tem salário inicial de R$8.300.
Já o cargo de auditor tem como requisito o nível superior em qualquer área de formação e oferece iniciais de R$18.033,52.
O procurador do Banco Central requer graduação em Direito, inscrição regular na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e, pelo menos, dois anos de prática forense.
Especificamente para o cargo de procurador, as oportunidades serão abertas em uma seleção unificada junto com outras carreiras jurídicas da Advocacia Geral da União (AGU).









