O concurso IBGE para efetivos ganhou força após o pedido de autorização de 900 vagas, sendo 300 para técnico em informações geográficas e estatísticas. Com a expectativa de um novo edital, candidatos já buscam o que estudar para iniciar a preparação.
Embora a autorização ainda dependa da análise do Governo Federal, os últimos concursos do IBGE oferecem um panorama sobre o perfil de cobrança da carreira e podem servir como ponto de partida para os estudos.
As referências mais recentes são o Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 e o concurso IBGE de 2016. Ambos ajudam a identificar as disciplinas mais recorrentes e os conteúdos que costumam aparecer nas provas para técnico.
No CNU 2024, o cargo integrou o Bloco 8,destinado às carreiras de nível intermediário, e registrou mais de 996 mil inscrições, sendo uma das funções mais disputadas de toda a seleção.
Já no concurso IBGE de 2016, a oferta foi de 460 vagas e atraiu aproximadamente 476 mil candidatos.
Quem inicia a preparação antes da publicação do edital ganha mais tempo para consolidar a base teórica, resolver questões e desenvolver familiaridade com os assuntos tradicionalmente cobrados pelo IBGE.
O que estudar para o concurso IBGE?
O último concurso para efetivos do IBGE ocorreu por meio do CNU 2024. Na ocasião, os candidatos ao cargo de técnico em informações geográficas e estatísticas foram avaliados por provas objetiva e discursiva.
A avaliação integrou o bloco 8, destinado aos cargos de nível intermediário, e cobrou as seguintes disciplinas:
- Língua Portuguesa;
- Matemática;
- Noções de Direito;
- Realidade Brasileira.
Além da prova objetiva, os candidatos também precisaram elaborar uma uma redação dissertativa.
Já no concurso IBGE de 2016, organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os candidatos foram avaliados apenas por provas objetivas.
A etapa contou com 60 questões de múltipla escolha distribuídas da seguinte forma:
- Língua Portuguesa: 20 questões;
- Geografia: 15 questões;
- Matemática: 15 questões;
- Conhecimentos sobre o IBGE: 10 questões.
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Quais conteúdos mais caem no concurso IBGE?
A análise das provas anteriores mostra que Língua Portuguesa costuma ocupar posição de destaque na preparação para o concurso IBGE. Em 2016, por exemplo, a disciplina representou um terço de toda a prova objetiva.
Dentro da matéria, Interpretação de Textos foi o assunto mais recorrente, reforçando a necessidade de desenvolver leitura analítica e compreensão textual.
Além desse tema, também apareceram com frequência conteúdos como:
- Verbos;
- Sintaxe;
- Pronomes;
- Funções morfossintáticas da palavra SE;
- Morfologia.
Com base nos últimos editais, uma preparação equilibrada deve contemplar Português, Matemática, temas ligados à realidade brasileira e conhecimentos específicos relacionados à atuação do IBGE, sem deixar de lado o treinamento para a redação.
O que faz o técnico em informações geográficas e estatísticas do IBGE?
O técnico em informações geográficas e estatísticas tem atribuições voltadas para o suporte e o apoio técnico especializado às atividades do IBGE - ensino, pesquisa, produção, análise e disseminação de dados e informações de natureza estatística, geográfica, cartográfica, geodésica e ambiental.
Concurso IBGE solicita 900 vagas efetivas
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística encaminhou ao Governo Federal um pedido de autorização para preencher 900 vagas efetivas.
Conforme apuração do Qconcursos Folha Dirigida, do total solicitado, 300 oportunidades são destinadas ao cargo de técnico em informações geográficas e estatísticas, que exige nível médio. As outras 600 vagas contemplam carreiras de nível superior.
A remuneração inicial do técnico é de R$3.752,92. Os servidores também recebem auxílio-alimentação de R$1.192 e demais benefícios previstos para os servidores federais.

Concurso IBGE solicita 300 vagas para técnico. Saiba o que estudar (Foto: GOV)
Para nível superior, o pedido contempla os cargos de analista de planejamento, gestão e infraestrutura e tecnologista em informações geográficas e estatísticas.
Os salários dos cargos de nível superior são de R$8.558,13, além de auxílio-alimentação e outros benefícios.
O pedido está em análise pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável por avaliar e autorizar concursos para órgãos da administração federal.
Novo edital depende do fim da validade do CNU
Apesar da solicitação de novas vagas, fontes do próprio instituto indicam que a realização de um novo concurso efetivo depende do encerramento da validade do CNU 2024.
Para os cargos sem curso de formação, o prazo foi prorrogado até março de 2027.
Enquanto os cargos com curso de formação ou prova didática, as novas datas variam entre abril e setembro de 2027, conforme o cronograma de cada órgão.










