Enquanto um novo concurso INSS segue sem autorização, a necessidade de reforçar o quadro do Instituto Nacional do Seguro Social voltará ao centro das discussões na próxima semana.
A Câmara dos Deputados realizará, na terça-feira, 1º de setembro, uma audiência pública para debater o INSS, incluindo a nomeação de aprovados em concurso e a falta de servidores.
A audiência será promovida pela Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial, a partir das 16h30, em plenário ainda a ser definido. A participação será interativa.
O debate ocorre em um momento importante para os concursos INSS. Além de buscar autorização para um novo edital de técnico e analista do seguro social, a autarquia tem um concurso em andamento para analistas e já manifestou interesse em ampliar as nomeações.
A falta de pessoal também tem sido utilizada como argumento para a abertura de novas vagas.
Recentemente, a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) voltou a defender um novo concurso como solução para o déficit de servidores.
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A audiência pública foi proposta pelo deputado federal Reimont (PT RJ) e terá como foco o fortalecimento institucional do INSS.
Ao justificar o debate, Reimont destacou que a redução do quadro, somada ao crescimento da demanda, tem provocado filas e dificuldades no acesso aos serviços.
O parlamentar chamou atenção, sobretudo, para os impactos sobre idosos, pessoas com deficiência, cidadãos em situação de vulnerabilidade e famílias de baixa renda.
Após concurso, INSS recebeu aval para nomear excedentes
O assunto está diretamente relacionado aos concursos públicos, considerando que o instituto tenta ampliar seu efetivo em diferentes frentes.
Uma delas envolve os analistas do seguro social aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2025.
O INSS solicitou autorização para nomear mais 675 aprovados, além das 300 vagas originalmente autorizadas para a carreira.
O quantitativo adicional é resultado de dois pedidos:
- ampliação de 75 vagas, correspondente a 25% das 300 oportunidades iniciais; e
- provimento suplementar de 600 vagas para analista do seguro social.
No caso das 600 nomeações suplementares solicitadas, a maior parcela seria destinada às especialidades de Serviço Social, com 300 vagas, e Fisioterapia, com 150. Também há previsão para Psicologia, Terapia Ocupacional, engenharias, Tecnologia da Informação, Contabilidade, Administração, Direito e Estatística.
Em julho, no entanto, o MGI autorizou o provimento de apenas 160 excedentes aprovados do concurso INSS para o cargo de analista do seguro social.
Novo concurso INSS também aguarda autorização
Paralelamente às nomeações de aprovados, o Instituto Nacional do Seguro Social tenta viabilizar um novo concurso público para técnico e analista do seguro social.
O processo que tramita internamente prevê 8.500 vagas, distribuídas da seguinte forma:
- técnico do seguro social: 7 mil vagas, para nível médio; e
- analista do seguro social: 1.500 vagas, para nível superior.
Conforme já apurado pelo Qconcursos Folha Dirigida, a solicitação avançou internamente e chegou ao gabinete do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, depois de passar pela Secretaria-Executiva e por setores do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Apesar da movimentação, a autorização ainda não foi concedida. A expectativa é de que novos avais do Governo Federal sejam retomados após o período eleitoral.
Há ainda uma outra demanda apresentada pelo INSS em 2026. Em maio, a autarquia encaminhou um pedido para criação e provimento de 10 mil vagas, sendo 8.501 para técnico e 1.499 para analista do seguro social.
O próprio ministro da Previdência já reconheceu, porém, que uma seleção dessa dimensão é mais difícil no curto prazo. Wolney Queiroz chegou a afirmar que o cenário ideal seria uma recomposição de até 10 mil servidores, mas apontou uma tendência de reposição gradual do quadro.










