O concurso MPU para analista em Direito foi oficialmente retomado. O comunicado foi publicado pela banca Fundação Getulio Vargas e pelo Ministério Público da União no dia 2 de fevereiro.
Com isso, os candidatos nomeados para o cargo e não desistentes do concurso poderão tomar posse até o dia 2 de março.
A retomada do concurso foi possível porque a Justiça Federal da 1ª Região suspendeu os efeitos de uma decisão de primeira instância que determinava a anulação de duas questões da prova para analista em Direito e a atribuição da pontuação aos candidatos.
A nova decisão, concedida no dia 26 de janeiro, atendeu a um pedido da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso, que recorreu contra a ordem anterior.
Para a Justiça Federal, a medida inicial ultrapassou os limites da atuação do Judiciário ao analisar o conteúdo das questões e concluir sobre eventuais erros. Algo que, segundo entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal (STF), é atribuição exclusiva da banca examinadora.
Além disso, foi reconhecido o risco de prejuízo imediato ao andamento do concurso, já que a FGV teria que atribuir a pontuação a todos os candidatos do concurso.
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Concurso MPU para analista em Direito está suspenso desde dezembro
(Foto: Agência Brasil)
Com isso, a juíza do TRF1, relatora do processo, concedeu efeito suspensivo ao recurso da banca, interrompendo os efeitos da decisão questionada até um novo julgamento sobre o caso.
Isso significa que a decisão anterior fica parada por enquanto. O processo ainda voltará a ser julgado definitivamente.
Entenda a suspensão do concurso MPU
O concurso MPU para analista em Direito foi suspenso em dezembro de 2025, em razão da tutela de urgência deferida pela Justiça Federal.
A posse dos candidatos nomeados para o cargo também foi suspensa.
Em ação civil pública, ajuizada pela Defensoria Pública da União, as questões de número 23 e 38 da prova (tipo 4 - azul) foram indicadas com suspeita de irregularidade.
Segundo a DPU, houve "erro material grosseiro", como uma referência a órgão inexistente no Sistema Interamericano de Direitos Humanos.
Além de ambiguidade insanável em questão relativa à imunidade tributária de entidades beneficentes, que admite mais de uma interpretação juridicamente possível, em desacordo com entendimento consolidado do STF.
Vale ressaltar que a suspensão restringiu-se exclusivamente ao cargo de analista em Direito, não afetando o andamento regular do concurso para os demais cargos e especialidades.
Concurso MPU abriu 172 vagas para técnicos e analistas
O concurso do Ministério Público da União teve edital publicado em janeiro de 2025. A oferta foi de 172 vagas imediatas mais cadastro reserva, para técnicos e analistas em diferentes áreas.
Os destaques foram os cargos de técnico em administração e analista em Direito, com 66 vagas cada. Para ingressar nos cargos era preciso ter o nível superior completo.
A maior parte das oportunidades foi para o Distrito Federal, com exceção dos cargos de técnico em administração, policial e analista de Direito, que também têm oportunidades para outros estados do país.
O salário inicial dos aprovados é de até R$16.637,08.
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Veja como foram as provas do MPU
O último concurso foi composto por provas objetivas e discursivas, aplicadas em maio de 2025.
Muitos candidatos recorreram às redes sociais para comentar sobre o nível de dificuldade das questões, conforme divulgado pelo Qconcursos Folha Dirigida.
Entre os comentários publicados, os inscritos destacaram o alto nível de exigência da banca FGV.
Apenas para policial institucional, foram realizados testes físicos de 4 a 15 de agosto.
Para esse cargo houve ainda avaliação médica, que consistiu na aferição da saúde do candidato para o exercício das atribuições do cargo, com exames laboratoriais, RX tórax, PA e perfil, prova pulmonar, oftalmológico e audiometria.
O concurso MPU foi homologado no dia 5 de dezembro para os cargos gerais e no dia 22 de dezembro para policial institucional. O prazo de validade, em ambos os casos, será de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois.
Isso significa que, a princípio, o concurso fica válido até dezembro de 2027, período em que as convocações de aprovados podem ser feitas, inclusive do cadastro de reserva.
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