O que estudar para o concurso PC AP? Confira plano de estudos

As provas do concurso PC AP estão marcadas para 6 de dezembro. Veja como organizar os estudos antes da prova.

Publicado em:05/10/2026 às 18:33
Atualizado em:05/10/2026 às 18:33

O concurso PC AP para oficial investigador terá prova objetiva no dia 6 de dezembro. Com cerca de dois meses até a avaliação, o mentor Felipe Gustavo apresenta um plano de estudos estratégico para aproveitar o tempo.


A recomendação do mentor é organizar os estudos em ciclos, com maior frequência para as disciplinas que concentram questões e manutenção dos conteúdos com menor peso.


Além da prova objetiva, a preparação deve incluir lei seca, redação e, desde o início, a preparação para o Teste de Aptidão Física (TAF).


Quais são os cinco pilares do plano de estudos para o concurso PC AP?

O plano apresentado por Felipe Gustavo combina cinco frentes de preparação:

  1. questões;
  2. revisão;
  3. lei seca;
  4. redação; e
  5. preparação física.

A proposta considera uma rotina média de quatro horas por dia, mas pode ser adaptada conforme a disponibilidade de cada candidato.


As cinco frentes devem funcionar de forma integrada.


Como organizar o estudo até a prova do concurso PC AP?

Felipe Gustavo divide a preparação em três fases. Na primeira fase, o objetivo é construir a base. Enquanto, na segunda fase, o candidato reduz a dependência da teoria e aumenta o contato com questões e revisões.


Na reta final, o foco passa para questões, análise de erros e revisão direcionada. O objetivo é transformar o conteúdo estudado em pontos na prova.


Veja, a seguir:

Fase Período Teoria Questões Revisão
Construção Até 18 de outubro 50% 40% 10%
Consolidação Meados de outubro a novembro 30% 55% 15%
Reta final Até 5 de dezembro Menor dependência Maior volume Revisão direcionada

Cabe destacar que as proporções não são regras fixas. Quem ainda possui muito conteúdo pendente pode manter uma parcela maior de teoria e ampliar a resolução de questões.


Desde a primeira fase, o candidato deve incluir lei seca, redação e preparação para o TAF.

"Você tem que batalhar nos próximos dias para você transformar todo o conhecimento que você vai adquirir em pontos de prova".

O professor também orienta que o candidato considere a própria disponibilidade de tempo.

"Não se cobre para fazer algo que você não consiga, porque talvez a sua realidade não permite. Faça o melhor que você pode com o que você tem", aconselha.

Concurso PC AP: como é a prova para oficial investigador?

A prova objetiva terá 80 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada. Cada questão vale um ponto, totalizando 80 pontos.


A distribuição dos itens será o seguinte:

  • Língua Portuguesa – 8 questões
  • Raciocínio Lógico-Matemático – 8 questões
  • Noções de Estatística e Análise de Dados – 8 questões
  • Noções de Contabilidade e Análise Financeira – 8 questões
  • Noções de Informática – 12 questões
  • Direito Penal e Legislação Penal Especial – 8 questões
  • Direito Processual Penal e Legislação Processual Penal Especial – 8 questões
  • Direito Constitucional – 5 questões
  • Direito Administrativo – 5 questões
  • Direitos Humanos – 4 questões
  • História do Amapá – 2 questões
  • Geografia do Amapá – 2 questões
  • Legislação Institucional – 2 questões

Além da prova objetiva, os candidatos farão uma redação, com cinco horas para as duas avaliações.


Para seguir no concurso, é preciso alcançar 60% na objetiva, sem zerar nenhuma disciplina. A correção da redação, porém, seguirá uma cláusula de barreira: serão corrigidas até 588 provas de oficial investigador, conforme a ordem de classificação, as reservas de vagas e os critérios de concorrência. Os empatados na última posição também serão incluídos.



Quais são as prioridades para estudar para o concurso PC AP?

O mentor Felipe Gustavo traz também uma matriz de prioridade, que divide as disciplinas em três níveis.

  • Prioridade 1: Informática, Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Matemático, Estatística, Contabilidade, Direito Penal e Direito Processual Penal.
  • Prioridade 2: Direito Constitucional, Direito Administrativo e Direitos Humanos.
  • Prioridade 3: História do Amapá, Geografia do Amapá e Legislação Institucional.

É importante destacar que a classificação apresentada define a frequência inicial no ciclo, o que não significa que o candidato possa retirar as disciplinas de menor peso da rotina.


Nesse caso, Felipe recomenda reduzir a frequência de uma matéria quando o candidato já possui domínio, mas usar o tempo liberado para reforçar outro conteúdo.

"Você não vai tirar. Você vai reduzir para um horário e esse horário que você conseguiu extra, você vai aumentar talvez história, talvez geografia", orienta.

Mentor traz ciclo de estudos de 28 blocos

Felipe recomenda o ciclo de estudos em vez de uma grade fixa por dias da semana.


Isso porque o ciclo trabalha com uma sequência contínua. Se um imprevisto reduzir o tempo de estudo em determinado dia, o candidato retoma a sequência no bloco seguinte.

"Ocorrer o imprevisto, você não perde o planejamento. Você não perde nada do planejamento. Você vai continuar de onde você parou", explica.

Abaixo, o mentor apresenta um ciclo de 28 blocos para quem possui quatro horas diárias de estudo, com quatro blocos de 60 minutos. Quem tem três horas faz três blocos e continua a sequência no dia seguinte.


O ciclo apresentado possui 28 blocos:

Blocos Disciplinas
1 a 7 Informática, Penal, Processual Penal, Português, RLM, Estatística e Contabilidade
8 a 14 Informática, Penal, Processual Penal, Português, RLM, Estatística e Contabilidade
15 a 21 Informática, Penal, Processual Penal, Português, Constitucional, Administrativo e Informática
22 a 28 RLM, Estatística, Contabilidade, Direitos Humanos, História do Amapá, Geografia do Amapá e Legislação Institucional

O mentor reforça que a sequência não representa uma grade fixa de segunda a domingo. O candidato avança pelos blocos conforme o tempo disponível.


Além disso, quem possui menos tempo pode reduzir a quantidade de disciplinas do ciclo.


A lógica é preservar a frequência de contato. Se houver pouco tempo, algumas disciplinas podem entrar posteriormente, conforme outras forem concluídas.


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    Como estudar cada bloco de uma hora?

    Felipe divide o bloco de estudo conforme o estágio de conhecimento da disciplina.

    Situação Organização do bloco
    Matéria nova 30 min de teoria + 20 min de questões + 10 min de revisão
    Matéria já estudada 10 min de revisão + 40 min de questões + 10 min de análise de erros
    Matéria consolidada 5 min de revisão + 50 min de questões + 5 min de registro de erros

    Na matéria nova, a teoria ocupa mais espaço porque o candidato ainda está construindo a base. Já na matéria já estudada, o professor desloca o foco para questões e análise dos erros.


    Quando o assunto está consolidado, a maior parte do bloco passa para questões. O objetivo é refinar o desempenho e identificar dificuldades específicas.


    Felipe também recomenda começar cada sessão revisando o conteúdo estudado anteriormente.


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    Unidade CIOSP da Polícia Civil do Amapá
    PC AP terá provas em dezembro (Foto: Divulgação)

    Como estudar lei seca para o concurso PC AP?

    A lei seca é parte obrigatória da preparação para o concurso policial, conforme destaca o mentor.


    Entre os conteúdos destacados estão a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis ( Lei nº 14.735/2023), a legislação organizacional da Polícia Civil do Amapá, o Regime Jurídico Único e a legislação penal especial.

    "Lei seca é obrigatória para esse concurso, tanto para delegado como para investigador", reforça.

    Para incluir a legislação na rotina, o professor recomenda um bloco diário de 20 minutos.


    A divisão sugerida é de dez minutos para leitura concentrada, cinco minutos para marcações e cinco minutos para questões sobre o trecho estudado.



    Como estudar para a redação do concurso PC AP?

    A redação terá caráter eliminatório, com nota mínima de 60 pontos. O texto deverá ter entre 25 e 30 linhas e seguir o formato dissertativo-argumentativo.


    Considerando os temas do edital, a prova pode abordar:

    • segurança pública e criminalidade;
    • tecnologia, inteligência artificial e análise de dados;
    • segurança da informação e transformação digital;
    • desenvolvimento socioeconômico;
    • questões ambientais;
    • impactos sociais das transformações tecnológicas e econômicas.

    O mentor recomenda produzir pelo menos uma redação por semana sobre os assuntos acima. Quem apresenta maior dificuldade pode treinar duas vezes por semana.


    Ele destaca que a redação também pode reforçar a preparação para a prova objetiva, já que os temas indicados podem aparecer nas questões.



    Como começar a preparação para o TAF?

    O TAF deve ser incluído na rotina desde o início da preparação.


    A etapa física ocorre depois da prova escrita, mas pode eliminar candidatos que não alcancem os critérios previstos.


    Por isso, o professor recomenda não deixar o treinamento físico para depois da prova objetiva.

    “Então treino pro TAF desde já.”

    O Teste de Aptidão Física (TAF) contará com três exercícios: abdominal, barra fixa e corrida de 12 minutos.


    A data, o horário e o local do TAF ainda não foram definidos e serão informados posteriormente em edital de convocação especí

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    Outras etapas do concurso PC AP

    Para oficial investigador, o concurso PC AP contará com seis fases:

    1. Prova objetiva e prova discursiva, na modalidade de redação;
    2. Exame documental e exame médico;
    3. Exame de aptidão física;
    4. Avaliação psicológica;
    5. Investigação social;
    6. Curso de Formação Policial Profissional

    Concurso PC AP: cargos e vagas

    O edital do novo concurso PC AP é destinada à formação de cadastro de reserva, com expectativa de preenchimento de até 396 vagas durante o prazo de validade do concurso.


    A distribuição é a seguinte:

    • oficial investigador: 294 vagas em cadastro de reserva, sendo 279 para a ampla concorrência e 15 para pessoas com deficiência (PcD); e
    • delegado: 102 vagas em cadastro de reserva, sendo 97 para a ampla concorrência e cinco para PcD.

    Para concorrer ao posto de oficial, a PC AP exige curso superior, em qualquer área de formação, expedido por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), além da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria "B", no mínimo.


    Já para o cargo de delegado, a exigência inclui graduação em Direito, também por instituição reconhecida pelo MEC, e o exercício de, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou policial, comprovada até a data da posse.


    Os aprovados e convocados para o posto de oficial receberão o subsídio de R$7.327,04, enquanto os nomeados como delegado terão iniciais de R$31.439,06.


    Durante o curso de formação policial profissional, os candidatos matriculados e frequentando regularmente a formação terão direito a auxílio financeiro mensal correspondente a 50% do subsídio inicial da respectiva carreira.


    Inscrições do concurso PC AP estão abertas

    As inscrições para o concurso PC do Amapá estão abertas e serão aceitas até o dia 19 de outubro, no site da Fundação Cesgranrio.


    A taxa será de R$200 para delegado e R$150 para oficial investigador. O pagamento poderá ser realizado até 3 de novembro, por boleto bancário ou PIX.

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