Concurso PC RJ: aprovados para investigador cobram convocações

Aprovados no concurso PC RJ para investigador fazem manifestação para cobrar a chamada de todos para a Acadepol. Veja!

Concursos Policiais
Autor:Bruna Somma
Publicado em:30/04/2026 às 12:25
Atualizado em:30/04/2026 às 12:38

Um grupo que representa 1.177 aprovados no concurso PC RJ pra investigador realizou uma manifestação na última quarta-feira, dia 29, para cobrar a convocação imediata de todos, para o curso de formação na Academia de Polícia (Acadepol).


O ato ocorreu em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo os manifestantes, o ex-governador Cláudio Castro fez uma promessa para as chamadas, que não foram concretizadas.

"Existem 3 mil vagas, tem orçamento. O que falta é a vontade política", afirmou Valmir Olímpio Ferreira Junior, de 35 anos, em resposta ao jornal O Globo.

Alguns deputados estaduais entraram em contato, acenando a possibilidade de fazer uma ponte com o governo. Porém, nada de oficial foi realizado até o momento.

Manifestação cobra convocações do concurso PC RJ para investigador

(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Em nota, a Polícia Civil disse que "nos últimos anos, já convocou e incorporou cerca de 3 mil novos policiais aos seus quadros. Entre 2023 e 2024, mais de 1.600 agentes também foram formados, ampliando a presença da corporação em todo o estado. Ressalta-se que o concurso público realizado em 2021, o primeiro após mais de uma década, permanece válido até 2027, com candidatos excedentes ainda aptos à convocação".

Ex-secretário falou sobre convocação de investigadores

Em outubro de 2025, o então secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou que os esforços eram para a convocação de mil aprovados para investigador.

"Estou brigando muito para trazer mais investigadores, são mais mil e pouco. Se eu conseguir trazer esse pessoal, vamos chegar perto dos 12 mil, que foi o maior efetivo da Polícia Civil", afirmou Felipe Curi.

Também em outubro do ano passado, foi sancionada a Lei 11.003/2025, que promoveu a reestruturação do quadro permanente da Polícia Civil do Rio de Janeiro.


A nova legislação unifica cargos, redefine nomenclaturas, atribuições e requisitos. Os cargos de inspetor de polícia, oficial de cartório e investigador policial, por exemplo, foram unificados no cargo de oficial de polícia civil.


A partir dessa unificação, mais cargos ficaram vagos para preenchimento e, por consequência, há a possibilidade de mais chamadas para o novo cargo de oficial.

Novo concurso PC RJ está autorizado com 414 vagas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro tem autorização para abrir um novo concurso PC RJ com 414 vagas. O aval é para provimento nos seguintes cargos de nível superior:

  • delegado: 85 vagas;
  • perito criminal: 76 vagas;
  • perito legista251 vagas; e
  • piloto policial: 2 vagas.

A estimativa é que seja publicado um edital para cada cargo do concurso.


O salário inicial de delegado é de R$26.981,77. Já para os peritos, é de R$13.786,36. O piloto policial recebe, em início de carreira, R$13.981,45.


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Lei atualiza requisitos para os cargos da PC RJ

A Lei 11.003/2025 também trouxe mudanças nos requisitos. A carreira de delegado seguirá exigindo o nível superior em Direito, enquanto o cargo de perito legista aceitará o nível superior em Medicina, Odontologia ou Farmácia.


A carreira de perito criminal aumenta as áreas aceitas e passa a ter como requisito o nível superior em Agronomia, Biomedicina, Biologia, Ciências Atuariais, Contabilidade, Economia, Engenharias, Farmácia, Física, Geologia, Informática, Medicina Veterinária ou Química.


Para perito criminal ainda será permitido o ingresso de graduados em cursos de nível superior, com duração de quatro anos ou mais, com carga horária similar nas áreas de Saúde, Ciências Exatas, Ciências da Terra ou Ciências Biológicas.


O piloto policial será destinado a candidatos com diploma de nível superior, com duração de quatro anos ou mais, além de licença de piloto comercial expedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).


A nova lei exige que os cursos de graduação tenham, pelo menos, quatro anos de duração. Assim, o texto exclui a aceitação de cursos tecnólogos, que duram geralmente de dois a três anos.


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