A Fundação Getulio Vargas (FGV) é a banca organizadora do novo concurso TJ SC. A instituição ficará responsável por receber as inscrições e aplicar as provas aos candidatos.
Tradicional em concursos públicos, a FGV possui histórico consolidado na área de tribunais. Suas provas são conhecidas por enunciados longos, alto nível de interpretação e cobrança contextualizada da legislação.
Diante desse perfil, entender como a banca estrutura suas questões é um passo decisivo para ajustar o estudo e maximizar o seu desempenho no dia da prova.
Abaixo, confira as características da FGV, considerando a análise do professor do Qconcursos, Ricardo Baronovsky.
Perfil da FGV no concurso TJ SC
A FGV atua há mais de uma década em concursos públicos, com presença crescente em seleções do Judiciário. Suas provas exigem domínio teórico, interpretação refinada e aplicação prática da norma ao caso concreto.
O modelo de cobrança privilegia questões contextualizadas, muitas vezes interdisciplinares, com enunciados longos e alternativas extensas e semelhantes entre si.
Esse formato favorece o uso de pegadinhas semânticas, com polissemia e ambiguidades que testam a precisão da leitura do candidato.
A interpretação de texto tem grande destaque nas provas da FGV. Por isso, a disciplina de Língua Portuguesa é considerada uma das mais desafiadoras, com textos longos, complexos e, por vezes, subjetivos, com menor foco em gramática. Parte das questões admite margem interpretativa, o que reforça a necessidade de leitura crítica e atenção ao comando.
Nas disciplinas jurídicas, a banca cobra o chamado “espírito da lei”. Para cargos de nível médio, predomina a lei seca, frequentemente reescrita nos enunciados. Já no nível superior, a banca exige aplicação de doutrina e jurisprudência em casos concretos.
A combinação de provas densas, forte peso em interpretação e alternativas próximas torna a gestão do tempo decisiva em provas da FGV.
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FGV é a banca do concurso TJ SC; conheça perfil da organizadora
(Foto: CNJ)
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Como estudar para as provas da FGV?
A preparação para provas da FGV deve priorizar a resolução de questões aplicadas pela banca nos últimos três anos, com foco em concursos da mesma área e nível do cargo pretendido.
A revisão dos principais temas do conteúdo programático e a leitura da jurisprudência dos tribunais superiores complementam o estudo, especialmente para disciplinas jurídicas.
Segundo o professor Ricardo Baronovsky, o perfil da FGV exige um preparo específico, voltado à interpretação e à resistência do candidato diante de provas extensas.
"Questões em forma de cases, exigem capacidade interpretativa do candidato, resistência física e emocional para lidar com enunciados longos e prolixos e alternativas igualmente longas e explicativas. Por consequência, o tamanho da prova é longa e cansativa, o que gera uma escassez de tempo", ressalta o professor.
Diante desse cenário, o estudo deve concentrar-se na prática com provas anteriores, no treino cronometrado e no desenvolvimento da leitura crítica. Assim, o candidato chega ao dia da prova mais adaptado ao estilo da banca e com melhores condições de manter o desempenho até o final.
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FGV lidera ranking das bancas mais difíceis em 2025
Uma pesquisa do Censo dos Concursos 2025, produzido pelo Qconcursos, aponta a Fundação Getulio Vargas (FGV) como a banca mais desafiadora do país.
O levantamento considera as respostas de mais de 13 mil candidatos e a análise do desempenho médio por banca, identificando quais instituições aplicam provas mais exigentes e quais apresentam provas consideradas mais acessíveis.
De acordo com o Censo 2025, a FGV registrou desempenho médio de 61,83%, avançando da quarta posição em 2024 para a liderança do ranking neste ano. Confira abaixo:

A avaliação dos candidatos está associada ao perfil das provas da banca, que se caracterizam por:
- enunciados longos e interpretativos;
- alto nível de análise e raciocínio;
- cobrança interdisciplinar; e
- menor previsibilidade de questões.
A ampliação da atuação da FGV nos principais concursos nacionais e estaduais reforça essa percepção de alta exigência.
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TJ SC terá vagas para técnico e analista
A seleção para o Tribunal de Justiça de Santa Catarina ofertará vagas para cargos de técnicos e analistas.
Conforme apurou o Qconcursos Folha Dirigida, serão contemplados os seguintes cargos:
Nível médio
- Técnico judiciário auxiliar.
Nível superior
- Analista administrativo;
- analista jurídico;
- analista de sistemas;
- arquiteto;
- assistente social;
- enfermeiro;
- engenheiro civil;
- engenheiro eletricista;
- médico;
- odontólogo;
- oficial de justiça e avaliador;
- psicólogo; e
- analista contábil-econômico.
Ainda não foi divulgado o número total de vagas, nem a distribuição por função.
+ Confira os salários e benefícios do concurso TJ SC
É importante destacar que o Tribunal de Justiça de Santa Catarina mantém um concurso válido até agosto de 2026, sem a possibilidade de extensão do prazo.
Contudo, o tribunal não tem impedimento para realizar um novo concurso público. O edital da próxima seleção pode ser publicado, inclusive com aplicação de provas, ainda que a seleção anterior esteja vigente.
O que não poderá ocorrer serão as nomeações para os mesmos cargos ofertados no último edital, enquanto a validade estiver ativa.























