Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entraram em greve nesta semana. As reivindicações são sobre recentes decisões administrativas da gestão.
O movimento é organizado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (ASSIBGE) e tem adesão em unidades do Rio de Janeiro e da Bahia.
Entre os principais pontos de cobrança estão:
- alteração nas regras de trabalho dos servidores admitidos pelo Concurso Nacional Unificado (CNU);
- mudanças na progressão de carreira; e
- alteração na remuneração da indenização de campo.
Sobre a mudança no regime de trabalho, inicialmente os aprovados no CNU tinham sido informados que poderiam ingressar no regime híbrido depois de um ano.
Porém, em julho, foi publicada uma portaria que alterou essa previsão. De acordo com o Sindicato, a mudança ocorreu sem discussão prévia com a categoria.

Também existem questionamentos sobre as condições físicas das unidades do IBGE, além da redução do espaço de participação dos servidores nas discussões da atual gestão.
Outro ponto de reivindicação é um contrato, em torno de R$80 milhões, envolvendo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para transferência de serviços e recursos tecnológicos para o IBGE.
Segundo o sindicato, o IBGE dispõe de uma estrutura própria de processamento de dados. Para a ASSIBGE, não existiu discussão prévia com o corpo técnico para adoção da medida.
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IBGE diz que mantém diálogo permanente com os servidores
O objetivo da greve, conforme informado pela categoria, é pressionar a direção do IBGE a retomar as negociações com os servidores.
Procurado pelo Qconcursos Folha Dirigida nesta quarta-feira, dia 19, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística afirmou que mantém um diálogo permanente com os funcionários.
O IBGE ainda esclareceu que as medidas adotadas pela atual gestão têm como objetivo garantir a modernização institucional, o fortalecimento das carreiras e a adequada organização do trabalho.
Veja a nota na íntegra enviada pelo instituto:
"O IBGE informa que segue funcionando normalmente e cumprindo seu Plano de Trabalho, em conformidade com orçamento aprovado pelos poderes legislativo e executivo federal, com a realização das pesquisas, operações estatísticas e divulgações previstas no calendário institucional.
A Direção do Instituto mantém diálogo permanente com seus servidores, sempre nos espaços institucionais adequados e dentro dos marcos legais e administrativos vigentes.
Em relação às questões mencionadas, o IBGE esclarece que as medidas adotadas pela atual gestão têm como objetivo assegurar a modernização institucional, o fortalecimento das carreiras e a adequada organização do trabalho, preservando a capacidade do Instituto de cumprir sua missão de Estado.
O compromisso da Direção permanece sendo garantir a continuidade e a qualidade da produção das estatísticas e informações geográficas oficiais, fundamentais para o conhecimento da realidade brasileira e para a formulação e avaliação de políticas públicas."
Concurso IBGE estão abertos para mais de 9 mil vagas temporárias
O IBGE realiza concursos para preenchimento de mais de 9 mil vagas temporárias para atuação no Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola de 2027. O prazo para candidatura já foi encerrado e mais de 300 mil inscrições foram feitas.
O primeiro concurso conta com 8.258 vagas temporárias e é organizado pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). As chances são para agente censitário (em diversas áreas) e agente operacional, cargos de nível médio e salários de até R$4 mil.
Os candidatos serão avaliados por provas objetivas no dia 27 de setembro, nos municípios com oferta de vagas.
O segundo concurso tem oferta de 1.414 vagas temporárias, com organização do Instituto Avalia. As oportunidades, nesse caso, são para analista censitário e agente censitário de qualidade, com salários de R$5.255,40 e R$2.932, respectivamente.
As provas serão realizadas no dia 30 de agosto, nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.











