Futuro do trabalho: capacitação deve ser prioridade das empresas

Pesquisa da Salesforce aponta que o desenvolvimento da força de trabalho deve ser uma prioridade das empresas.

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Publicado em:08/10/2020 às 14:00
Atualizado em:08/10/2020 às 14:00

Como será o mercado de trabalho nos próximos anos? Uma pesquisa da Salesforce, líder global em CRM, trouxe dados relevantes sobre o futuro do trabalho e os impactos do Coronavírus sobre as relações entre os colaboradores e empresas.

O estudo concluiu que a capacitação deve ser prioridade para as empresas. Uma vez que o mercado requer profissionais com novas habilidades e conhecimentos específicos.

Quase um terço dos entrevistados diz não ter essas habilidades técnicas exigidas pelo mercado. Por isso, 57% dos brasileiros já consideram obter outra formação.

Diante desse contexto, para 75% dos entrevistados o desenvolvimento da força de trabalho deve ser uma prioridade das empresas. 77% dizem que a tecnologia deve desempenhar um papel essencial nesse processo.

O vice-presidente sênior general manager da Salesforce no Brasil, Fábio Costa, explica que a capacitação é a chave para o crescimento e superação.

"As empresas que enfrentaram melhor o processo de isolamento social, prepararam suas equipes para lidar com um novo contexto, ferramentas e processos digitais. Sem novas habilidades, não há perspectiva positiva", diz Fabio.

 

Capacitação deve ser prioridade das empresas nos próximos anos
Capacitação dos funcionários deve ser prioridade das empresas
nos próximos anos (Foto: Pixabay)

O estudo ‘Série Global Stakeholder - O Futuro do Trabalho, Agora’ foi realizado com mais de 20 mil pessoas na Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, França, Índia, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido e Singapura.

No Brasil, o levantamento teve 2 mil entrevistados. O vice-presidente sênior general manager da Salesforce no Brasil ressalta a importância da pesquisa:

"A Série Global Stakeholder traz reflexões importantes sobre a percepção dos brasileiros em relação às mudanças nas dinâmicas de trabalho e mostra uma expectativa de que as empresas como protagonistas para melhorar o mundo", destaca Fabio Costa.

Mercado passa a exigir novas habilidades

A pandemia da Covid-19 impactou diretamente no mercado de trabalho. Pelas medidas de distanciamento social, muitas empresas adotaram o home office. O que exigiu novas habilidades dos profissionais, sobretudo ligadas à adaptação a novos modelos de trabalho.

Para os brasileiros, as soft skills (habilidades interpessoais) mais importantes nos próximos seis meses serão:

  • Adaptabilidade e colaboração (96%);
  • Criatividade (95%);
  • Habilidades comerciais (93%).

Questionados sobre as habilidades técnicas essenciais nos próximos seis meses, os entrevistados pela pesquisa apontam: análise de dados (93%), codificação/desenvolvimento de aplicativos (92%) e ciência de dados (91%).

"Neste esforço contínuo para desenvolvimento profissional, é importante que soft skills como adaptabilidade e colaboração tenham um papel relevante. Enquanto a tecnologia pode nos ajudar a aprender novas habilidades, precisamos nos apoiar em soft skills para crescer tanto no ambiente de trabalho digital quanto físico”, opina Fabio.

Ele ainda completa: “Na economia digital, os produtos que vendemos, as expectativas dos clientes e a natureza do trabalho mudarão. Assim, nossa jornada para desenvolver soft skills não tem fim".

O que + você precisa saber sobre soft skills:

Ensino online gera interesse no Brasil

Outra herança que deve ser deixada pela pandemia no Brasil é o aumento do ensino remoto. Entre os entrevistados, 71% relatam interesse no aprendizado e treinamento online desde o início do isolamento social.

Esse tipo de ensino, no entanto, esbarra em questões como o acesso à internet e a um computador. Assim como a questão financeira para arcar com os custos de um curso.

A pesquisa aponta que 84% dos brasileiros gostariam de ter acesso gratuito à plataformas de capacitação. Mas, 50% se consideram nervosos para buscar o aprendizado online neste momento, índice que aumenta para 55% entre pessoas de baixa renda.

Já um terço das pessoas acredita que este modelo de aprendizagem é muito difícil para elas. Para Fábio Costa, muitas empresas já têm adotado a capacitação online, especialmente as de tecnologia, que são as que mais sofrem com a falta de profissionais treinados.

“A Salesforce, por exemplo, disponibiliza gratuitamente o Trailhead, uma plataforma online que tem como objetivo capacitar as pessoas para utilizar as soluções da empresa nas diversas vagas disponíveis", comenta Fbio.

"Ao preparem os cidadãos para o mercado de trabalho, essas plataformas gratuitas ajudam a tornar o país e sua indústria mais competitivos e qualificados", conclui.