Você já saiu de uma prova dizendo que caiu justamente o que não estudou? Essa é talvez a frase mais comum entre concurseiros. Eu ouvi isso no meu primeiro concurso, o do IFPI.
Fui o último a sair da sala e, na porta da universidade, um grupo repetia que não tinha dado sorte. Não era falta de sorte. Faltou preparação naqueles pontos que eles escolheram deixar para trás.
A sorte existe e, vez ou outra, ajuda. O problema é ir para a prova dependendo só dela. Um amigo meu, passou em primeiro lugar para oficial de justiça do TRT 22.
Quando perguntei como ele tinha conseguido, ele disse que deu sorte, porque caiu tudo o que ele tinha estudado. Só que ele estudava havia uns três anos.
Quanto mais você estuda, mais sorte você tem.
Responda agora ao quiz “De quanto você depende da sorte para passar em concursos públicos?” e descubra: para chegar mais perto da aprovação, você precisa de mais sorte ou de mais método?
Procrastinação nem sempre é preguiça
Se você estuda e trabalha, a chance de procrastinar é bem maior. Isso não acontece porque você é preguiçoso. Você leva uma rotina cansativa, e tomar decisões com a cabeça cansada é difícil.
Se, depois de oito horas de trabalho, você ainda precisa decidir o que estudar, o que priorizar e como se organizar, vá por mim: você não vai estudar.
Por isso, a estratégia precisa estar pronta antes de você sentar. Chegue em casa sabendo exatamente o que fazer. E não tente estudar o edital inteiro com o mesmo peso.
O examinador não cobra tudo o que está ali. Concentre o esforço nos tópicos com mais chance de cair. Assim você procrastina menos, porque sabe que aquele estudo tem retorno.
Aproveite os intervalos do dia
Como a professora Natália Cesário lembrou, a rotina perfeita das redes sociais não existe. Esperar ter três horas livres todos os dias para começar é garantir que você não vai começar.
Fez duas ou três questões no horário de almoço? Parece pouco, mas é muito melhor do que nada. Videoaula no ônibus, no carro ou lavando a louça também conta. Compare com o tempo que vai embora rolando o feed.
Dia livre também exige método
Se você tem o dia todo livre e mesmo assim não consegue estudar todas as horas, você está dentro de 99,9% da população. Sua cabeça tem limite.
Monte uma estratégia com pausas regulares, por exemplo duas horas de estudo e 30 minutos de descanso, depois uma hora e 10 minutos de pausa. Sem essa manutenção, você entra em estafa mental e acaba nem estudando nem descansando, só ansioso.
Videoaula, PDF ou questões?
Depende do seu perfil. Eu sempre fui mais agitado e preferia PDF. Mas, quando uma disciplina trava, a videoaula costuma ser mais didática. Vale para quem já tentou PDF e questões e não aprendeu.
O que não é opcional: questões.
Na prova objetiva, você acerta muito por feeling, reconhecendo que as alternativas erradas estão erradas, e esse feeling só vem com muita questão da sua banca.
Quanto mais perto da prova, menos teoria nova e mais resolução. Nos 15 últimos dias, eu fazia só questões, cerca de 200 por dia. Essa era a minha métrica pessoal. Se hoje você faz 30 por dia, está ótimo.
Se você está começando do zero
Escolha primeiro uma carreira e um órgão-alvo. Defina seis disciplinas-base e estude duas por dia, em ciclo, com no máximo duas horas diárias.
Comece por videoaulas introdutórias ou por questões, para se ambientar. Depois de um mês, você terá clareza para ajustar o plano. Se já estiver no pós-edital, inclua logo as demais disciplinas do concurso.
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Revise com base no seu desempenho
Estudar bem tem três etapas: progredir na teoria, praticar com questões e revisar. Se você pula uma delas, o desempenho na prova cai. A prova é sempre reflexo da preparação.
Revise pelos tópicos em que sua taxa de acerto está baixa, e não pelos que você já domina. Errar também ensina: o caderno de erros é o seu caderno de futuros acertos.
Com método, disciplina e uma motivação clara para os dias difíceis, 90 dias foram o tempo médio de preparação em todos os concursos que fiz. A sorte encontra quem está estudando.
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