A Agência Brasileira de Inteligência enfrenta um cenário crítico de pessoal, o que reforça a necessidade de um novo concurso Abin. Um relatório da CPI do crime organizado apontou que cerca de 80% dos postos estão desocupados.
Os números mais recentes disponíveis no portal de dados abertos do Governo Federal confirmam esse panorama preocupante.
Atualmente, a Abin conta com 4.577 cargos aprovados, dos quais apenas 1.060 estão ocupados. Isso representa 3.517 cargos vagos, ou seja, um déficit de, aproximadamente, 76,84%.
Na prática, o percentual se aproxima dos cerca de 80% citados no relatório da CPI, reforçando o alerta sobre a baixa capacidade operacional da agência.
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Sem previsão de novo concurso, Abin acumula saídas e chega a 76% dos cargos vagos
(Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
Distribuição revela maior déficit nos principais cargos da Abin
O levantamento detalhado por carreira mostra que o déficit atinge diretamente os principais cargos do Plano de Carreiras da Abin, justamente aqueles ofertados no último concurso público.
Confira as vacâncias por cargo:
Oficial de Inteligência
- Ocupados: 733
- Vagos: 1.398
Agente de Inteligência
- Ocupados: 51
- Vagos: 886
Oficial Técnico de Inteligência
- Ocupados: 93
- Vagos: 346
Agente Técnico de Inteligência
- Ocupados: 14
- Vagos: 215
Os números mostram que o déficit é generalizado e afeta todas as carreiras, com destaque para o cargo de agente de inteligência, que possui uma das menores taxas de ocupação proporcional.
CPI aponta falta de servidores como obstáculo ao combate ao crime
O cenário da Abin foi destacado no relatório da CPI do crime organizado, que analisou a estrutura dos principais órgãos de Controle e Inteligência do país.
Segundo o documento, a insuficiência de pessoal representa um dos principais entraves no enfrentamento às organizações criminosas.
A CPI ressalta que a falta de servidores reduz a capacidade do Estado de detectar, investigar e combater atividades ilícitas, contribuindo, de forma indireta, para o avanço do crime organizado no país.
Concurso Abin segue em análise e pode demorar
Apesar do alto número de cargos vagos, um novo concurso Abin ainda depende de autorização do Governo Federal.
No ano passado, o órgão confirmou o envio de pedido ao Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) para a realização de um novo concurso, com o objetivo de recompor o quadro de pessoal.
A solicitação contemplou vagas para as quatro carreiras da área de Inteligência:
- agente técnico de inteligência;
- agente de inteligência;
- oficial técnico de inteligência; e
- oficial de inteligência.
No entanto, o pedido segue em análise e ainda não há definição sobre o quantitativo de vagas solicitado ou prazo para autorização e publicação do edital.
Além disso, informações da Casa Civil indicam que não é possível garantir a realização do concurso no curto prazo, podendo levar até dois anos para avançar.
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Veja como foi o último concurso Abin
O último concurso público da Agência Brasileira de Inteligência foi aberto em 2018. O edital trouxe a oferta de 300 vagas para cargos efetivos nos níveis médio e superior.
Do total de oportunidades, 60 foram para oficial técnico de inteligência e 220 para oficial de inteligência, ambos exigindo a graduação.
As demais 20 vagas foram para o cargo de agente de inteligência, que exigia apenas o nível médio completo.
Os candidatos foram avaliados por diversas etapas, com provas objetivas que variavam em quantidade de questões.
Para o nível médio, foram 120 questões, já o nível superior foram 150, abrangendo Conhecimentos Básicos e Específicos.
O concurso de 2018 abordou disciplinas como Língua Portuguesa, Atividades de Inteligência e Legislação Correlata, Direito Administrativo, Direito Constitucional, Língua Inglesa e/ou Espanhola, Raciocínio Lógico e Conhecimentos Específicos.





















