A Advocacia-Geral da União reforçou, nesta quinta-feira, 15, a existência de dois pedidos de concurso AGU em tramitação no Ministério da Gestão e da Inovação (MGI). Somados, os requerimentos totalizam mais de 660 vagas.
Ambos os pedidos foram encaminhados no ano passado e seguem aguardando autorização.
A AGU já havia informado que o primeiro requerimento, enviado em maio de 2025, contempla cargos das carreiras administrativas, totalizando 403 vagas, nas seguintes funções:
- analista técnico-administrativo: 141 vagas;
- administrador: 133 vagas;
- contador: 55 vagas;
- economista: 34 vagas;
- estatístico: 21 vagas;
- arquiteto: seis vagas;
- engenheiro: oito vagas;
- técnico em Comunicação Social (jornalista): três vagas; e
- médico: duas vagas.
As outras 265 oportunidades foram solicitadas em agosto de 2025 para as carreiras jurídicas, que incluem:
- advogado da União: 81 vagas;
- procurador federal: 125 vagas; e
- procurador da Fazenda Nacional: 59 vagas.
Para ingressar nas carreiras citadas, é exigido nível superior.
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Com pedido para novos concursos, AGU fala sobre provimento e adesão ao CNU
(Foto: Divulgação)
AGU avalia adesão ao CNU em caso de autorização
De acordo com a AGU, os ofícios seguem em tramitação no MGI, mas ainda não há previsão de retorno.
Segundo o órgão, caso a autorização seja publicada, dois caminhos poderão ser adotados:
- contratação direta das bancas organizadoras dos concursos; ou
- adesão ao Concurso Público Nacional Unificado (CNU).
A AGU informou que a possibilidade de adesão ao CNU seria considerada apenas para o pedido das carreiras administrativas.
Inclusive, o último concurso da AGU para cargos administrativos aconteceu por meio do Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024, cuja homologação do resultado final ocorreu em março de 2025.
No entanto, em caso de autorização apenas em 2026, a tendência é que a AGU conduza os concursos de forma individualizada, já que não está prevista uma nova edição do CNU para o próximo ano.
Os 400 aprovados que ingressaram via CNU, inclusive, já foram nomeados pela Advocacia-Geral da União.
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Governo já sinalizou poucas autorizações em 2026
Em outubro de 2025, a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, adiantou que não haverá nova edição do Concurso Nacional Unificado em 2026.
Segundo ela, o orçamento do próximo ano está direcionado principalmente para a convocação de aprovados e excedentes, com poucas autorizações para novos concursos no Executivo Federal.
“Sobre 2026, ano que vem não vai ter [CNU]. A gente já encaminhou a peça orçamentária justamente com a previsão de autorização para a chamada de excedentes e poucas autorizações de concursos. Então, não vai ter uma autorização que justifique um novo CPNU”, afirmou a ministra.
A decisão se baseou nas restrições impostas pela legislação eleitoral, que proíbe nomeações durante determinado período do ano em que há eleições gerais.
“Por ser ano de eleição, é muito mais difícil realizar o concurso. Temos que homologar todos os resultados antes do início do período eleitoral”, explicou a ministra.
Em julho deste ano, Esther Dweck, comentou sobre a continuidade do Concurso Nacional Unificado nos próximos anos, cogitando a possibilidade de uma nova edição dentro de dois anos, com um novo CNU em 2027.
Concurso AGU segue válido até maio de 2026
O último concurso AGU para as carreiras jurídicas segue válido até maio de 2026, o que possibilita ao órgão a convocação de aprovados em cadastro de reserva enquanto a seleção estiver vigente.
A seleção foi organizada pelo Cebraspe, em 2022, e ofertou 300 vagas para procuradores e advogado da união.
Para as provas objetivas, o concurso AGU exigiu conhecimentos nas seguintes áreas:
Advogado da União
Grupo I (46 questões)
- Direito Constitucional;
- Direito Administrativo;
- Direito Tributário;
- Legislação da Advocacia-Geral da União, Gestão de Conflito e Governança;
- Direito Financeiro e Econômico; e
- Direito Ambiental.
Grupo II (34 questões)
- Direito Civil;
- Direito Processual Civil;
- Direito Empresarial; e
- Direito Internacional Público e Privado.
Grupo III (20 questões)
- Direito Penal e Direito Processual Penal;
- Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho;
- Direito da Seguridade Social; e
- Direito Eleitoral.
Procurador da Fazenda Nacional
Grupo I (34 questões)
- Direito Tributário;
- Direito Financeiro e Econômico; e
- Direito da Seguridade Social.
Grupo II (34 questões)
- Direito Processual Civil;
- Direito Civil;
- Direito Empresarial;
- Direito Penal e Processual Penal; e
- Direito do Trabalho e Processual do Trabalho.
Grupo III (32 questões)
- Direito Constitucional;
- Direito Administrativo; e
- Direito Internacional Público.
Procurador Federal
Grupo I (56 questões)
- Direito Constitucional;
- Direito Administrativo;
- Direito Financeiro e Econômico;
- Direito Tributário;
- Direito da Seguridade Social; e
- Direito Ambiental.
Grupo II (30 questões)
- Direito Civil;
- Direito Processual Civil;
- Direito Empresarial; e
- Direito Internacional Público.
Grupo III (14 questões)
- Direito Penal e Processual Penal;
- Direito do Trabalho e Processual do Trabalho;
- Direito Agrário; e
- Legislação sobre Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação















