O concurso Bacen poderá passar a exigir nível superior para o cargo de técnico do Banco Central, que atualmente tem como requisito o ensino médio.
A mudança foi aprovada pelo Senado Federal na quarta-feira, 28 de outubro, por meio do Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 12/2026, originado da Medida Provisória (MP) nº 1.375/2026.
O texto já havia recebido o aval da Câmara dos Deputados na terça-feira, 27, e agora segue para sanção presidencial.
Caso a alteração seja sancionada, o cargo de técnico do Banco Central passará a exigir formação superior para ingresso na carreira.
A medida poderá impactar diretamente o próximo concurso Bacen, que já conta com 170 vagas autorizadas, sendo 50 destinadas ao cargo de técnico.
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Entenda a mudança de escolaridade para técnico do Bacen
A exigência de nível superior foi incluída na Medida Provisória nº 1.375/2026 durante sua tramitação no Congresso Nacional.
A proposta foi incorporada ao Projeto de Lei de Conversão nº 12/2026, aprovado pelas duas Casas Legislativas.
Atualmente, o cargo de técnico do Banco Central exige certificado de conclusão do ensino médio. Com a mudança, o ingresso na carreira passará a depender da apresentação de diploma de graduação, caso o dispositivo seja sancionado.
O texto aprovado representa um avanço na discussão sobre a escolaridade dos técnicos do Banco Central, que há anos reivindicam a atualização do requisito.
A mudança, porém, ainda não está definitivamente concluída. Após a aprovação na Câmara e no Senado, o projeto segue para análise do presidente da República, que poderá sancionar ou vetar dispositivos.
Somente após a sanção e a entrada em vigor da nova regra será possível confirmar sua aplicação ao próximo edital.
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Resumo concurso Bacen
- Instituição: Banco Central do Brasil (Bacen)
- Situação atual: em contratação da banca
- Banca: em definição
- Cargos: técnico, auditor e procurador
- Escolaridade: níveis médio e superior
- Vagas: 170
- Remuneração: R$8.300 a R$27.264,30
Sindicato cobra sanção da mudança para nível superior
A alteração na escolaridade é uma reivindicação antiga do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (SINAL).
Segundo a entidade, a proposta foi apresentada durante a tramitação da medida provisória por meio de uma emenda do deputado federal Luiz Couto.
O sindicato argumenta que as atribuições desempenhadas pelos técnicos se tornaram mais complexas ao longo dos anos, tornando necessária a atualização da escolaridade exigida para ingresso.
Após a aprovação do projeto pelo Senado, na quarta-feira, 28, o SINAL comemorou o avanço e informou que continuará atuando para garantir a sanção presidencial.
Em comunicado publicado na quinta-feira, 29, a entidade destacou que a exigência de nível superior representa uma reivindicação de mais de duas décadas dos servidores.
O sindicato também afirmou que busca uma sanção célere e sem vetos, além de defender a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nas articulações junto ao Governo Federal.
A discussão sobre a escolaridade já havia sido abordada pelo Qconcursos Folha Dirigida em junho deste ano.
Na ocasião, o SINAL encaminhou um ofício ao presidente do Banco Central solicitando a inclusão de vagas para técnicos no próximo concurso e a transformação do cargo em uma carreira de nível superior.
Mudança poderá impactar o próximo concurso Bacen
A aprovação do projeto no Congresso poderá alterar os requisitos das 50 vagas de técnico previstas para o próximo concurso do Banco Central.
Isso porque, caso a nova exigência entre em vigor antes da publicação do edital, a seleção poderá deixar de oferecer oportunidades de nível médio.
Nesse cenário, os candidatos interessados no cargo de técnico precisarão atender à nova escolaridade estabelecida em lei.
Ainda será necessário aguardar a sanção presidencial e a definição dos requisitos no edital para confirmar as condições de participação.
O Banco Central também não informou se a mudança poderá afetar o cronograma de preparação da seleção.
Concurso Bacen tem 170 vagas autorizadas
O novo concurso Bacen foi autorizado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) em julho deste ano, com 170 vagas para o quadro efetivo.
As oportunidades estão distribuídas entre três cargos:
- Auditor do Banco Central: 100 vagas, de nível superior;
- Técnico do Banco Central: 50 vagas, atualmente de nível médio; e
- Procurador do Banco Central: 20 vagas, de nível superior em Direito.
A autorização estabelece prazo de até seis meses para a publicação do edital, contado da divulgação da portaria, o que leva a previsão até o início de janeiro de 2027.
Antes disso, o Banco Central precisa concluir os preparativos e definir a banca organizadora responsável pela seleção.
A instituição ainda não anunciou oficialmente a empresa que ficará encarregada das inscrições e da aplicação das provas.
A contratação da banca chegou a ser prevista para outubro, mas o prazo inicialmente indicado terminou sem a divulgação da organizadora.













