Concurso Caixa: sindicato mantém alerta em meio às eleições

Sindicato mantém alerta sobre futuro da Caixa após eleições, enquanto equipe de Flávio Bolsonaro descarta privatização do banco. Veja!

Autor:Redação Folha Dirigida
Publicado em:08/10/2026 às 15:57
Atualizado em:08/10/2026 às 15:57

Com estudos abertos para novo concurso, o futuro da Caixa Econômica Federal voltou ao debate após o primeiro turno das Eleições 2026, realizado no último domingo, 4 de outubro.


Representantes dos bancários reforçaram a defesa da instituição pública, enquanto a equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL) voltou a descartar uma eventual privatização.


Na quarta-feira, 7, o Sindicato dos Bancários de São Paulo reuniu lideranças para avaliar o cenário eleitoral e seus possíveis impactos sobre os trabalhadores.


A manifestação ocorreu um dia antes de uma nova declaração da campanha de Flávio Bolsonaro sobre o tema. Nesta quinta-feira, 8, o economista Adolfo Sachsida afirmou que um eventual governo do candidato não privatizará a Caixa, o Banco do Brasil nem a Petrobras.


A posição reforça declarações anteriores de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e integrante da equipe econômica da candidatura, que já havia defendido a manutenção da instituição pública em setembro.


Fachada da Caixa com fila
Sindicato dos bancários enfatiza desejo de contratações e repudia possível privatização da Caixa diante das eleições 2026 (Foto: Agência Brasil/Reuters/Pilas Olivares)


Sindicato mantém alerta sobre futuro da Caixa após eleições

A reunião do Sindicato dos Bancários de São Paulo ocorreu na quarta-feira, 7, três dias após o primeiro turno das eleições presidenciais.


Participaram do encontro a presidenta da entidade, Neiva Ribeiro; a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira; e o deputado estadual reeleito Luiz Claudio Marcolino (PT-SP).


Durante a avaliação do cenário político, as lideranças defenderam a manutenção do caráter público da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.


Neiva Ribeiro afirmou que o tema já havia sido discutido durante a Conferência Nacional dos Bancários de 2026 e nos congressos específicos dos empregados dos bancos públicos.

"Os bancários não apoiarão candidato que defende privatizar banco público. Eles sabem o que isso significa", declarou a presidenta do sindicato.

A representante da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, também manifestou preocupação com possíveis efeitos de privatizações sobre as relações de trabalho.


Segundo ela, uma eventual mudança poderia provocar enfraquecimento dos acordos coletivos, redução de direitos e diminuição da estrutura das instituições.


A dirigente fez ainda uma referência específica aos empregados da Caixa, que passaram por uma greve e por um julgamento de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em setembro.

"Os trabalhadores dos bancos públicos já estão em alerta quanto aos riscos após a nossa campanha nacional", afirmou Juvandia.

Ela destacou a necessidade de fortalecer a organização dos empregados e de construir novas negociações coletivas para preservar direitos.


No fim de setembro, o TST determinou o encerramento da greve da Caixa e preservou cláusulas de acordos anteriores. Sem a celebração de um novo acordo coletivo específico, as relações de trabalho abrangidas pelo dissídio passaram a ser reguladas por sentença normativa até agosto de 2028.


Para os representantes sindicais, a defesa do banco público também está relacionada ao papel da Caixa no financiamento habitacional, na execução de políticas sociais e na oferta de serviços à população.


As declarações refletem o posicionamento das entidades sindicais diante do cenário eleitoral. Não há, até o momento, anúncio de privatização da Caixa.


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Equipe de Flávio Bolsonaro volta a negar privatização da Caixa

Nesta quinta-feira, 8 de outubro, o coordenador econômico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Adolfo Sachsida, descartou a privatização da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e da Petrobras em um eventual governo do candidato.


A manifestação ocorreu por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual o economista apresentou esclarecimentos sobre as propostas econômicas da candidatura.

"Se você que está ouvindo esse vídeo é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa: não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada", afirmou Sachsida.

O coordenador também defendeu medidas de redução de despesas públicas, além da diminuição de impostos e da burocracia para empresas.


A declaração representa uma nova manifestação da equipe econômica sobre o futuro dos bancos públicos após o primeiro turno.


No entanto, a posição de preservar a Caixa já havia sido apresentada anteriormente por outra integrante da campanha.


Em 14 de setembro, durante um evento do Grupo Esfera, a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, abordou a possibilidade de privatização de empresas estatais em um eventual governo Flávio Bolsonaro.


Na ocasião, ela afirmou que mais de 20 estatais poderiam ser avaliadas em um programa de desestatização. O Banco do Brasil chegou a ser mencionado entre as instituições que poderiam passar por análise.


A Caixa, porém, foi tratada de maneira diferente. Daniella defendeu a preservação do banco devido ao papel estratégico da instituição, especialmente na oferta de crédito e na execução de políticas públicas.


Uma semana depois, em 21 de setembro, a economista voltou ao assunto e negou que Flávio Bolsonaro tivesse intenção de privatizar a Caixa.


Durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, Daniella relatou que vinha recebendo mensagens de empregados preocupados com o futuro da instituição.


A integrante da campanha afirmou que a proposta de privatização estaria voltada a empresas consideradas desnecessárias ou sem função estratégica, e não à Caixa.


Portanto, as declarações de setembro e outubro apontam para a manutenção da instituição pública no discurso da equipe econômica de Flávio Bolsonaro.


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Concurso Caixa segue em estudo para novas contratações

Enquanto o debate eleitoral mobiliza os representantes dos trabalhadores, a Caixa Econômica Federal mantém estudos para a realização de novos concursos públicos.


A informação mais recente foi confirmada pela própria instituição ao Qconcursos Folha Dirigida em agosto.


Na ocasião, a reportagem procurou o banco para esclarecer o andamento dos preparativos de novas seleções, especialmente após o encerramento da validade do concurso de técnico bancário realizado em 2024.


Em resposta, a assessoria da Caixa informou:

"A CAIXA esclarece que os estudos para novos concursos estão continuamente em andamento."

Apesar da confirmação, a instituição não apresentou uma data para publicação de edital, nem definiu cargos, número de vagas ou cronograma.


O último concurso para técnico bancário teve sua validade encerrada em 6 de agosto de 2026, sem possibilidade de nova prorrogação.


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