As 60 vagas autorizadas para o novo concurso CGU passou a ser alvo de questionamentos por parte da categoria.
Em publicação nas redes sociais, a Associação dos Servidores da Controladoria-Geral da União (ASCGU) afirmou que o quantitativo é insuficiente para recompor o quadro de pessoal e voltou a cobrar a realização de concurso, para o cargo de técnico federal de finanças e controle.
Segundo a entidade, a Controladoria enfrenta um elevado déficit de servidores e necessita de uma recomposição mais ampla para atender às demandas do órgão.
A associação também argumenta que a autorização contempla apenas parte da necessidade atual da carreira de Finanças e Controle.
O novo concurso da CGU foi autorizado oficialmente no fim de junh,o com 60 vagas para auditor federal de finanças e controle.
O edital deverá ser publicado em até seis meses, conforme prazo estabelecido pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI).
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Sindicato aponta déficit de pessoal e cobra reforço no quadro
Nas publicações divulgadas pela ASCGU, a entidade afirma que o quantitativo autorizado está distante da necessidade atual da Controladoria-Geral da União.
Segundo a associação, a CGU acumula mais de 3 mil cargos vagos e opera com uma força de trabalho inferior à prevista para desempenhar suas atividades de auditoria, controle interno e combate à corrupção.
Ainda de acordo com a entidade, a autorização de apenas 60 vagas representa um avanço, mas não resolve o problema estrutural enfrentado pela carreira.
A associação também destacou que a CGU perdeu cerca de um quarto de sua força de trabalho na última década e defendeu uma política permanente de recomposição de servidores.
Entidade critica ausência de vagas para técnico federal
Outro ponto levantado pela ASCGU diz respeito à ausência de vagas para o cargo de técnico federal de finanças e controle, de nível médio.
Segundo a associação, atualmente existem apenas 242 técnicos em atividade, quantitativo considerado insuficiente diante das necessidades da CGU.
Em uma das publicações, a entidade classifica a situação como um "apagão técnico" e afirma que a carreira vem sendo gradualmente esvaziada ao longo dos últimos anos.
A associação também questiona o fato do Governo Federal ter autorizado vagas apenas para auditor, apesar da própria Controladoria ter solicitado concurso para ambas as carreiras.
Para a entidade, a recomposição do quadro passa necessariamente pela realização de um novo concurso para técnicos, considerados fundamentais para o funcionamento da instituição.

Concurso da CGU poderá convocar mais aprovados durante a validade
Apesar da autorização inicial contemplar 60 vagas, a expectativa é de que um número maior de candidatos possa ser nomeado ao longo da validade do concurso.
Conforme informado anteriormente pela Unacon Sindical, existe a possibilidade de aproveitamento de até 100% dos candidatos excedentes, desde que haja disponibilidade orçamentária e nova autorização do Governo Federal.
Caso isso ocorra, o concurso poderá resultar em até 120 nomeações para o cargo de auditor federal de finanças e controle.
Agora, a Controladoria inicia os preparativos internos da seleção, incluindo a formação da comissão organizadora e a contratação da banca responsável pelo concurso.
De acordo com a portaria de autorização, as vagas serão distribuídas da seguinte forma:
- ampla concorrência: 39 vagas;
- pessoas negras: 15 vagas;
- pessoas com deficiência: 3 vagas;
- indígenas: 2 vagas; e
- quilombolas: 1 vaga.
A carreira de auditor exige nível superior completo em qualquer área de formação. A remuneração inicial prevista é de R$20.924,80.
Relembre quando e como foi o último concurso CGU
O último concurso da Controladoria-Geral da União foi realizado em 2021, sob organização da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Na ocasião, foram oferecidas 375 vagas para cargos de níveis médio e superior, sendo 300 oportunidades para auditor federal de finanças e controle e 75 para técnico federal de finanças e controle.
Os candidatos foram avaliados por meio de provas objetivas e discursivas, além dos procedimentos de heteroidentificação e perícia médica para os concorrentes às vagas reservadas.
As avaliações foram realizadas em Brasília, Porto Alegre, Recife, São Paulo e em todas as capitais da Região Norte do país: Rio Branco, Manaus, Macapá, Belém, Porto Velho, Boa Vista e Palmas.
Para técnico da CGU, a prova objetiva foi composta por 80 questões, sendo 30 de Conhecimentos Básicos e 50 Específicos.
Já a prova objetiva do auditor teve 110 questões, valendo um ponto cada, totalizando 110 pontos.
O concurso segue válido até este mês de junho, após prorrogação do prazo de validade.











