'Vamos fazer um novo concurso Ibama', garante ministra Esther

Ministra Esther Dweck volta a garantir a realização de um novo concurso para o Ibama, cuja solicitação é para 2.400 vagas de analistas

Concursos Previstos
Autor:Bruna Somma
Publicado em:10/07/2023 às 09:07
Atualizado em:10/07/2023 às 10:42

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, reforçou a realização de um novo concurso para o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).


Em entrevista ao programa Brasil em Pauta, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), exibida no último domingo, 9 de julho, ela afirmou que o edital será autorizado em breve. 


Esther relembrou que o fortalecimento do quadro funcional do Ibama é um pedido frequente do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 


Em coletiva de imprensa no dia 16 de junho para anunciar mais de 4 mil vagas em concursos federais, Lula ligou para a ministra cobrando vagas também para o Ibama e para carreiras de analista de políticas sociais, que não foram incluídas no primeiro momento.

“O presidente me cobrou, ao vivo, praticamente. Eu estava na coletiva de imprensa de anúncio de concursos e ele me ligou e falou que faltavam duas áreas que não estavam lá realmente e vão sair em breve. (...) Ele cobrou muito Ibama. Eu expliquei que já tinha um concurso em aberto, mas a gente vai fazer um novo”, garantiu a ministra responsável por analisar e autorizar os novos concursos federais. 

Como o Ibama tem concurso em validade e com aprovados para convocação, é preciso que o governo federal cumpra uma agenda antes da autorização de um novo edital. 


A primeira delas é a convocação de 257 excedentes da última seleção, aberta em 2021, sendo 24 analistas administrativos, 100 analistas ambientais e 133 técnicos ambientais.


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Ministra Esther Dweck em entrevista ao programa Brasil em Pauta

(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)


Em entrevista exclusiva à Folha Dirigida por Qconcursos, em Brasília, o diretor de Planejamento, Administração e Logística do Ibama, Gustavo Henrique Moreira Alvares da Silva, falou sobre a chamada dos excedentes no último concurso.


"A legislação é clara: só pode fazer um novo concurso se não existirem aprovados na seleção anterior. A ideia é chamar os 257 excedentes para, depois, seguir na agenda do novo concurso". 

Transformação de cargos no Ibama também está em análise

Outro ponto em pauta pelo Ibama é a transformação de 1.174 cargos vagos de técnico administrativo (nível médio) em 379 cargos de analista administrativo (nível superior) e 159 cargos de analista ambiental (nível superior), sem que isso represente aumento de recursos. 


Apenas com a transformação desses cargos, mediante decreto presidencial e da ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, um novo concurso poderá ser feito. 

"A gente está buscando dar uma reformulada nesse quantitativo de vagas, para poder chegar nessas 2.400 vagas de analista", esclareceu o diretor de Planejamento, Administração e Logística do Ibama.

Assim, segundo o diretor, é preciso primeiro convocar os excedentes da seleção de 2021, transformar os cargos para, em seguida, realizar o novo concurso. 


Como o governo federal tem uma preocupação grande com a área Ambiental, a expectativa é que esses processos ocorram no curto espaço de tempo, ainda em 2023.


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Ibama solicita novo concurso com 2.400 vagas

O Ibama pede autorização para um novo concurso com 2.400 vagas. Desse total, 900 são para analista administrativo e 1.500 para analista ambiental. 


Ambas exigem graduação em qualquer área e oferecem salários iniciais de R$10 mil mais benefícios. O diretor explicou porque os cargos de nível médio não foram incluídos no pedido.

"Fizemos uma solicitação agora para cargos de nível superior, porque no concurso passado foram abertas mais de 400 vagas para técnico ambiental, de nível médio, e eles vêm nos ajudando de forma muito importante. Então, cremos que agora vamos fortalecer as vagas de nível superior", disse.

De acordo com o diretor, já existe uma comissão interna no Ibama trabalhando no conteúdo programático das provas e também na alocação da força de trabalho. Ou seja, em quais áreas há maior necessidade de servidores. 


“O concurso será nacional, com possibilidade de trabalho nas 27 unidades da federação. Lembrando que temos uma carência grande na Amazônia, precisamos de pessoas trabalhando na região. Mas isso não significa que os estados de outras regiões não serão contemplados. Muito pelo contrário. Hoje, no Ibama, temos uma carência grande em todas as unidades da federação”, disse Gustavo.


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