O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anulou o edital do CNU 2025 que havia divulgado a classificação de candidatos para o preenchimento de 544 vagas remanescentes.
A anulação do Edital Enap nº 260/2026 foi publicada nesta terça-feira, 6, após o MGI identificar inconsistências nos dados de três vagas informadas pelos órgãos federais.
Embora o problema tenha sido identificado em apenas três das 544 oportunidades consideradas, o modelo de classificação do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) fez com que o ministério optasse pela anulação integral do documento.
Isso porque os candidatos podem concorrer simultaneamente a diferentes cargos, seguindo uma ordem de preferência. Desta forma, uma alteração em determinada oportunidade pode provocar mudanças na classificação para outras carreiras.
O MGI informou que fará uma nova consulta a todos os órgãos participantes sobre as vagas remanescentes disponíveis. Depois desse levantamento, os resultados serão reprocessados e novas listas serão geradas.
A previsão é de que o novo edital de convocação seja publicado até o final de outubro.

O que acontece agora com os candidatos?
Com a anulação, a classificação divulgada pelo Edital Enap nº 260 deixa de valer.
O próximo passo será uma nova consulta do MGI aos órgãos e entidades participantes do CNU para confirmar quais vagas permanecem efetivamente disponíveis.
Após essa conferência, o Governo Federal fará o reprocessamento dos resultados da convocação, gerando novas listas.
Portanto, candidatos que apareceram na relação publicada em setembro deverão aguardar a nova classificação.
O MGI não informou que todas as 544 vagas serão necessariamente mantidas no próximo documento. A quantidade poderá ser conhecida após a conclusão da nova consulta aos órgãos.
O que já está confirmado é o prazo previsto para essa atualização: até o final de outubro deverá ser publicado um novo edital de convocação.
Entenda o que são as vagas remanescentes do CNU
As vagas envolvidas nessa movimentação não representam uma nova oferta criada para o concurso.
Segundo o MGI, são consideradas remanescentes as oportunidades decorrentes de autorizações de provimento original, adicional ou excepcional que continuaram desocupadas porque o candidato inicialmente convocado não tomou posse ou não entrou em exercício dentro dos prazos legais.
Também entram nessa relação postos que voltaram a ficar vagos devido à exoneração, a pedido, de servidores após o ingresso.
No edital publicado em setembro, essas oportunidades estavam distribuídas por diversos órgãos e entidades federais e abrangiam cargos dos níveis intermediário e superior, tanto para ampla concorrência quanto para as modalidades de reserva de vagas.
Entre os órgãos que apareciam no documento estavam o INSS, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Ministério da Saúde, Ministério da Fazenda, Ministério da Defesa, Enap, Iphan e diversas agências reguladoras.
A relação também incluía, entre outras, oportunidades para a Anac, ANM, ANP, ANS, Anatel, Antaq, ANTT e Anvisa.
Como esse documento foi anulado, porém, essa distribuição não deve mais ser considerada de
CNU 2025 ofereceu 3.652 vagas em 32 órgãos
A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado foi realizada com 3.652 vagas em 32 órgãos e entidades federais.
Desse total, foram 3.144 oportunidades de nível superior e 508 de nível intermediário. A oferta inicial foi dividida entre 2.480 vagas imediatas e outras 1.172 para provimento no curto prazo após a homologação dos resultados.
As oportunidades foram agrupadas em nove blocos temáticos, permitindo que o candidato concorresse a diferentes cargos dentro de um mesmo bloco e indicasse sua ordem de preferência.
As provas objetivas foram realizadas em outubro de 2025, enquanto as discursivas ocorreram em dezembro. As primeiras listas de classificação e confirmações de interesse foram divulgadas a partir de fevereiro deste ano, com o início das convocações para nomeação previsto a partir de março.










