
É evidente que a inteligência artificial tem mudado muitos campos da nossa vida: a forma de estudarmos, a forma de consumirmos conteúdos de pesquisa e a forma de gerarmos vídeos, imagens e textos.
Não poderia ser diferente no serviço público, muito menos nas provas de concurso.
E, sim, isso vai alterar não só a forma como você estuda para concursos, mas também a abordagem dos conteúdos nas provas e, inclusive, o seu trabalho como servidor público.
Neste texto, vou pontuar os três elementos, trabalhando os aspectos relacionados a cada uma dessas áreas e, o mais importante, como isso afeta você no dia a dia.
A forma de estudar para concursos
A inteligência artificial deve ser uma aliada dos estudos para concursos. Porém, é preciso compreender que ela não vai substituir a experiência do professor, a didática e a sua capacidade de docência.
Mas ela pode ser uma ferramenta auxiliar, da forma como o próprio Qconcursos a utiliza em seus conteúdos, realizando análises de desempenho de questões resolvidas com base em IA e criando cronogramas de estudos com base em IA.
Porém, a inteligência artificial, sem alguém que tenha maior experiência e conhecimento da área por trás, perde a sua potencialidade.
Vamos a um exemplo: questões inéditas e autorais de concursos. Qualquer um poderia chegar hoje ao ChatGPT, por exemplo, e pedir para gerar uma questão inédita.
Porém, um professor que tem experiência, que tem anos lecionando e resolvendo questões, pode parametrizar, ou seja, instruir essa inteligência artificial para montar uma questão de melhor qualidade, mais voltada para a banca e para a necessidade do aluno.
Em suma, tão errado quanto achar que a inteligência artificial é o novo oráculo, que vai substituir os cursos ou o professor no processo de estudos, é achar que a inteligência artificial é insignificante nesse processo.
Então, seja para o professor preparar material, seja para o curso utilizar ferramentas auxiliares ou, inclusive, para o aluno utilizá-la como ferramenta de consulta, ela ocupa um lugar fundamental no apoio às atividades de estudo e de docência.
A abordagem de IA em provas
Quando a inteligência artificial começou a ser abordada em provas, era na disciplina de Informática e em questões muito básicas relacionadas à IA generativa e às grandes empresas do setor.
Com o tempo, essa abordagem foi se qualificando, passando a abordar questões mais técnicas de aprendizado de máquina, aprendizado profundo e prompts.
Hoje, temos essa primeira abordagem mais técnica, com o aluno tendo que responder o que é uma LLM, uma IA generativa, a diferença entre IA preditiva e generativa etc.
Porém, começamos a ver outra abordagem da IA em provas, em disciplinas como Administração Pública ou Atualidades. No primeiro caso, em Administração, aparecem questões que apresentam alternativas relacionadas ao uso da IA no trabalho burocrático e documental no serviço público.
Em Atualidades, aparecem questões vinculadas à conjuntura, ao mundo do trabalho e à sociedade, relacionadas à inteligência artificial.
Ou seja, esse é um tema que tem crescido e aparecido cada vez mais em provas e, assim como a internet, as planilhas do Excel ou os arquivos de texto do Word, é um tema que, no futuro, estará presente, se não em todas, na ampla maioria das provas.
IA e o serviço público
O serviço público tem forte regulamentação e é baseado na legalidade, como aprendemos estudando Direito Administrativo.
E, nos meus quase 14 anos como servidor público, trabalhando na gestão pública educacional, aprendi que a base da legalidade e da regulamentação sempre exige que haja uma pessoa por trás, um ser humano, respondendo pelos atos e documentos públicos, para que seja responsabilizado, possa prestar depoimento e para que lhe sejam atribuídas funções.
Então, evidentemente, por conta da legalidade da função pública, a inteligência artificial não vai substituir o servidor como um agente autônomo, pois o serviço público demanda sensibilidade, compreensão, flexibilidade e adaptabilidade, características inerentes às relações humanas. Isso não pode ser ignorado.
Porém, evidentemente, o serviço público tem funções, como as relacionadas à arquivologia, à arquivística, à burocracia, à documentação, à conferência e à automação de processos, que podem e devem ser automatizadas por IA.
E hoje temos, não só no Judiciário, mas em várias esferas do serviço público, a implementação da inteligência artificial ainda engatinhando, ainda nos primeiros passos, pois o serviço público tem uma característica que o diferencia da iniciativa privada.
Na iniciativa privada, tudo pode ser feito, exceto aquilo que a lei proíbe. Portanto, cada empresa decide, conforme sua política interna, como utilizar a IA. No serviço público, não.
O uso e a aplicação devem ser baseados em regulamentação, e isso não torna mais lento o processo de implementação da IA, mas o torna mais regulamentado.
Mas existe uma certeza: você, concurseiro, ao tomar posse e iniciar o exercício, utilizará IA na sua função pública.
E você com isso?
Acho que consegui deixar claro que, na sua jornada de concurseiro até servidor público estatutário, a inteligência artificial vai acompanhar você em todos os processos, seja nos seus estudos, como ferramenta de apoio, seja no conteúdo que você deve estudar para as questões de provas, seja na sua própria função pública.
Portanto, é extremamente importante você conhecer as aplicações da inteligência artificial, aprofundar-se no mercado, não só do ponto de vista das empresas, mas também da usabilidade, e aproveitar ao máximo as ferramentas de IA que existem no QConcursos, pois essa é a nossa nova realidade, seja nos estudos, seja na função pública, seja no dia a dia.
Então, a IA não é, repito, um oráculo que vai substituir funções invariavelmente humanas, mas ela não pode e não deve ser ignorada nos estudos, na produtividade e no serviço público.
Abraços, ótimos estudos! Estamos com você até a aprovação.








