O concurso Banco do Brasil não deve ter edital publicado em 2026, segundo informou o próprio BB em nota publicada no dia 17 de agosto. Diante desse cenário, candidatos que já estudam podem usar o período de espera para consolidar conteúdos e organizar os próximos passos.
A demora na publicação do edital cria cenários diferentes para quem está começando e para quem já concluiu o conteúdo da última seleção. O nível de preparação deve orientar a escolha do próximo passo.
Em análise sobre o concurso Banco do Brasil, o mentor Felipe Gustavo apresenta possibilidades para diferentes momentos da preparação. Entre elas estão manter os estudos, combinar a preparação com o Banco do Nordeste e migrar para outra área.
Por que continuar estudando para o concurso Banco do Brasil?
O período sem edital pode ser usado para consolidar os conteúdos estudados. Para Felipe Gustavo, o adiamento também reduz a presença de candidatos que deixam para iniciar a preparação somente depois da publicação do documento.
"O adiamento do certame, ela afasta os candidatos turistas que só começam a estudar após a publicação do edital", destaca Felipe Gustavo.
A preparação, no entanto, não se resume apenas ao contato com a teoria. A consolidação exige contato recorrente com o conteúdo, revisões e novos exercícios.
"A aprendizagem ela é construída com o tempo[...] Não é só ver a teoria. Não é só ver a teoria e resolver 10 questões", explica.
Nesse cenário, o tempo anterior ao edital pode ser incorporado à preparação. O candidato que mantém uma rotina regular chega à publicação do documento com parte do conteúdo já estudada.
Como usar o tempo a seu favor no concurso Banco do Brasil?
O caminho depende do estágio de preparação. Quem começou há pouco tempo pode concentrar os esforços na construção da base. Já quem concluiu o conteúdo pode manter os conhecimentos ativos e avaliar concursos com disciplinas semelhantes.
Para Felipe Gustavo, o candidato que ainda está formando a base pode manter uma rotina de duas a três horas diárias. A proposta é estudar com regularidade sem transformar o pré-edital em uma preparação de reta final.
Quem já concluiu o conteúdo pode reduzir o tempo dedicado ao Banco do Brasil e direcionar parte da rotina para outra seleção. Nesse caso, a manutenção serve para preservar os conhecimentos já consolidados.
A mudança de área também é uma possibilidade. O candidato, porém, precisa considerar as novas disciplinas e o tempo necessário para estudá-las.
Como estudar para o Banco do Brasil antes do edital?
Para quem está no início ou no meio da preparação, Felipe Gustavo sugere uma rotina de aproximadamente três horas por dia.
O cronograma alterna duas disciplinas e um período dedicado à resolução de questões.O mentor sugere ainda a realização de um simulado com questões dos conteúdos estudados durante a semana.
Um exemplo de distribuição apresentada pelo mentor é:
- Segunda-feira: Informática, Vendas e Negociação e uma hora de questões.
- Terça-feira: Conhecimentos Bancários, Língua Portuguesa e uma hora de questões.
- Quarta-feira: Informática, Matemática Financeira e uma hora de questões.
- Quinta-feira: Vendas e Negociação, Conhecimentos Bancários e uma hora de questões.
- Sexta-feira: Língua Portuguesa, Matemática Básica ou Inglês e uma hora de questões.
- Sábado: Informática, Vendas e Negociação e uma hora de redação.
- Domingo: revisão semanal, simulado e descanso.
A estrutura considera a última prova do Banco do Brasil como referência. Na seleção anterior, foram 70 questões, totalizando 100 pontos, além de uma redação eliminatória.
Informática e Vendas e Negociação concentraram 45% da pontuação da prova. Conhecimentos Bancários e Língua Portuguesa representaram 15% cada, enquanto Matemática Financeira correspondeu a 7,5%.
Esses percentuais mostram por que a distribuição do tempo deve considerar o peso das disciplinas. O próximo edital poderá alterar a estrutura da prova, por isso os dados da seleção anterior devem ser usados como referência.
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Como aproveitar os estudo do concurso Banco do Brasil em outra seleção?
Quem já concluiu o conteúdo do Banco do Brasil pode avaliar concursos com disciplinas semelhantes. Felipe Gustavo apresenta o Banco do Nordeste como uma das possibilidades.
A proposta é dividir três horas diárias em três blocos. Confira:
- Hora 1 - Manutenção BB: o primeiro bloco fica dedicado à manutenção do Banco do Brasil, principalmente com questões de Informática e Vendas e Negociação;
- Hora 2 - Foco BNB: concentra os conteúdos específicos do Banco do Nordeste.
- Hora 3 - Comum: conteúdos comuns aos dois concursos, com foco em Conhecimentos Bancários, Língua Portuguesa e Matemática.
O modelo evita o abandono completo dos conteúdos já estudados enquanto o candidato avança em outra seleção.
Outra possibilidade citada por Felipe Gustavo é a transição para uma carreira de nível superior, como a do Banco Central. Nesse caso, a mudança exige uma preparação diferente da adotada para o Banco do Brasil.
O mentor propõe, para uma rotina de três horas diárias, entre 30 e 45 minutos de manutenção do Banco do Brasil. O restante do tempo seria direcionado às disciplinas de maior complexidade da nova carreira.
Entre os conteúdos citados estão:
- Economia, com Macro e Microeconomia;
- Contabilidade Geral e Análise de Balanços;
- Direito Administrativo e Constitucional;
- Ciência de Dados; e
- Tecnologia da Informação avançada.
Felipe Gustavo ressalta que a transição exige uma mudança de preparação porque as estruturas dos concursos são diferentes.
Nesse cenário, manter parte do conteúdo do Banco do Brasil não significa conciliar duas preparações completas. A proposta é preservar o conhecimento anterior enquanto a nova área passa a receber a maior parte do tempo.
Quais áreas podem aproveitar os estudos do Banco do Brasil?
A preparação para o Banco do Brasil também pode servir como ponto de partida para outras áreas. Felipe Gustavo cita as áreas Administrativa, de Tribunais e Policial, como exemplos.
Na área administrativa, o candidato já possui contato com Língua Portuguesa, Matemática, Raciocínio Lógico e Informática. A preparação precisa incorporar Direito Administrativo, Direito Constitucional e Administração Geral e Pública.
Para tribunais, a base inclui Língua Portuguesa, Matemática, Raciocínio Lógico e Informática. O candidato deve acrescentar Direito Constitucional, Direito Administrativo e legislação processual.
Na área policial, a preparação anterior pode ser aproveitada em Língua Portuguesa, Informática, Raciocínio Lógico e redação. A nova etapa exige conteúdos como Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Constitucional, Direito Administrativo e legislação extravagante.
A mudança, porém, traz um novo conjunto de disciplinas. Por isso, Felipe Gustavo recomenda evitar alterações sucessivas motivadas por cada notícia sobre concursos.
"Evite trocas constantes. Mudar de área exige compromisso sério. Não troque de rumo a cada edital publicado. Escolha uma área específica, seja administrativa, tribunais, fiscal, policial e mantenha a consistência", orienta o mentor.
O que fazer quando o novo edital do Banco do Brasil for publicado?
A publicação de um novo edital muda a lógica da preparação. Se o candidato estiver estudando para outra área, deverá comparar os conteúdos e definir se mantém a decisão de migração.
Caso o Banco do Brasil continue como objetivo, a preparação deve passar a considerar exclusivamente as exigências do novo edital. A fase de pré-edital serve para construir a base, enquanto o pós-edital exige adequação ao conteúdo, à banca e ao cronograma da seleção.
Felipe Gustavo também ressalta que não existe uma decisão única para todos os candidatos. O estágio de preparação, os objetivos profissionais e o interesse por outras carreiras devem entrar nessa escolha.
"Como eu falei no início, não existe decisão certa ou errada. Existe uma decisão e aí cada pessoa tem suas perspectivas", explica.
Enquanto o novo edital não é publicado, o candidato pode transformar o período de espera em tempo de estudo. A prioridade deve ser manter uma rotina compatível com o momento da preparação e evitar mudanças sucessivas de objetiv













