Inicialmente, a Fiocruz havia informado que não iria participar do concurso unificado. Isso porque seus cargos têm muitas especificidades, o que poderia ser um obstáculo na aplicação de uma única prova para diferentes órgãos.
Porém, no começo desta semana, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) divulgou uma lista de órgãos que confirmaram adesão ao CNU, até o dia 18 de setembro. Entre eles, a Fiocruz.
Diante do conflito de informações, a reportagem da Folha Dirigida por Qconcursos entrou em contato com a Fiocruz para verificar sua posição oficial: aderir ou não ao concurso unificado.
A última informação divulgada pela fundação indica tratativas com o Ministério da Gestão no sentido de analisar a viabilidade de adesão ao CNU ao menos em partes dos editais.
A resposta formal em relação à adesão será enviada até 29 de setembro, prazo que os órgãos têm para assinar o termo de participação junto ao MGI. Veja a nota, na íntegra, enviada pela Fiocruz à reportagem:
“Como a Fiocruz informou anteriormente, dado o avanço dos procedimentos internos já adotados pela instituição para organização do certame, a opção, até o momento, é pela realização de um concurso próprio. No entanto, ainda há tratativas entre a Fiocruz e o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) no sentido de analisar a viabilidade de adesão ao concurso unificado ao menos em parte de seus editais. A Fiocruz responderá formalmente ao MGI com relação à adesão até a próxima semana”, disse.
A Fiocruz tem autorização para abrir novo concurso com 300 vagas para os seguintes cargos:
- analista de gestão em saúde: 100 vagas;
- pesquisador em saúde pública: 100 vagas; e
- tecnologista em saúde pública: 100 vagas.
Diante da posição da Fiocruz, é possível que a Fundação opte por aderir ao Concurso Nacional Unificado com apenas um cargo. Porém, isso ainda não está claro.
Quer garantir a sua vaga em um concurso público? Conheça a Vitalícia Qconcursos, com descontos especiais em diversos planos, que vão te encaminhar para a conquista de uma das mais de 100 mil vagas em 2023! Acesse aqui!

Fiocruz ainda não formalizou adesão ao CNU
(Foto: Andre Az/CCS)
Caso não participe do CNU, a Fiocruz terá que seguir com trâmites para publicação do seu próprio edital. O que inclui, por exemplo, a contratação de uma banca organizadora.
O Concurso Nacional Unificado é uma proposta do Governo Federal para centralizar os concursos autorizados este ano. A ideia é ter um único dia de aplicação das provas, no primeiro trimestre de 2024, em cerca de 180 municípios espalhados pelo país.
A adesão ao CNU é voluntária. Ou seja, cada órgão ou ministério que recebeu autorização para preenchimento de vagas pode decidir se vai participar ou não da seleção unificada.
Concurso Fiocruz terá iniciais de até R$9 mil
O requisito para se candidatar aos três cargos do concurso Fiocruz é ter o ensino superior completo. Não há informações, a princípio, se serão exigidas graduações específicas.
Para os cargos de analista e tecnologia, as remunerações são de R$8.251,29. Já para pesquisador, são de R$9.145,37.
Os valores incluem o vencimento básico, gratificação e auxílio-alimentação de R$658. Os servidores ainda podem ter adicionais por titulações acadêmicas, como mestrado e doutorado.
O prazo para o edital consta na portaria que autoriza a seleção para a Fiocruz, publicada em 16 de junho deste ano, no Diário Oficial da União.
Segundo o documento, o edital deve ser divulgado em até 180 dias (seis meses) a contar da data da portaria. Assim, a publicação deverá ocorrer até 13 de dezembro deste ano (quarta-feira).
Ainda conforme o documento, a não publicação do edital de abertura do concurso público no prazo estabelecido implicará:
- na perda dos efeitos desta portaria; e
- no cancelamento do atesto de disponibilidade orçamentária para a realização do concurso.
Em caso de adesão ao CNU, o edital está previsto para publicação em dezembro com provas no primeiro trimestre de 2024.
Confira como foi o último concurso Fiocruz
O último concurso Fiocruz foi realizado em 2016, com uma oferta de 119 vagas. Desse quantitativo, 58 foram para o cargo de pesquisador e 61 para técnicos. As funções exigiam os níveis superior e médio, respectivamente.
As oportunidades foram para lotação nos Estados do Rio de Janeiro, Ceará, Rondônia, Pernambuco, Paraná, Bahia, Amazonas, Minas Gerais e Piauí, além do Distrito Federal.
Na época, a fundação ofereceu uma remuneração de R$3.418,81, para o técnico, e de R$7.159,06, para os pesquisadores.
Todos os candidatos foram avaliados por meio de provas objetivas. No caso dos pesquisadores, o concurso contou ainda com uma avaliação de títulos.
Quer ficar por dentro das notícias sobre concursos? Acompanhe o nosso canal no Telegram!