Concurso PF: aditivo com a banca permite chamar mil excedentes

Termo aditivo amplia contrato com o Cebraspe e permite convocação de mil excedentes do concurso PF. Confira todos os detalhes!

Publicado em:27/07/2026 às 12:28
Atualizado em:27/07/2026 às 12:54

A Polícia Federal publicou no Diário Oficial da União desta segunda-feira, dia 27, um termo aditivo ao contrato firmado com o Cebraspe para a realização do concurso PF.


Na prática, o documento amplia quantitativamente o contrato para possibilitar a convocação adicional de mil candidatos aprovados além das vagas iniciais, destinados ao Curso de Formação Profissional (CFP), etapa obrigatória da seleção.


A medida era aguardada após a autorização concedida pelo Governo Federal para o aproveitamento dos excedentes.


O extrato informa que o acréscimo contratual corresponde a, aproximadamente, 1,68% do valor inicial do contrato e terá vigência até maio de 2027.


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Agente da PF próximo à viatura
Contrato com o Cebraspe é ajustado e excedentes do concurso PF podem ser convocados (Foto: Governo Federal)


O termo aditivo não representa uma nova autorização para a convocação dos excedentes.


Na prática, o documento apenas formaliza a ampliação do contrato entre a Polícia Federal e o Cebraspe para que a banca possa executar os procedimentos relacionados à convocação adicional de candidatos para a matrícula no CFP.

Governo já autorizou a convocação dos excedentes

A autorização para o aproveitamento dos excedentes foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em abril deste ano.


Na ocasião, o governo autorizou a nomeação de mil candidatos além das vagas imediatas para reforçar o efetivo da Polícia Federal, diante do déficit de servidores enfrentado pela corporação.


A distribuição das convocações autorizadas ficou definida da seguinte forma:

  • agente de Polícia Federal: 705 vagas;
  • escrivão de Polícia Federal: 176 vagas;
  • delegado de Polícia Federal: 61 vagas;
  • perito criminal federal: 38 vagas; e
  • papiloscopista policial federal: 20 vagas.

Veja a previsão para os provimentos

Embora o termo aditivo permita a convocação adicional dos aprovados, isso não significa a nomeação automática dos mil candidatos.


Os excedentes ainda deverão ser convocados para matrícula no Curso de Formação Profissional, cumprir todas as etapas previstas e obter aprovação no curso antes da posse nos respectivos cargos. Essa adequação contratual justamente viabiliza a realização dessa etapa pela banca organizadora.


Até o momento, a corporação ainda não divulgou o cronograma oficial dessas fases.


Um documento técnico obtido pela reportagem do Qconcursos Folha Dirigida revela a previsão de provimento desses excedentes, com indicação do mês de nomeação em que cada.


O cronograma pode estar diretamente relacionado à conclusão do curso de formação e à posse dos novos policiais. Veja a seguir:

  • Delegado: setembro de 2026;
  • Perito criminal: setembro de 2026;
  • Escrivão: setembro de 2026;
  • Papiloscopista: setembro de 2026; e
  • Agente: dezembro de 2026.

O cronograma evidencia que a maior parte das convocações ocorrerá ainda em setembro, com exceção do cargo de agente, que concentra o maior número de vagas e deverá ter provimento em dezembro.

Concurso PF pode superar 2,5 mil nomeações

Com o aproveitamento dos excedentes, o planejamento do Governo Federal prevê que o atual concurso da Polícia Federal possa ultrapassar 2.500 nomeações ao longo de sua validade.


A projeção considera:

  • mil vagas imediatas do edital;
  • mil excedentes autorizados para 2026; e
  • outros 508 provimentos previstos para 2027, conforme estudos técnicos elaborados pelo governo.

A estratégia do governo e da Polícia Federal é utilizar os aprovados do concurso vigente para suprir o déficit atual, evitando a necessidade de um novo edital no curto prazo.


A corporação já informou que há candidatos suficientes no cadastro de reserva, para preencher todas as vacâncias existentes.


Conforme documentos técnicos do próprio governo, o efetivo da corporação não acompanhou o aumento da demanda por serviços, especialmente em áreas como combate ao crime organizado, crimes financeiros e delitos cibernéticos.


Além disso, a Polícia Federal tem enfrentado uma redução no número de servidores ao longo dos últimos anos, o que reforça a necessidade de reposição imediata.


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