O concurso PF da área Policial teve o resultado final homologado para os cargos de delegado, agente, escrivão e papiloscopista.
O documento foi disponibilizado no site do Cebraspe no dia 1º de setembro. A homologação consta no Edital nº 45 e ocorre após o encerramento dos cursos de formação profissional previstos na seleção.
Com o ato, começa a contar o prazo de validade do concurso, que será de seis meses, conforme previsto no edital de abertura.
Dessa forma, a seleção ficará válida inicialmente até 1º de março de 2027.
O prazo ainda poderá ser prorrogado uma única vez e pelo mesmo período, possibilitando que a validade chegue a setembro de 2027.

Concurso PF poderá ter novas nomeações
Com a homologação, a Polícia Federal poderá avançar com as nomeações dos candidatos aprovados, respeitando a ordem de classificação e as autorizações necessárias.
O concurso PF foi aberto em 2025 com mil vagas imediatas para a carreira Policial, distribuídas da seguinte forma:
- agente: 630 vagas;
- escrivão: 160 vagas;
- delegado: 120 vagas;
- perito criminal: 69 vagas; e
- papiloscopista: 21 vagas.
As provas objetiva e discursiva foram realizadas em julho de 2025.
A expectativa, no entanto, vai além das mil oportunidades previstas inicialmente.
O Governo Federal já autorizou a convocação mais mil aprovados, totalizando 2 mil ingressos na Polícia Federal a partir da seleção.
Com a homologação, os próximos passos ficam justamente concentrados nas nomeações dos aprovados e excedentes durante o período de validade do concurso.
Concurso PF pode superar 2,5 mil nomeações
Com o aproveitamento dos excedentes, o planejamento do Governo Federal prevê que o atual concurso da Polícia Federal possa ultrapassar 2.500 nomeações ao longo de sua validade.
A projeção considera:
- mil vagas imediatas do edital;
- mil excedentes autorizados para 2026; e
- outros 508 provimentos previstos para 2027, conforme estudos técnicos elaborados pelo governo.
A estratégia do governo e da Polícia Federal é utilizar os aprovados do concurso vigente para suprir o déficit atual, evitando a necessidade de um novo edital no curto prazo.
A corporação já informou que há candidatos suficientes no cadastro de reserva, para preencher todas as vacâncias existentes.
Conforme documentos técnicos do próprio governo, o efetivo da corporação não acompanhou o aumento da demanda por serviços, especialmente em áreas como combate ao crime organizado, crimes financeiros e delitos cibernéticos.
Além disso, a Polícia Federal tem enfrentado uma redução no número de servidores ao longo dos últimos anos, o que reforça a necessidade de reposição imediata.











