Concurso PF: ministra Esther Dweck confirma 1.500 excedentes

Ministra Esther Dweck confirma que deve ser autorizado o provimento de 1.500 vagas para excedentes do concurso PF. Confira!

Concursos Policiais
Autor:Mateus Carvalho
Publicado em:02/04/2026 às 10:16
Atualizado em:02/04/2026 às 10:27

Boa notícia para os aprovados no concurso PF. A ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, confirmou que deve ser autorizado um numero superior aos mil excedentes, conforme pleiteado pela corporação nos últimos dias.


Segundo ela, a previsão é chamar mais 1.500 aprovados, além das nomeações já previstas inicialmente.


A declaração foi dada nesta quinta-feira, dia 2, durante participação no programa "Bom Dia, Ministra", do Canal Gov.

“Temos muita gente da Polícia Federal que vai entrar, a gente já autorizou as mil, devemos autorizar em breve mais 1.500. Esse é um número novo da Polícia Federal, que, embora tenha sido vazado, ainda não foi dito”, afirmou a ministra.

De acordo com Dweck, a ampliação das convocações foi tema de conversa recente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Essa semana o presidente Lula conversou comigo sobre a importância da gente valorizar a Polícia Federal e uma das formas é autorizando a chamada do concurso”, completou.

Confira a fala da ministra sobre os excedentes do concurso da PF:

Governo deve chegar a 2.500 nomeações no concurso PF

Na mesma fala, a ministra detalhou como deve ocorrer o cronograma de convocações.


Segundo ela, mil excedentes devem ser convocados de forma imediata, com a possibilidade de mais 500 aprovados ainda em 2026.

“Então a gente deve chamar mais mil imediatamente, talvez mais 500 ainda esse ano. Então serão 2.500 pessoas para a Polícia Federal nesse mandato”, explicou.

Na prática, o número se aproxima da necessidade apontada pela própria corporação, que já havia indicado déficit elevado no quadro de pessoal.


A sinalização da ministra ocorre poucos dias após a Polícia Federal reforçar oficialmente a necessidade de ampliação das convocações.


Em novo ofício encaminhado ao governo, a corporação solicitou o aproveitamento de até 1.508 candidatos aprovados, número que corresponde ao total de cargos vagos atualmente.


O pedido foi feito após o Ministério da Gestão negar a convocação de 1.456 excedentes, com base em limitações orçamentárias previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.


Na justificativa, a PF destacou que o concurso vigente conta com aprovados suficientes para suprir todas as vacâncias, evitando a necessidade de um novo edital no curto prazo.


Dessa forma, caso o MGI de fato autorize a chamada de 1.500 excedentes, a Polícia Federal deve suprir todo o déficit do seu quadro de pessoal.

Ampliação depende de autorização formal

Apesar da sinalização positiva da ministra, a convocação dos excedentes ainda depende de atos formais do Governo Federal.


Como o número solicitado ultrapassa o limite legal de 25% de excedentes previsto na legislação, a medida exige a edição de um decreto presidencial.


Somente após essa autorização é que as nomeações poderão ser efetivadas.


Ainda assim, a fala de Esther Dweck representa o indicativo mais concreto até o momento de que o governo pretende ampliar o número de chamadas no concurso PF.


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Concurso PF oferece mil vagas imediatas

Realizado em 2025, o concurso da Polícia Federal oferece mil vagas imediatas para cargos da área Policial, com oportunidades para:

  • delegado;
  • perito criminal;
  • agente;
  • escrivão; e
  • papiloscopista.

Desde então, a PF vem defendendo a necessidade de ampliar as nomeações, diante do cenário de vacâncias e da crescente demanda por reforço no efetivo.


Em janeiro, a Defensoria Pública da União solicitou uma reunião com o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para tratar sobre os excedentes no cargo de agente e da situação dos aprovados nas cotas raciais do concurso.


Além disso, a expectativa de ampliação do efetivo foi reforçada publicamente pelo diretor Andrei Rodrigues, que confirmou a intenção de nomear 2 mil aprovados no atual concurso.


Segundo ele, a formação ocorreria de forma escalonada, com mil policiais no primeiro semestre e mais mil no segundo, o que permitiria à corporação atingir, pela primeira vez, 100% do efetivo previsto.

"Nós já temos o concurso com a parte escrita finalizada e a prova física praticamente concluída. Em janeiro, iniciaremos as turmas da Academia Nacional de Polícia (ANP), com a formação de mil policiais no primeiro semestre e mais mil no segundo. Serão, portanto, 2 mil novos policiais. Com isso, pela primeira vez, teremos todos os cargos disponíveis preenchidos", disse Andrei.

A fala do diretor está alinhada ao planejamento da ANP e reforça a possibilidade de novas turmas de formação nos próximos anos, inclusive com aproveitamento de excedentes.


Segundo reforçou Andrei, o quadro ainda é insuficiente e o ideal seria dobrar o número de policiais.


Atualmente, a corporação conta com cerca de 13 mil policiais e, aproximadamente, 2 mil servidores administrativos, totalizando 15 mil profissionais. Para o diretor-geral, porém, o efetivo ideal seria de cerca de 30 mil servidores.

Estudo prevê até 2 mil alunos nos próximos anos

O estudo técnico da Academia Nacional de Polícia também aponta um planejamento mais amplo para os próximos anos.


A estimativa é de que a instituição esteja preparada para receber até 2 mil alunos entre 2026 e 2027.


Desse total:

  • mil vagas correspondem ao provimento imediato já previsto no edital; e
  • outras mil poderão ser preenchidas por meio da convocações dos excedentes no cadastro de reserva, a depender da necessidade da corporação e aval do governo.

Neste primeiro momento, porém, o CFP contemplará apenas os candidatos dentro das vagas imediatas.

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