A Defensoria Pública da União solicitou uma reunião com o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para tratar sobre o concurso PF.
De acordo com o ofício enviado na terça-feira, 27, ao qual o Qconcursos Folha Dirigida teve acesso, a reunião é para tratar dos excedentes do cargo de agente da Polícia Federal e da situação dos aprovados nas cotas raciais do concurso.
A DPU deseja apresentar considerações técnicas e institucionais voltadas ao adequado aproveitamento do concurso, com especial atenção à possibilidade de remanejamento de vagas em benefício das cotas.
Assim como à avaliação de alternativas que, preservada a segurança jurídica do edital, permitam conferir maior flexibilidade à aplicação da cláusula de barreira, em consonância com os objetivos constitucionais de inclusão e igualdade material.

Concurso PF pode ser tratado em reunião entre o Ministério da Justiça e a DPU
(Foto: Divulgação PF)
Em caso de aceite para reunião, o Defensor Público-Geral Federal em exercício e o Assessor de Relações Institucionais da DPU marcarão presença.
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Concurso PF: curso de formação para agente é iniciado
O Curso de Formação Profissional (CFP) para os aprovados na primeira fase do concurso para agente de Polícia foi iniciado no dia 26 de janeiro.
As aulas teóricas e práticas serão ministradas até o dia 8 de maio.
Vale destacar que o Curso de Formação Profissional para os demais cargos do concurso PF (escrivão, delegado, perito criminal e papiloscopista) tem previsão para iniciar no mês de maio (de 18 de maio a 26 de agosto de 2026).
De acordo com estudo técnico da Academia Nacional de Polícia (ANP), acessado pelo Qconcursos Folha Dirigida, a divisão da formação foi realizada considerando a logística e a capacidade de absorção da academia.
É válido reforçar que o concurso PF será homologado após os cursos de formação e terá validade de seis meses, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.
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Diretor-geral da PF confirma previsão de 2 mil nomeações
A estimativa de ampliação do efetivo foi reforçada publicamente pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ele confirmou a intenção de nomear 2 mil aprovados no concurso.
De acordo com o diretor-geral, a formação ocorrerá de forma escalonada, com mil policiais no primeiro semestre e mais mil no segundo. O que permitiria à corporação atingir, pela primeira vez, 100% do efetivo previsto.
"Em janeiro, iniciaremos as turmas da Academia Nacional de Polícia, com a formação de mil policiais no primeiro semestre e mais mil no segundo. Serão, portanto, 2 mil novos policiais. Com isso, pela primeira vez, teremos todos os cargos disponíveis preenchidos", disse Andrei.
A fala do diretor está alinhada ao planejamento da ANP e reforça a possibilidade de novas turmas de formação nos próximos anos, inclusive com aproveitamento de excedentes.
Segundo Andrei, o quadro ainda é insuficiente e que o ideal seria dobrar o número de policiais.
Hoje, a corporação conta com cerca de 13 mil policiais e, aproximadamente, 2 mil servidores administrativos, totalizando 15 mil profissionais. Para o diretor-geral, porém, o efetivo ideal seria de cerca de 30 mil servidores.
Ele também confirmou que está em andamento um estudo técnico de redimensionamento da força de trabalho, com o objetivo de definir o cenário ideal de pessoal para a instituição.
“Em relação ao efetivo, nosso quadro ainda é reduzido. Hoje somos menos de 13 mil policiais e contamos também com cerca de 2 mil servidores administrativos, que contribuem muito para a instituição. Estamos realizando um dimensionamento da força de trabalho, um estudo técnico conduzido pela nossa equipe, para definir o cenário ideal de pessoal”, afirmou.
O diretor reforçou que o presidente Lula autorizou a formação de 2 mil policiais, o que deve permitir que a corporação complete o efetivo previsto até o fim de 2026.





















