Concurso PF: DPU solicita reunião sobre excedentes e cotistas

DPU pede reunião com o ministro da Justiça para tratar sobre excedentes e cotistas do concurso PF. Veja os detalhes!

Autor:Bruna Somma
Publicado em:28/01/2026 às 12:35
Atualizado em:28/01/2026 às 12:35

A Defensoria Pública da União solicitou uma reunião com o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para tratar sobre o concurso PF.


De acordo com o ofício enviado na terça-feira, 27, ao qual o Qconcursos Folha Dirigida teve acesso, a reunião é para tratar dos excedentes do cargo de agente da Polícia Federal e da situação dos aprovados nas cotas raciais do concurso.


A DPU deseja apresentar considerações técnicas e institucionais voltadas ao adequado aproveitamento do concurso, com especial atenção à possibilidade de remanejamento de vagas em benefício das cotas.


Assim como à avaliação de alternativas que, preservada a segurança jurídica do edital, permitam conferir maior flexibilidade à aplicação da cláusula de barreira, em consonância com os objetivos constitucionais de inclusão e igualdade material.


Concurso PF pode ser tratado em reunião entre o Ministério da Justiça e a DPU

(Foto: Divulgação PF)


Em caso de aceite para reunião, o Defensor Público-Geral Federal em exercício e o Assessor de Relações Institucionais da DPU marcarão presença. 


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Concurso PF: curso de formação para agente é iniciado

O Curso de Formação Profissional (CFP) para os aprovados na primeira fase do concurso para agente de Polícia foi iniciado no dia 26 de janeiro.


As aulas teóricas e práticas serão ministradas até o dia 8 de maio.


Vale destacar que o Curso de Formação Profissional para os demais cargos do concurso PF (escrivão, delegado, perito criminal e papiloscopista) tem previsão para iniciar no mês de maio (de 18 de maio a 26 de agosto de 2026).


De acordo com estudo técnico da Academia Nacional de Polícia (ANP), acessado pelo Qconcursos Folha Dirigida, a divisão da formação foi realizada considerando a logística e a capacidade de absorção da academia.


É válido reforçar que o concurso PF será homologado após os cursos de formação e terá validade de seis meses, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.


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Diretor-geral da PF confirma previsão de 2 mil nomeações

A estimativa de ampliação do efetivo foi reforçada publicamente pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ele confirmou a intenção de nomear 2 mil aprovados no concurso.


De acordo com o diretor-geral, a formação ocorrerá de forma escalonada, com mil policiais no primeiro semestre e mais mil no segundo. O que permitiria à corporação atingir, pela primeira vez, 100% do efetivo previsto.

"Em janeiro, iniciaremos as turmas da Academia Nacional de Polícia, com a formação de mil policiais no primeiro semestre e mais mil no segundo. Serão, portanto, 2 mil novos policiais. Com isso, pela primeira vez, teremos todos os cargos disponíveis preenchidos", disse Andrei.

A fala do diretor está alinhada ao planejamento da ANP e reforça a possibilidade de novas turmas de formação nos próximos anos, inclusive com aproveitamento de excedentes.

Segundo Andrei, o quadro ainda é insuficiente e que o ideal seria dobrar o número de policiais.


Hoje, a corporação conta com cerca de 13 mil policiais e, aproximadamente, 2 mil servidores administrativos, totalizando 15 mil profissionais. Para o diretor-geral, porém, o efetivo ideal seria de cerca de 30 mil servidores.


Ele também confirmou que está em andamento um estudo técnico de redimensionamento da força de trabalho, com o objetivo de definir o cenário ideal de pessoal para a instituição.

“Em relação ao efetivo, nosso quadro ainda é reduzido. Hoje somos menos de 13 mil policiais e contamos também com cerca de 2 mil servidores administrativos, que contribuem muito para a instituição. Estamos realizando um dimensionamento da força de trabalho, um estudo técnico conduzido pela nossa equipe, para definir o cenário ideal de pessoal”, afirmou.

O diretor reforçou que o presidente Lula autorizou a formação de 2 mil policiais, o que deve permitir que a corporação complete o efetivo previsto até o fim de 2026.


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