As provas do concurso TRF3 serão aplicadas em 31 de janeiro. Com menos de três meses até a avaliação, os candidatos precisam organizar a preparação para avançar no conteúdo do edital e treinar para as provas objetiva e discursiva.
Para ajudar nessa tarefa, o mentor do Qconcursos Felipe Gustavo explica como montar um plano de estudos que combine teoria, resoluções de questões, revisões e prática discursiva.
Segundo o professor, o primeiro passo é considerar a rotina real do candidato. A quantidade de horas líquidas disponíveis, o domínio de cada disciplina e o tempo até a prova devem orientar a distribuição dos estudos.
"Aprenda a transformar o edital em um plano de estudos estratégico, sobretudo realista e adaptável a sua rotina", afirma.
Concurso TRF3: por onde começar o planejamento?
O primeiro passo para montar um plano de estudos para o concurso TRF3 é analisar o edital e transformar o conteúdo programático em uma lista de tarefas.
Para facilitar essa organização, o Qconcursos Folha Dirigida disponibiliza gratuitamente o edital verticalizado da seleção, que apresenta as disciplinas e os assuntos de forma organizada, permitindo acompanhar o progresso e identificar os conteúdos que ainda precisam ser estudados.
Felipe Gustavo também recomenda identificar quais matérias já foram estudadas, quais precisam de revisão e quais ainda não entraram na preparação.
Outro ponto importante é observar os pesos das disciplinas e os critérios de aprovação. No TRF3, Conhecimentos Específicos representam a maior parte da pontuação da prova objetiva.
>> Veja questões, provas e editais publicados pela Fundação Vunesp e saia na frente nos estudos!
Como priorizar as disciplinas do concurso TRF3
A prova objetiva terá 60 questões de múltipla escolha, distribuídas entre Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos.
Confira a distribuição:
| Prova | Questões | Peso | Pontuação |
|---|---|---|---|
| Conhecimentos Gerais | 24 | 1 | 24 pontos |
| Conhecimentos Específicos | 36 | 2 | 72 pontos |
| Total | 60 | — | 96 pontos |
Diante dessa distribuição, o candidato deve reservar mais tempo para os Conhecimentos Específicos, sem abandonar as demais matérias.
Para definir as prioridades, o mentor recomenda considerar quatro fatores:
- Peso da disciplina na prova;
- Desempenho individual;
- Extensão do conteúdo; e
- Tempo disponível até a avaliação.
Uma forma de identificar as dificuldades é resolver uma bateria de 20 a 30 questões por disciplina e observar o percentual de acertos.
O professor também recomenda dividir as matérias em assuntos menores. Em vez de anotar apenas "estudar Direito Constitucional", por exemplo, o candidato pode estabelecer como tarefa estudar direitos fundamentais.
"Se você é aquele aluno que tem problema com tempo, você vai ter que treinar no simulado", orienta.
Quantas horas estudar por dia para o concurso TRF3?
Antes de montar o cronograma, o candidato precisa identificar quantas horas líquidas consegue dedicar à preparação. Isso significa considerar o tempo efetivamente utilizado para estudar, resolver questões e revisar, descontando pausas e interrupções.
O mentor recomenda estabelecer metas realistas, mesmo que a carga horária seja menor.
"É muito melhor para a sua preparação você cumprir 20 horas planejadas do que estabelecer 35 horas por semana e viver frustrado", afirma.
Quais disciplinas estudar para o concurso TRF3?
Em Conhecimentos Gerais estão previstas as seguintes disciplinas:
- Língua Portuguesa;
- Raciocínio Analítico;
- Noções de Direitos Humanos e Fundamentais;
- Acessibilidade; e
- Sustentabilidade e Meio Ambiente, conforme o cargo.
Já os Conhecimentos Específicos são definidos de acordo com a área e a especialidade escolhidas pelo candidato.
► Prepare-se para o concurso TRF3: tenha acesso a aulas, videoaulas e muito mais!

Como distribuir 20 horas de estudo por semana?
Para demonstrar a organização, Felipe Gustavo apresenta um modelo de planejamento de 20 horas líquidas:
| Bloco | Distribuição semanal | Tempo |
|---|---|---|
| Conhecimentos Específicos | 60% | 12 horas |
| Conhecimentos Gerais | 30% | 6 horas |
| Estudo de caso | 10% | 2 horas |
| Total | 100% | 20 horas |
*Essa é uma referência didática, não uma divisão obrigatória. O candidato pode adaptar os percentuais conforme o cargo, o conhecimento prévio e os resultados obtidos nas questões.
A divisão é uma referência e pode ser adaptada conforme o cargo, o conhecimento prévio e o desempenho do candidato.
A recomendação é distribuir o contato com as disciplinas ao longo da semana, evitando concentrar muitas horas de uma mesma matéria em um único dia.
►Resolva a prova do último concurso TRF3 para analista da área Judiciária. Pratique agora!
Como montar um ciclo de estudos para o TRF3?
Felipe Gustavo recomenda a adoção de um ciclo de estudos. Nesse modelo, o candidato organiza uma sequência de disciplinas e blocos de tempo. Ao terminar uma sessão, passa para a próxima matéria. Caso não consiga concluir todo o ciclo no mesmo dia, retoma do ponto em que parou na sessão seguinte.
"O ciclo costuma oferecer mais flexibilidade para quem tem uma rotina sujeita a mudanças", explica.
Abaixo, o mentor apresenta um exemplo de ciclo de 20 horas semanais para analista judiciário da área Judiciária, dividido em três etapas. Veja:
| Etapa | Objetivo | Atividades |
|---|---|---|
| Inicial | Construção de base | Teoria e questões de Direito Constitucional, Português, Direito Processual Civil, Direito Administrativo e Raciocínio Lógico |
| Intermediária | Aprofundamento | Estudo de Direito Civil, Ética e Integridade, além de revisões e questões |
| Final | Consolidação e prática | Questões, revisão de disciplinas, Informática, Direitos Humanos e treinamento do estudo de caso |
A distribuição deve acompanhar as dificuldades identificadas pelo candidato e os pesos da prova. Portanto, o ciclo não precisa ser igual para todos.
O que fazer dentro de cada bloco de estudo?
O mentor também recomenda dividir o tempo de cada sessão entre teoria e prática.
Para um bloco de 60 minutos, por exemplo, a sugestão é:
| Atividade | Tempo |
|---|---|
| Estudo da teoria | 30 minutos |
| Resolução de questões | 20 minutos |
| Correção dos exercícios | 10 minutos |
A divisão pode mudar conforme a dificuldade do assunto, mas a resolução de questões deve estar presente na rotina.
"Faça questões todos os dias, revise todos os dias", explica.
Como incluir revisões no plano de estudos?
As revisões precisam ter espaço próprio no planejamento, para que o candidato tenha contato frequente com o tema.
Felipe Gustavo divide as revisões em três modalidades:
- Revisão imediata: realizada ao final de cada sessão, para recuperar os principais pontos estudados e identificar dúvidas.
- Revisão posterior: retoma o conteúdo depois de determinado intervalo, como após 24 horas ou no fim de semana.
- Revisão por desempenho: prioriza assuntos em que o candidato apresenta erros recorrentes nas questões e nos simulados.
Os simulados também são importantes para avaliar o conhecimento e treinar a administração do tempo.
O mentor recomenda realizar simulados a cada 15 ou 20 dias, conforme a necessidade.
"Se você é aquele aluno que tem problema com tempo, você vai ter que treinar no simulado", explica.
Como estudar para a prova discursiva do concurso TRF3?
A preparação para a discursiva deve começar junto com os estudos para a prova objetiva.
No concurso TRF3, os candidatos a técnico judiciário farão uma redação, enquanto os concorrentes ao cargo de analista judiciário deverão elaborar um estudo de caso.
Para Felipe Gustavo, o treinamento deve acontecer de maneira gradual. Inicialmente, o candidato precisa compreender o formato da avaliação e praticar a elaboração das respostas.
Depois, pode resolver os exercícios com consulta ao material e, em uma etapa mais avançada, sem consulta, simulando as condições da prova.
O mentor também recomenda buscar correção das respostas para identificar falhas na fundamentação e na escrita.
Como acompanhar o desempenho e ajustar o planejamento?
O planejamento precisa ser revisado periodicamente. Para isso, o candidato deve acompanhar indicadores como:
- Horas líquidas estudadas;
- Conteúdo do edital avançado;
- Quantidade de questões resolvidas;
- Percentual de acertos por disciplina; e
- Evolução na prova discursiva.
A partir dos resultados, o candidato irá identificar quais matérias precisam de mais atenção e onde é possível reduzir temporariamente o tempo de estudo.
Felipe Gustavo recomenda reavaliar o ciclo semanalmente e fazer os ajustes necessários.
"Você vai ajustar naquilo que viu que tem que ser ajustado."
Assim, o candidato consegue aproveitar melhor o tempo até as provas do concurso TRF3, conciliando o avanço no edital com revisões, questões e treinamento discursivo.
Cargos, vagas e salários do concurso TRF3
O edital do concurso do Tribunal Regional Federal da 3ª Região de 2026 contempla os cargos de técnico e analista judiciários, ambos de nível superior, em diferentes áreas de atuação.
As 11 vagas imediatas estão concentradas na área de Tecnologia da Informação, para atuação no quadro do próprio Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
Há, ainda, oportunidades para formação de cadastro de reserva nas seções judiciárias de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Os interessados poderão se inscrever até as 23h59 do dia 23 de novembro, por meio do portal da Fundação Vunesp, banca organizadora.
A taxa é de R$100 (técnico) e de R$160 (analista), e deverá ser quitada até as 21h59 do dia 24 de novembro.













