Concurso Unificado: ministra nega ausência de Português na prova

Ministra Esther Dweck também se pronuncia sobre a polêmica da ausência de questões de Português nas provas do Concurso Unificado. Veja!

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Autor:Bruna Somma
Publicado em:06/02/2024 às 11:47
Atualizado em:09/02/2024 às 14:19

Após a polêmica envolvendo a falta de questões de Português nas provas para os cargos de nível superior do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), foi a vez da própria ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, falar sobre o assunto. 


Em conversa com jornalistas na segunda-feira, 5, a ministra refutou as críticas e negou que Português esteja fora do conteúdo programático das provas. De acordo com ela, a disciplina será cobrada na avaliação discursiva e na interpretação das demais questões. 

“Na prova discursiva 50% da nota é avaliação do português; 50% é o conteúdo específico que está sendo abordado aí. E a prova inteira é análise de interpretação de texto e análise formal do português na parte escrita”, disse a ministra.

Esther também explicou que avaliação gramatical e interpretação de texto estarão inseridas de forma transversal ao longo de outras áreas previstas no conteúdo programático.


Na última semana, a senadora pelo Distrito Federal, Damares Alves, criticou a ausência de questões diretas de Português para os cargos de nível superior e caracterizou a decisão como política.


“Fui surpreendida com a notícia de que no concurso nacional unificado deste ano não serão aplicadas questões específicas de Língua Portuguesa. No lugar entraram perguntas sobre diversidade. Um absurdo. Nossa equipe já estuda que medidas judiciais ou jurídicas podem ser adotadas”, afirmou a parlamentar, em suas redes sociais.


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Ministra Esther Dweck fala sobre Português nas provas do CPNU

(Foto: Folha Dirigida por Qconcursos)


O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio do secretário de Gestão de Pessoas, José Celso Cardoso, já tinha se pronunciado sobre a cobrança de Português nas provas.


Ele explicou que as avaliações, marcadas para 5 de maio, não trarão perguntas específicas sobre gramática, mas o conhecimento da língua será cobrado em todas as provas.

“A Língua Portuguesa é a língua do concurso e será cobrada da primeira à última linha, tanto pela capacidade de os candidatos de ler e interpretar texto, como pela capacidade escrita que eles terão que demonstrar através da prova discursiva”, disse, em vídeo publicado na redes sociais.

Provas discursivas serão avaliadas pelo domínio do idioma

O secretário de Gestão de Pessoas do MGI ainda ressaltou que a prova discursiva para os cargos de nível superior consistirá em uma questão sobre Conhecimentos Específicos de cada bloco temático. Mas não apenas isso será avaliado.


“Lembrando também que a prova discursiva será avaliada não apenas pelo conteúdo específico, mas também pelo uso correto e formal da língua”, enfatizou José Celso. 


Os candidatos serão avaliados em dois quesitos:

  • quanto aos Conhecimentos Específicos, atribuindo-se 50% do valor total da questão à capacidade de lidar com os conceitos, as técnicas e as atividades próprias das áreas de conhecimento abrangidas pelo bloco temático, aferindo a compreensão, o conhecimento, o desenvolvimento e a adequação desses conceitos, a conexão e a pertinência ao assunto abordado e o atendimento aos tópicos solicitados; e
  • quanto ao uso do idioma, atribuindo-se 50% do valor total da questão à proficiência na instrumentalização de conhecimentos ortográficos, gramaticais adequados à norma-padrão e textuais (introdução, desenvolvimento, conclusão, observando-se coerência e coesão). 

Caso a questão receba nota zero quanto aos Conhecimentos Específicos, a mesma não será avaliada quanto ao uso do idioma. 

Confira detalhes sobre as provas do Concurso Unificado

O Concurso Público Nacional Unificado será composto pelas seguintes fases:

  • 1ª fase: provas objetivas e discursivas;
  • 2ª fase: perícia médica (avaliação biopsicossocial);
  • 3ª fase: procedimento de verificação da condição declarada: reserva de vagas para pessoas negras; e
  • 4ª fase: procedimento de verificação documental complementar: reserva de vagas a indígenas. 

Haverá também avaliação de títulos para alguns cargos.


As provas objetivas e discursivas serão realizadas no dia 5 de maio, em 220 cidades espalhadas pelo país, divididas em dois turnos. Confira:


Turno da manhã (2h30 de prova)

  • Para cargos de nível médio: provas objetivas (20 questões) + redação; e
  • para cargos de nível superior: provas objetivas de Conhecimentos Gerais (20 questões) + prova discursiva Específica do bloco.

Turno da tarde (3h30 de prova)

  • Para cargos de nível médio: provas objetivas (40 questões); e
  • para cargos de nível superior: provas objetivas de Conhecimentos Específicos (50 questões).

No caso dos cargos de nível superior, na parte objetiva, os concorrentes deverão responder a questões sobre Políticas Públicas e Conhecimentos Específicos, a depender do bloco temático escolhido. Já na discursiva, será cobrada uma questão sobre Conhecimentos Específicos.


Para os cargos de nível médio, do Bloco 8, as provas objetivas terão questões de Língua Portuguesa, assim como de Noções de Direito, Matemática e Realidade Brasileira. Nesse caso, a discursiva será uma redação. 

Vagas do concurso estão agrupadas em blocos temáticos

O Concurso Unificado, também conhecido como Enem dos Concursos, oferece o total de 6.640 vagas para diferentes cargos de 21 órgãos do Poder Executivo Federal. Essas chances estão agrupadas por oito blocos temáticos


A secretária Regina Camargos identificou que esses blocos temáticos representam as áreas de políticas públicas brasileiras.


Confira a divisão das vagas por bloco:

  • Bloco 1 - Infraestrutura, Exatas e Engenharias - 727 vagas;
  • Bloco 2 - Tecnologia, Dados, e Informação - 597 vagas;
  • Bloco 3 - Ambiental, Agrário e Biológicas - 530 vagas;
  • Bloco 4 - Trabalho e Saúde do Servidor - 971 vagas;
  • Bloco 5- Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos - 1.016 vagas;
  • Bloco 6 - Setores Econômicos e Regulação - 359 vagas;
  • Bloco 7 - Gestão Governamental e Administração Pública - 1.748 vagas; e
  • Bloco 8 - Nível Intermediário - 692 vagas.

Só será possível se inscrever para um dos blocos temáticos. Veja a relação completa de cargos por bloco aqui!


Dentro de um mesmo bloco temático, os interessados poderão concorrer a diversos cargos, desde que tenham os requisitos necessários.


A lotação já consta nos editais do Concurso Público Nacional Unificado, divulgados no dia 10 de janeiro. Há oportunidades para atuação em Brasília DF, assim como em outras cidades pelo país. 

Resumo do Concurso Público Nacional Unificado

  • Instituto: mais de 20 órgãos do Executivo Federal
  • Situação atual: editais publicados
  • Banca: Fundação Cesgranrio
  • Cargos: diversos
  • Escolaridade: níveis médio e superior
  • Vagas: 6.640
  • Remuneração: até R$23.579,71
  • Inscrições: 19 de janeiro a 9 de fevereiro de 2024
  • Data da prova objetiva: 5 de maio

Saiba mais e comece a estudar para o concurso.

Concurso Unificado tem inscrições abertas até sexta, 9

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 9 de fevereiro pela página do Concurso Público Nacional Unificado. Mais de um 1,5 milhão de pessoas já se candidataram.


O processo é feito por meio da conta GOV.BR, em qualquer nível (ouro, prata e bronze). A taxa de inscrição é de R$60 para cargos de nível médio e R$90 para cargos de nível superior. 


Com a possibilidade de concorrer a vários cargos no mesmo bloco temático, no momento da inscrição o candidato deve elencar os cargos por prioridade. É o chamado ranking de preferência, que funciona da seguinte maneira:

  • escolher o bloco temático;
  • escolher os cargos;
  • ordenar preferência entre os cargos; e
  • ordenar preferência das especialidades.

A pontuação do participante nas provas será considerada para todos os cargos incluídos no ranking de preferência. Assim, concorre-se simultaneamente a todas as oportunidades listadas. 


Em entrevista exclusiva à Folha Dirigida por Qconcursos, a secretária adjunta de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e coordenadora da Comissão de Governança do CPNU, Regina Camargos, explicou o processo.


Ela sinalizou que a dinâmica será bem próxima a do Sistema de Seleção Unificado (SISU), em que o candidato usa nota no Enem para concorrer a vagas em diferentes universidades.

“Vamos pegar a nota final do candidato e dizer que está apto para ocupar o cargo X, Y e Z. E aí ele vai escolher. De acordo com a pontuação, o cargo vai ser apontado para o candidato. Quanto maior a nota que a pessoa tiver, mais chances ela terá de ocupar o cargo de sua preferência”, detalhou. 

Caso o candidato não tenha pontuação, de imediato, para assumir o cargo que colocou na primeira posição, ele seguirá na lista de espera. 


Quem for convocado para a segunda ou terceira opção também continuará na lista de espera dos cargos que listar com maior prioridade.


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