Concurso PF pode ter a chamada de todos os excedentes, prevê APCF

Presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais prevê que todos os excedentes do concurso PF sejam convocados. Confira!

Autor:Mateus Carvalho
Publicado em:13/02/2026 às 07:56
Atualizado em:13/02/2026 às 09:40

O concurso PF pode terminar com a convocação de todos os candidatos excedentes, segundo avaliação do presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo.


A afirmação foi feita durante live publicada no canal oficial da entidade, após reunião com a Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP) da Polícia Federal.


Isso reforça o cenário já noticiado pelo Qconcursos Folha Dirigida, que mostrou a existência de um processo em tramitação, no qual o diretor-geral da Polícia Federal encaminhou uma minuta de decreto para autorizar a nomeação de 1.456 excedentes do concurso realizado em 2025.


Segundo Camargo, embora ainda não haja decreto publicado, o sentimento dentro da administração é positivo.

“O que eu posso garantir é que há, de fato, uma boa vontade da administração em convocar todo mundo. Isso é nítido. E quando a administração manifesta esse desejo, metade do caminho já está percorrida”, afirmou.

De acordo com Marcos Camargo, a Polícia Federal já materializou formalmente a intenção de convocar todos os excedentes, ainda que a efetivação dependa de autorizações superiores.

“Existe hoje uma manifestação formal da Polícia Federal pedindo a convocação de todos os excedentes. O sentimento da administração é muito positivo no sentido de que isso vai dar certo”, afirmou.

Ele ponderou, no entanto, que o processo ainda precisa avançar em instâncias como o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Presidência da República.

“As coisas só se concretizam depois que sai no Diário Oficial. É preciso ter pé no chão, mas a perspectiva hoje é boa”, disse.

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Assista à entrevista completa do presidente da APCF sobre o concurso da Polícia Federal:

Camargo também defendeu que a convocação integral dos aprovados pode facilitar, no futuro, a criação de novos cargos e a realização de novos concursos.

“Se a PF conseguir colocar todas as carreiras no teto — agente, escrivão, delegado, papiloscopista e perito — fica muito mais fácil justificar um projeto amplo de criação de cargos”, afirmou.

Ele lembrou que há estudos em andamento para a criação de centenas de novos cargos de perito criminal federal, diante das aposentadorias previstas nos próximos anos.

Presidente da APCF cita histórico de aproveitamento da PF

Durante a live, Marcos Camargo também contextualizou o histórico da Polícia Federal em relação ao aproveitamento de excedentes, especialmente na carreira de perito criminal federal, que ele representa.


Segundo o presidente da associação, o último concurso antes do atual, que ofertou vagas para peritos, foi o de 2018, quando, apesar das dificuldades iniciais, todos os aprovados foram convocados.

“Em 2018, tivemos muitas dificuldades, mas conseguimos, no fim, convocar todos os peritos. Foi uma vitória muito grande da associação”, relembrou.

Ele destacou ainda que, diferentemente do ocorrido em 2018, o concurso de 2012 não conseguiu chamar todos os aprovados.

“Em 2012, infelizmente, não foi possível convocar todos. Mas, desde então, temos tido êxito nesse trabalho de recomposição do quadro”, explicou.

Camargo também reforçou que a carreira de perito criminal federal ficou de fora do concurso de 2021, o que aumentou o déficit no quadro da PF.


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ANP da PF tem capacidade para receber até 700 alunos por turma

Outro ponto abordado pelo presidente da APCF foi a capacidade da Academia Nacional de Polícia (ANP) para absorver os convocados, inclusive os excedentes.


Segundo ele, a limitação não está nos alojamentos, mas na estrutura de ensino.

“A academia hoje está preparada para receber algo entre 650 e 700 alunos por turma. A ideia é usar essa capacidade máxima, se necessário”, explicou.

Camargo afirmou que, para convocar todos os excedentes, será necessário formar, no mínimo, três turmas, com possibilidade de uma quarta, caso o quantitativo ultrapasse a capacidade da ANP.

“Três turmas seriam o mínimo. Existe, sim, a possibilidade de uma quarta turma, mas essa ficaria para 2027”, disse.

Distribuição das turmas ainda está em discussão

O presidente da APCF esclareceu que não há definição fechada sobre a composição das próximas turmas do Curso de Formação Profissional (CFP), mas confirmou que há discussões internas.

“Existe a possibilidade de as duas primeiras turmas serem formadas apenas por agentes, deixando os demais cargos para uma terceira turma. Isso está em análise, não está decidido”, afirmou.

Ele reforçou que qualquer decisão ainda depende de ajustes administrativos e da publicação do decreto autorizativo.

Garanta antes que acabe!

Minuta prevê nomeação de 1.456 excedentes do concurso PF

A avaliação do presidente da APCF ocorre em um momento em que o concurso da Polícia Federal já avançou formalmente para a convocação de candidatos excedentes.


O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, concluiu e encaminhou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública uma minuta de decreto que autoriza a nomeação de 1.456 aprovados, além das vagas imediatas do edital de 2025.


Segundo a minuta, as 1.456 vagas excedentes serão distribuídas entre os cinco cargos da área Policial, com maior concentração para o agente da Polícia Federal. Veja a divisão prevista:

  • agente: 863 vagas;
  • escrivão: 307 vagas;
  • delegado: 237 vagas;
  • perito criminal federal: 32 vagas; e
  • papiloscopista: 17 vagas.

O texto ressalta que as nomeações ficam condicionadas à existência de vagas na data do provimento e à declaração de adequação orçamentária e financeira, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).


A edição do decreto é necessária porque o quantitativo solicitado pela Polícia Federal ultrapassa o limite legal de 25% de excedentes, percentual que pode ser nomeado automaticamente em concursos públicos.


Quando esse teto é superado, como ocorre no concurso PF, a convocação só pode ser viabilizada por meio de decreto presidencial.


Esse avanço institucional reforça o cenário descrito pela APCF, que vê boa vontade da administração e uma perspectiva concreta de aproveitamento amplo dos aprovados no concurso da Polícia Federal.


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Diretor da PF confirma previsão de 2 mil nomeações

estimativa de ampliação do efetivo já foi reforçada publicamente pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ele confirmou a intenção de nomear 2 mil aprovados no concurso.


De acordo com o diretor-geral, a formação ocorrerá de forma escalonada, com mil policiais no primeiro semestre e mais mil no segundo. O que permitiria à corporação atingir, pela primeira vez, 100% do efetivo previsto.

"Em janeiro, iniciaremos as turmas da Academia Nacional de Polícia, com a formação de mil policiais no primeiro semestre e mais mil no segundo. Serão, portanto, 2 mil novos policiais. Com isso, pela primeira vez, teremos todos os cargos disponíveis preenchidos", disse Andrei.

A fala do diretor está alinhada ao planejamento da ANP e reforça a possibilidade de novas turmas de formação nos próximos anos, inclusive com aproveitamento de excedentes.


Segundo Andrei, o quadro ainda é insuficiente e que o ideal seria dobrar o número de policiais.


Hoje, a corporação conta com cerca de 13 mil policiais e, aproximadamente, 2 mil servidores administrativos, totalizando 15 mil profissionais. Para o diretor-geral, porém, o efetivo ideal seria de cerca de 30 mil servidores.

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