Campanha #adoteumcv já recolocou mais de 100 profissionais
Objetivo é ajudar na relocação de quem perdeu o emprego durante a pandemia
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Publicado em:11/06/2020 às 06:00
Atualizado em:11/06/2020 às 06:00
Mais de 3 milhões de pedidos de seguro-desemprego foram registrados entre janeiro e maio deste ano. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia na terça-feira, 9. Em meio à pandemia do Coronavírus, as solicitações do benefício cresceram 53% apenas em maio.
Para ajudar na recolocação no mercado de trabalho, os profissionais das áreas de design e tecnologia, Rodrigo Chiesa e Paulo Silva, desenvolveram a campanha Adote um Currículo (#adoteumcv). O objetivo é dar visibilidade a pessoas que ficaram desempregadas em decorrência da pandemia.
Pelo site do Adote um CV é possível ver perfis de profissionais com foto, nome e endereço no LinkedIn.
Os usuários podem compartilhar o currículo nas suas redes sociais para aumentar a visibilidade de quem precisa se recolocar. Atualmente, o projeto possui uma base de 12 mil pessoas cadastradas.
Campanha 'Adote um CV' foi idealizada para ajudar desempregos na
recolocação no mercado de trabalho (Foto: Reprodução/Instagram)
A Adecco, grupo global de soluções para Recursos Humanos, firmou parceria com a Adote um Currículo. A empresa está contribuindo com a divulgação em suas redes sociais, além de disponibilizar seu banco de dados com os currículos de milhares de candidatos.
"Muitas pessoas estão buscando uma oportunidade de emprego no mercado e queremos ajudá-las nesse processo. Apoiamos a iniciativa, que está alinhada aos valores defendidos pela Adecco", comenta Ariel Acosta, Gerente de Marketing e Comunicação do Grupo Adecco.
Em dois meses, a iniciativa já conta com uma média diária de 400 cadastros, 850 mil visualizações e mais de 15 mil compartilhamentos nas redes sociais (LinkedIn, Facebook, Twitter e WhatsApp).
De acordo com a Assessoria de Imprensa do Grupo Adecco, a campanha já auxiliou direta ou indiretamente cerca de 100 pessoas.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo federal criará um programa para estimular a geração de empregos formais. A declaração foi concedida na terça-feira, 9, em reunião ministerial no Palácio do Alvorada.
De acordo com o titular da pasta, o projeto terá como base a retomada da ‘Carteira Verde e Amarela’.
“Aprendemos durante toda essa crise que havia 38 milhões de brasileiros invisíveis e que também merecem ser incluídos no mercado de trabalho”, disse Guedes durante reunião coordenada pelo presidente Jair Bolsonaro.
O Contrato Verde e Amarelo foi criado em novembro de 2019 por meio da Medida Provisória 905. Ele tinha como meta fortalecer o acesso de jovens, com idade entre 18 e 29 anos, ao mercado de trabalho. Por não ter conseguido aprovação pelo Congresso antes de perder a validade, a MP foi extinta.
“Há regimes onde têm muitos direitos e pouquíssimos empregos e há 40 milhões de brasileiros andando pelas ruas sem carteira assinada. Só que agora nós sabemos quem eles são e vamos formalizar esse pessoal todo”, ressaltou o ministro.
Durante a reunião ministerial de 9 de junho, o ministro Paulo Guedes anunciou, que, no pós-pandemia, o governo federal lançará um projeto de renda mínima permanente. Batizado de ‘Renda Brasil’, ele consistirá na unificação de vários programas sociais.
Deverão ser incluídos os cerca 38 milhões de beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600, pago aos trabalhadores informais, MEIs, desempregados, mães solteiras e profissionais autônomos.