Os concursos tribunais seguem entre os mais procurados do país por oferecer estabilidade, salários elevados e oportunidades em diferentes áreas do Judiciário.
Para quem deseja conquistar uma vaga, saber como estudar pode impactar diretamente o desempenho e a competitividade nas provas.
Neste guia, o Qconcursos Folha Dirigida mostra como estudar para concursos de tribunais, quais disciplinas priorizar, como montar um plano de estudos e quais erros podem comprometer a preparação.
O que você encontrará nesta matéria:
- Panorama dos concursos tribunais
- Como funcionam as provas de concursos tribunais
- Como começar a estudar para tribunais
- Quais disciplinas mais caem em concursos de tribunais
- Principais dicas de estudo para concursos tribunais
Panorama dos concursos tribunais
Os concursos tribunais podem ser realizados pelos Tribunais de Justiça (TJs) estaduais e pelos órgãos do Poder Judiciário da União.
Entre os principais órgãos federais estão:
- Tribunal Regional do Trabalho (TRT);
- Tribunal Regional Federal (TRF);
- Tribunal Regional Eleitoral (TRE);
- Tribunal Superior do Trabalho (TST); e
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apesar da estrutura semelhante, cada tribunal possui competências diferentes. Os TJs atuam na Justiça estadual. Os TRTs concentram causas trabalhistas. Já os TREs lidam com questões eleitorais, enquanto os TRFs julgam matérias federais.
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Saiba como estudar para concursos tribunais
(Foto: Luiz Roberto/Secom TSE)
As oportunidades nos tribunais contemplam cargos de níveis médio e superior, além da carreira de magistratura.
Os postos mais comuns são os de técnico judiciário e analista judiciário, que oferecem oportunidades nas áreas:
- administrativa;
- judiciária;
- polícia judicial;
- tecnologia da informação;
- contabilidade;
- engenharia; e
- apoio especializado.
+ Leia mais:
- Concursos Tribunais: veja como funcionam a carreiras na prática
- Concursos Tribunais: veja como trabalhar no TJ, TRT, TRF e TRE
Como funcionam as provas de concursos de tribunais
Os concursos de tribunais costumam ter uma estrutura semelhante, com disciplinas que se repetem entre editais.
Geralmente, a prova objetiva é a etapa principal. Dependendo do cargo, também podem incluir:
- prova discursiva;
- redação;
- teste de aptidão física (TAF);
- análise de títulos; e
- curso de formação.
As provas geralmente apresentam alto nível de competitividade. Em tribunais federais, por exemplo, as notas de corte costumam ser elevadas, principalmente para cargos de técnico judiciário.
Como começar a estudar para tribunais
O período pré-edital costuma ser decisivo para quem deseja aprovação em concursos de tribunais.
Segundo a professora de Direito Penal do Qconcursos, Natália Cezario, um dos maiores erros do candidato é esperar a publicação do edital para começar a estudar.
"O segredo do pré-edital é a construção de uma base sólida. O maior erro do candidato é querer abraçar o mundo ou esperar o edital sair para começar a correr", afirma.
A orientação da professora é escolher primeiro uma área de foco, pois as disciplinas específicas mudam conforme o tribunal escolhido.
Depois disso, o ideal é utilizar o edital mais recente do órgão como referência para organizar os estudos.
No pré-edital, o candidato deve priorizar:
- construção da base teórica;
- leitura de lei seca;
- resolução de questões;
- revisões periódicas; e
- organização de cronograma.
A constância também faz diferença. Estudar todos os dias, mesmo por poucas horas, tende a gerar mais resultado do que estudar de forma intensa apenas perto da prova.
Quais disciplinas mais caem em concursos de tribunais?
A professora Natália Cezario destaca três disciplinas como base para quem deseja estudar para tribunais:
- Língua Portuguesa;
- Direito Constitucional;
- Direito Administrativo.
Segundo ela, Português possui peso elevado em praticamente todas as provas da área.
A professora também reforça a importância das disciplinas específicas conforme o foco escolhido.
"Se for, por exemplo, TRE, Direito Eleitoral é imprescindível", explica.
Língua Portuguesa
Português é uma das disciplinas mais importantes dos concursos de tribunais.
Os assuntos cobrados podem variar conforme a banca organizadora do concurso e o órgão, mas geralmente incluem:
- interpretação de texto;
- gramática;
- pontuação;
- coesão textual;
- reescrita de frases;
- concordância; e
- regência.
Segundo Natália Cezario, o candidato não deve negligenciar a matéria, já que ela possui peso elevado nas provas.
Direito Constitucional
Direito Constitucional aparece em praticamente todos os concursos de tribunais.
Os temas também variam conforme a banca e o órgão, mas frequentemente são abordados:
- direitos fundamentais;
- Administração Pública;
- organização dos poderes;
- Poder Judiciário; e
- controle de constitucionalidade.
A professora destaca que a disciplina funciona como base para outras matérias jurídicas.
"Compreender bem a matéria, sem duvidas, irá facilitar o aprendizado de todas as outras", afirma.
+ Veja também: Como estudar a Constituição para concursos
Direito Administrativo
Direito Administrativo também possui presença constante nas provas.
Os assuntos cobrados costumam ser:
- atos administrativos;
- poderes administrativos;
- agentes públicos;
- licitações;
- improbidade administrativa; e
- responsabilidade civil do Estado.
Assim como Constitucional, a disciplina costuma servir de base para o estudo de outras matérias do Direito Público.
Principais dicas de estudo para concursos de tribunais
A professora Natália Cezario reuniu três hábitos que podem melhorar o desempenho na preparação para tribunais.
Estude lei seca com frequência
Um dos erros mais comuns entre candidatos de concursos de tribunais é negligenciar a lei seca, ou seja, o texto literal das normas.
Segundo a professora, as bancas costumam cobrar a literalidade dos artigos, principalmente em disciplinas jurídicas.
"As bancas de tribunais adoram cobrar a literalidade dos artigos. Por isso, é fundamental ler a lei seca de forma esquematizada e atenta", orienta Natalia Cezario.
A recomendação é incluir a leitura da legislação desde o pré-edital, com marcações, grifos e revisões periódicas dos dispositivos mais importantes.
Faça questões diariamente
Outro erro recorrente é estudar apenas teoria e deixar a resolução de questões em segundo plano.
Resolver exercícios ajuda o candidato a entender o perfil da banca, identificar os temas mais cobrados e ganhar velocidade na resolução da prova.
Segundo Natália, o treino deve se tornar um hábito diário ao longo da preparação.
Além de resolver exercícios, é importante analisar os erros e revisar os conteúdos em que houver mais dificuldade.
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Reserve tempo para revisão
A falta de revisão também compromete o desempenho em concursos de tribunais.
Sem contato frequente com o conteúdo, o candidato tende a esquecer informações importantes ao longo da preparação.
A orientação da professora é separar momentos específicos da semana para revisar conteúdos e corrigir falhas identificadas nas questões.
As revisões periódicas ajudam na fixação da matéria e aumentam a retenção dos conteúdos cobrados nas provas.








