O concurso PF segue cercado de expectativa, principalmente diante do elevado déficit de pessoal na corporação. Dados oficiais revelam que, atualmente, a Polícia Federal conta com 2.508 cargos vagos na área Policial.
O número consta em documento encaminhado ao governo e evidencia o tamanho da necessidade de recomposição do efetivo.
A tendência, segundo a própria corporação, é de crescimento contínuo dessas vacâncias, impulsionadas principalmente por aposentadorias e saídas para outros cargos públicos.
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Veja a distribuição dos cargos vagos na PF
O levantamento mais recente detalha como o déficit está distribuído entre as carreiras policiais da instituição. Veja a seguir:
- agente de Polícia Federal: 1.522 cargos vagos;
- delegado de Polícia Federal: 360 cargos vagos;
- escrivão de Polícia Federal: 478 cargos vagos;
- papiloscopista Policial Federal: 41 cargos vagos; e
- perito criminal federal: 107 cargos vagos.
O documento mostra que o cargo de agente concentra a maior parte das vacâncias, o que já era esperado, por se tratar da carreira com maior quantitativo de servidores.
Além disso, o déficit atual já supera, com folga, o cenário considerado no planejamento inicial do concurso.
Em 2024, a seleção foi estruturada para suprir 1.810 vagas, número que hoje está defasado diante do avanço das saídas.

Após concurso, PF quer preencher 2.508 cargos que estão vagos na área Policial
(Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Concurso PF pode superar 2.500 nomeações
Diante desse cenário, o Governo Federal já sinalizou a ampliação das convocações no concurso PF em andamento.
A previsão é de que sejam chamadas:
- 1.000 aprovados nas vagas imediatas;
- 1.000 excedentes ainda em 2026; e
- 508 excedentes adicionais em 2027.
Com isso, o concurso deverá ultrapassar 2.500 nomeações ao todo.
A estimativa foi confirmada pela ministra da Gestão, Esther Dweck, ao comentar o planejamento de convocações:
“Então a gente deve chamar mais mil imediatamente, talvez mais 500 ainda este ano. Então serão 2.500 pessoas para a Polícia Federal neste mandato”, afirmou.
O próprio Ministério da Gestão e Inovação (MGI) já indicou que o provimento será feito de forma escalonada, respeitando os limites orçamentários, com mil vagas em 2026 e outras 508 em 2027.
Déficit na PF deve persistir mesmo com novas convocações
Apesar da expectativa de preenchimento das vagas atuais, a tendência é que o déficit continue ao longo dos próximos anos.
Isso porque, até 2027 — quando devem ser convocados os 508 excedentes restantes —, a Polícia Federal seguirá registrando novas saídas, principalmente por aposentadorias.
O próprio documento enviado pela corporação destaca que o número de vacâncias já cresceu rapidamente nos últimos anos e continua aumentando de forma constante.
Diante desse cenário, a necessidade de concursos regulares ganha força como estratégia para manter o efetivo adequado.
Diretor da PF defende aumento do efetivo
A recomposição do quadro vai além das vagas atuais. Internamente, a avaliação é de que o número de servidores ainda está muito abaixo do ideal.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, já afirmou que o objetivo da corporação é ampliar significativamente o efetivo.
Segundo ele, hoje a PF conta com cerca de 15 mil servidores, mas o ideal seria o dobro:
“Nosso quadro ainda é reduzido. Hoje somos menos de 13 mil policiais e contamos também com cerca de 2 mil servidores administrativos. Estamos realizando um estudo técnico para definir o cenário ideal de pessoal”, destacou.
A fala reforça que, mesmo com a convocação de todos os aprovados do concurso atual, a necessidade de novas seleções continuará no médio e longo prazo.





















