PF mira esquema de fraude em concursos e cumpre prisões

Nova operação da Polícia Federal mira grupo suspeito de fraudar concursos públicos em três estados. Confira!

Política e Concursos
Autor:Mateus Carvalho
Publicado em:17/03/2026 às 16:27
Atualizado em:17/03/2026 às 16:35

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira, dia 17, uma nova operação voltada ao combate de irregularidades em concursos públicos.


A ação, denominada Concorrência Simulada, teve como foco um grupo suspeito de atuar na manipulação de resultados e em práticas ilegais relacionadas aos concursos públicos.


As diligências ocorreram nos estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas, onde foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva contra investigados.


De acordo com a PF, o grupo investigado é suspeito de integrar uma organização criminosa estruturada, com atuação em diferentes concursos públicos pelo país.


As apurações indicam que as fraudes teriam atingido seleções de grande relevância, incluindo concursos de tribunais, universidades e policiais.


Os suspeitos poderão responder por crimes como fraude em concurso público, concussão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


Segundo a Polícia Federal, a operação busca reunir novas provas, aprofundar as investigações em andamento e preservar a regularidade dos concursos, garantindo condições justas aos candidatos.


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PF realiza nova operação contra fraude em concursos públicos

(Foto: Agência Brasil)

PF já investigou fraudes no CNU, com esquema milionário

A nova operação ocorre em um contexto recente de reforço no combate a fraudes em concursos públicos. Em outubro de 2025, a Polícia Federal já havia deflagrado uma ação que revelou um esquema criminoso envolvendo o Concurso Público Nacional Unificado (CNU) de 2024.


Na ocasião, as investigações apontaram a atuação de um grupo familiar sediado na Paraíba, responsável por organizar um esquema sofisticado de fraude.


Segundo a PF, os envolvidos chegavam a cobrar até R$500 mil por vaga, oferecendo aos candidatos um "pacote" para aprovação em concursos públicos.


Entre os métodos identificados estavam:

  • uso de pontos eletrônicos para transmissão de respostas;
  • atuação de dublês, que realizavam provas no lugar de candidatos; e
  • a cooptação de fiscais, com pagamento de propina.

A operação resultou na identificação e responsabilização dos envolvidos, além da eliminação de candidatos beneficiados pelo esquema.


O caso ganhou repercussão nacional e acendeu um alerta sobre a atuação de organizações criminosas em concursos públicos de grande porte.


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Concurso PF pode convocar todos os excedentes

O atual concurso da Polícia Federal avança com a possibilidade de convocação ampliada de aprovados.


Segundo o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, há um cenário positivo dentro da corporação para o aproveitamento de todos os excedentes.


A própria PF já formalizou um pedido para a nomeação de 1.456 candidatos além das vagas imediatas, por meio de uma minuta de decreto encaminhada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.


Caso seja autorizado, o provimento permitirá ampliar significativamente o efetivo da corporação, que enfrenta déficit de pessoal e demanda crescente por atuação em investigações em todo o país.


Além disso, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, já indicou a intenção de formar até 2 mil novos policiais, com turmas previstas ao longo de 2026.


A convocação dos excedentes, no entanto, ainda depende de aval do Governo Federal, por meio de decreto presidencial.

Garanta antes que acabe!

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