Ser aprovado em concursos públicos exige mais do que domínio de conteúdo. A aprovação depende de constância, disciplina e capacidade de seguir mesmo diante de contratempos. A trajetória de Thiago Corrêa, aprovado no concurso TRF2, mostra como esses fatores são decisivos.
A jornada começou ainda na faculdade de Direito, quando ele já estudava para concursos, mesmo sem um método definido. Desde o início, o objetivo era conquistar estabilidade no serviço público.
Em 2014, Thiago chegou a ser aprovado no concurso PRF, mas não conseguiu assumir o cargo por uma questão documental. O episódio abalou sua confiança e interrompeu temporariamente sua rotina de estudos.
"Minha história no mundo dos concursos começou com uma grande decepção: fui aprovado na PRF em 2014, mas alegaram que deixei de apresentar dois laudos médicos", contou.
Após um período afastado, ele retomou os estudos em 2017 e iniciou uma nova fase na preparação para concursos públicos.
Retomada nos estudos e primeiras aprovações
Com apoio da família, Thiago voltou a estudar com mais consistência. Um passo importante nesse processo foi retomar a escrita sobre temas jurídicos, o que ajudou a reorganizar o raciocínio e recuperar o ritmo de estudo.
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A partir desse momento, os resultados começaram a aparecer.
“Em 2017 comecei a colecionar aprovações e nomeações”, disse.
Nos anos seguintes, ele foi aprovado em diferentes concursos, até alcançar a nomeação em 2019 como técnico judiciário no TRF2, seu primeiro cargo público.
A conquista trouxe estabilidade e marcou o início de uma nova etapa na carreira.
Como foi a preparação para o TRF2
Com mais experiência, Thiago percebeu que precisava adaptar a forma de estudar. A preparação passou a ser baseada em uma rotina possível, alinhada à sua realidade.
"Você precisa aprender a montar uma agenda que seja a realidade para você", afirmou.
Em vez de seguir cronogramas prontos, ele organizou os estudos, conciliando trabalho e vida pessoal.

O aprovado conta que a prática com questões foi decisiva. Thiago utilizou o Qconcursos para direcionar os estudos e focar no que realmente é cobrado nas provas.
A melhor forma de saber se o estudo está bom ou ruim é fazer questões para saber se você está acertando ou não", disse.
Com isso, conseguiu identificar padrões das bancas e priorizar os conteúdos mais recorrentes, o que trouxe mais eficiência para a rotina.
O que levou à aprovação no TRF2
Ao longo da trajetória, Thiago entendeu que a aprovação em concursos públicos está diretamente ligada à constância.
“Concurso público é prova de resistência, não é corrida de curta distância. É uma maratona. O que significa que você não pode parar", disse.
Para ser aprovado, ele apostou em lei seca, estudo de jurisprudência e prática diária de questões.
Em 2024, ele intensificou a preparação para concursos da Justiça Federal e alcançou resultados expressivos.
Foi aprovado em 24º lugar no TRF1, em Brasília, e o 17º lugar no TRF2, no Rio de Janeiro, onde atua hoje como analista judiciário.
O que muda após a aprovação em concurso público
Para Thiago, a aprovação trouxe mudanças significativa, destacando dois impactos principais: salário e tempo.
"A remuneração foi o que mais impactou na minha vida. Mas tem uma segunda coisa, que é tão importante quanto: o tempo [...] Você tem mais tempo para dedicar à sua família, aos estudos, a outros concursos", disse.
Ao analisar a própria trajetória, Thiago reforça que não existem atalhos para quem busca aprovação em concursos.
“Monte uma agenda, seja constante, não pare. Faça questões e verifique se está progredindo", orientou.
Ele também destaca que reprovações fazem parte do processo e não devem ser vistas como definitivas.
“Resultados negativos nunca representam resultados definitivos”, afirmou.
Para quem pensa em desistir, o recado é direto:
“Estuda, que a vida muda”, concluiu.
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