O resultado preliminar da prova de títulos da segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU 2025) foi divulgado nesta quinta-feira, 8 de janeiro.
As pontuações foram disponibilizadas pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora.
Os candidatos poderão entrar com recurso contra o resultado no período de 9 a 12 de janeiro, por meio do site da FGV.
Os recursos serão analisados e as pontuações finais da prova de título serão publicadas no dia 18 de fevereiro.
A avaliação de títulos do Concurso Unificado é uma etapa específica para cargos e especialidades com previsão em edital. Somente os classificados na prova objetiva foram convocados.

Segunda edição do CNU divulga resultado da prova de títulos
(Foto: Divulgação)
A etapa de títulos tem caráter apenas classificatório. Nela, os concorrentes podem ganhar pontos adicionais ao comprovarem especializações acadêmicas.
A nota máxima na prova de títulos será de dois pontos para cargos de nível médio e de cinco pontos para os de nível superior, mesmo que a soma dos títulos apresentados ultrapasse esses valores.
Não foram computados como título os diplomas, certificados ou declarações de conclusão do curso exigido como requisito básico para o cargo.
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Resultados da prova discursiva do CNU 2025 saem no dia 23
De acordo com o cronograma do CNU 2025, os resultados preliminares da prova discursiva serão divulgados no dia 23 de janeiro, pelo site da FGV, com a nota e o espelho de correção.
Os participantes poderão entrar com recurso contra as notas nos dias 26 e 27 de janeiro, pelo portal da banca organizadora.
O resultado definitivo da discursiva está previsto para ser divulgado em 18 de fevereiro.
A prova discursiva, segunda etapa do Concurso Unificado, foi aplicada no dia 7 de dezembro de 2025, em cidades espalhadas por todo o país.
Dos 42 mil convocados para etapa discursiva, 8.500 não compareceram, o que representou uma taxa de abstenção de 20%.
O Distrito Federal foi o local com a menor taxa de faltosos em todo o país, somente 15%. Os Estados do Piauí e Rio Grande do Sul aparecem em seguida, com 17%.
Por outro lado, o estado do Acre foi o que teve o maior número de candidatos que não compareceram às provas, com taxa de abstenção de 27%. Depois, aparecem Amazonas, Espírito Santo, Rondônia e Santa Catarina com 26%.
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Nesta segunda edição, as provas discursivas foram realizadas de forma separada da objetiva. Apenas os aprovados e classificados na primeira etapa foram convocados para as discursivas.
Para os cargos de nível médio, os candidatos tiveram que elaborar uma redação dissertativo-argumentativa, no valor total de 30 pontos.
Já para cargos de nível superior, a prova discursiva consistiu em duas questões, valendo 22,5 pontos cada, totalizando 45 pontos. Os textos tiveram que ter até 30 linhas.
Veja os temas abordados por bloco temático do CNU:
- Bloco 1: democratização e participação social nas políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), além de desastres climáticos e proteção social;
- Bloco 2: conectividade de internet no Brasil, inclusão digital em grupos vulneráveis e democratização da gestão e acesso à Cultura no Brasil;
- Bloco 3: Inteligência Artificial, Estratégia Federal de Governo Digital e soberania digital;
- Bloco 4: acessibilidade predial, integração projetual entre Engenharias e Arquitetura e saneamento básico;
- Bloco 5: emendas parlamentares e as Organizações da Sociedade Civil (OSC) e comunicação digital do Governo Federal;
- Bloco 6: mercado de trabalho e agropecuária;
- Bloco 7: Direito Internacional em situações de Guerra e Política Nacional de Segurança Pública;
- Bloco 8: ocupação irregular das grandes cidades, provocada por movimentos migratórios, e os problemas de saúde agravados por esse fenômeno;
- Bloco 9: mobilidade urbana.
Os professores do Qconcursos comentaram sobre as provas discursivas do CNU logo após a aplicação. Confira no vídeo abaixo:
A segunda edição do Concurso Nacional Unificado disponibiliza 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais de até R$18,7 mil.
A primeira fase do concurso, a prova objetiva, foi aplicada no dia 5 de outubro em 288 cidades brasileiras.
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Novo CNU não deve ser aberto em 2026, diz ministra Esther Dweck
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, reforçou que o Governo Federal não pretende realizar um novo Concurso Unificado em 2026, por ser um ano eleitoral.
A declaração foi concedida no dia 16 de dezembro de 2025, em entrevista ao programa "Bom dia, ministra", do Canal GOV.
Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva for reeleito, Esther pontuou que a terceira edição do CNU deverá ocorrer em 2027, com ampla participação dos órgãos.
“A minha expectativa e continuando um Governo que de fato se preocupa em fazer essa renovação e manter os quadros atualizados e no quantitativo suficiente, a gente de fato vai ter um CNU 3 com novas vagas para alguns desses órgãos que você mencionou [IBGE, Ministério da Saúde, Cultura] e outros órgãos também“, respondeu Esther ao ser questionada por um jornalista sobre vagas insuficientes nas áreas da Cultura, Saúde e pesquisa.
Com novas eleições presidenciais e a indefinição de quem estará à frente do Governo Federal, o Ministério da Gestão e da Inovação decidiu transferir os conhecimentos e técnicas do CNU para a Escola Nacional de Administração Pública (Enap).
A ideia é que o Concurso Unificado seja uma política pública de Estado e que a Enap tenha expertise para realizar a seleção, independentemente do governo.
O CNU propõe uma nova maneira de selecionar servidores para o Poder Executivo Federal. Com aplicação de provas em mais de 200 cidades brasileiras, há chance de concorrer a diversos órgãos e cargos pagando apenas uma única taxa de inscrição.



















