Concurso Penal Federal tem menos de um mês para expirar; entenda!

Em maio, o atual concurso Penal Federal encerrará o prazo de validade e não poderá mais ser prorrogado. Veja o que falta para um novo edital!

Concursos Policiais
Autor:Mateus Carvalho
Publicado em:29/04/2026 às 11:40
Atualizado em:29/04/2026 às 12:00

O prazo de validade do concurso Penal Federal está na reta final e vai expirar em menos de um mês, o que aumenta a pressão por um novo edital para a carreira.


Após a prorrogação, a seleção segue válida somente até o dia 26 de maio de 2026, sem possibilidade de nova extensão. Com isso, cresce a expectativa pela abertura de um novo concurso público para a Polícia Penal Federal.


O atual concurso, realizado em 2020, teve sua validade prorrogada por mais dois anos. Com o fim desse prazo, o Governo Federal não poderá mais realizar nomeações a partir do edital atual, sendo necessária a publicação de um novo.


A proximidade do encerramento da validade reforça o alerta entre os candidatos e evidencia a necessidade de reposição de pessoal no sistema penitenciário federal.


Apesar do prazo curto, ainda há possibilidade de novas convocações até o término da validade.


Recentemente, o Governo Federal autorizou a nomeação de 90 excedentes, sendo:

  • 80 policiais penais federais; e
  • 10 especialistas em assistência à execução penal.

A medida busca reforçar o efetivo, mas ainda é considerada insuficiente diante da demanda do sistema. Estima-se que mais de 600 aprovados ainda aguardem convocação.


Após o fim da validade, no entanto, novas nomeações só poderão ocorrer a partir de um novo edital.

Validade do concurso Penal Federal será encerrada e novo edital segue no radar

(Foto: Divisão de Comunicação Social da SENAPPEN)

Novo concurso Penal Federal depende da criação de vagas

A realização de um novo concurso Penal Federal já é tratada como necessária, mas depende de um fator essencial: a criação de novos cargos.


A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) encaminhou ao Ministério da Gestão e Inovação (MGI) um pedido para a criação de 978 vagas, distribuídas entre diferentes carreiras.


A maior parte das oportunidades é para policial penal federal, com previsão de:

  • 571 vagas para unidades penitenciárias federais;
  • 100 vagas para a Força Penal Nacional;
  • 75 vagas para a Escola Nacional de Serviços Penais.

O pedido ainda está em análise e pode envolver etapas como avaliação orçamentária e tramitação legislativa, antes de viabilizar um novo edital.

Déficit de servidores reforça vagas e novo concurso

Estudos técnicos da própria Senappen apontam que o quadro atual de servidores é insuficiente para atender às demandas do sistema penitenciário federal.


O levantamento considera fatores como:

  • necessidade de recomposição do efetivo;
  • previsão de aposentadorias;
  • expansão de programas estratégicos;
  • fortalecimento da Força Penal Nacional.

O próprio secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, já confirmou o envio de pedido para um novo concurso, destacando que a ampliação do quadro depende da criação de vagas e autorização do governo.

"A instrução processual foi protocolada em maio de 2025 e, até a presente data, encontra-se em análise no âmbito daquela Pasta ministerial, responsável, como órgão central do SIPEC, pela avaliação técnica e normativa acerca da criação e do provimento de cargos no âmbito da Administração Pública Federal. Ressalta-se, ainda, que a criação de cargos efetivos envolve etapas que compreendem, entre outras, a análise técnica do MGI, a emissão de pareceres das áreas econômicas competentes e o eventual encaminhamento de proposta legislativa ao Congresso Nacional", explicou o secretário André Garcia por meio do ofício.

► Saiba tudo sobre a carreira de policla penal federal: requisitos, salários, etapas e mais!

Veja como foi o último concurso Penal Federal

O último concurso do então Departamento Penitenciário Nacional (Depen), atualmente Secretaria Nacional de Políticas Penais, ofertou 309 vagas imediatas.


Do total, 294 foram destinadas à antiga carreira de agente federal de execução penal — cargo que agora corresponde ao de policial penal federal — e 15 para o cargo de especialista federal em assistência à execução penal.


A carreira de policial penal federal passou por reestruturação recentemente, substituindo formalmente a antiga função de agente. Com isso, o nível superior passou a ser exigido como requisito para os próximos concursos.


A exigência da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), categoria “B” ou superior, continua válida.

Etapas do concurso Penal Federal

A seleção foi composta pelas seguintes fases:

  • prova objetiva;
  • prova discursiva;
  • Teste de Aptidão Física (TAF);
  • avaliação médica;
  • avaliação psicológica; e
  • investigação social.

Todas as etapas foram realizadas nas 26 capitais do país, além dos municípios de Catanduvas PR e Mossoró RN, onde há penitenciárias federais.


Para os agentes, foram cobrados:

  • 30 itens de Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Ética no Serviço Público, Raciocínio Lógico, Informática);
  • 50 de Conhecimentos Específicos (Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Administrativo, Noções de Direito Penal, Noções de Direito Processual Penal, Noções de Humanos e Participação Social, Legislação Especial); e
  • 40 de Conhecimentos Complementares (Execução Penal e Departamento Penitenciário Nacional). 

Já para especialistas, os exames contaram com:

  • 40 questões de Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Ética no Serviço Público, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Administrativo, Noções de Direitos Humanos e Participação Social);
  • 50 de Conhecimentos Específicos (variáveis em cada especialidade); e
  • 30 de Conhecimentos Complementares (Execução Penal e Departamento Penitenciário Nacional).

prova discursiva, por sua vez, foi um texto dissertativo de até 30 linhas sobre Atualidades.


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