Diante das Eleições 2026, os concursos Sudeste estão entre os temas de interesse dos servidores e concurseiros. O primeiro turno, no dia 4 de outubro, já definiu os governadores de Minas Gerais e São Paulo, enquanto dois estados ainda terão uma segunda votação.
No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro. No Espírito Santo, a decisão ficará entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB).
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi eleito no primeiro turno, assim como Cleitinho Azevedo (Republicanos) em Minas Gerais.
Diante desse cenário, o Qconcursos Folha Dirigida levantou as propostas para concursos públicos e servidores apresentadas exclusivamente nos planos de governo dos candidatos. Não foram incluídas declarações feitas em entrevistas, discursos, debates ou redes sociais.
Confira a seguir o resumo das propostas por estado da Região Sudeste, em ordem alfabética:
Concursos Espírito Santo
Lorenzo Pazolini (Republicanos)
O plano de governo de Lorenzo Pazolini prevê modernizar a Gestão de Pessoas no Espírito Santo, com valorização dos servidores e reconhecimento do desempenho no serviço público.
Na Educação, o candidato propõe tornar a carreira docente mais atrativa, com melhorias na remuneração, condições de trabalho, carreira e formação continuada.
Para a Segurança Pública, Pazolini promete valorizar os profissionais, priorizar a atuação policial nas atividades finalísticas e criar um programa de saúde mental para os servidores.
O plano não prevê explicitamente novos concursos públicos ou convocação de aprovados. Na Gestão, a proposta é simplificar estruturas e aumentar a eficiência administrativa.
Ricardo Ferraço (MDB)
O plano de Ricardo Ferraço prevê a valorização dos servidores, formação contínua e gestão baseada em competências.
O candidato a governador do Espírito Santo propõe aprimorar remunerações e benefícios, com mecanismos ligados a desempenho e produtividade. Além de ampliar políticas de Saúde, Segurança e qualidade de vida no trabalho.
Na Segurança Pública, Ferraço promete manter o ingresso regular de novos profissionais para recompor os quadros e ampliar o efetivo das forças de segurança.
O plano não estabelece novos concursos públicos de forma geral, mas cita os concursos realizados entre 2019 e 2026. Para 2027 a 2030, prevê planejamento da força de trabalho para orientar decisões sobre pessoal.
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Concursos Minas Gerais
Cleitinho Azevedo (Republicanos)
O plano de Cleitinho, eleito para governador de Minas Gerais, prevê preservar as carreiras dos servidores públicos, ampliar a capacitação e manter diálogo permanente com o funcionalismo.
Na Segurança Pública, ele propõe concursos públicos periódicos, recomposição dos efetivos e recomposição salarial contínua dos profissionais da área.
Na Educação, Cleitinho também promete concursos públicos regulares para professores, além de um plano de valorização docente e ações de atenção à saúde mental dos educadores.

Na Gestão, a proposta de Cleitinho Azevedo inclui reduzir cargos comissionados sem função técnica e cortar despesas administrativas, preservando os serviços essenciais e as carreiras dos servidores.
Concursos Rio de Janeiro
A eleição para governador do Rio de Janeiro ainda está em aberto. É possível que o resultado seja definido já no primeiro turno, após o ex-governador e candidato Anthony Garotinho (Republicanos) desistir, na segunda-feira, dia 5, do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por indeferir sua candidatura.
Com a saída de Garotinho da disputa, seus 3,17% dos votos ficam inválidos. Ruas, que recebeu 49,27%, pode ultrapassar os 50% dos votos válidos e ser proclamado vencedor ainda no primeiro turno. Paes somou 42,76%.
Por enquanto, a informação é que o segundo turno ocorrerá entre os candidatos Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD). A mudança nesse cenário depende da decisão final pela Justiça Eleitoral.
Veja as propostas dos candidatos ao governo do Rio de Janeiro a seguir.
Douglas Ruas (PL)
O plano de Douglas Ruas, por sua vez, prevê novos concursos para as Forças de Segurança e a convocação de aprovados, com o objetivo de ampliar o efetivo policial no Rio de Janeiro.
Na Segurança Pública, o candidato também propõe revisar a carreira dos policiais, criar bonificações por resultados e ampliar políticas de saúde física e mental.
Na Saúde, Ruas promete realizar concursos direcionados para atrair e fixar médicos especialistas no interior do estado.
Na Educação, a proposta inclui capacitação e bonificação de professores por resultados. O plano também prevê facilitar o financiamento da casa própria para servidores estaduais.
Eduardo Paes (PSD)
O plano de Eduardo Paes para o Rio de Janeiro não prevê explicitamente a realização de novos concursos públicos, nem apresenta propostas gerais sobre salários ou carreiras dos servidores.
Mas, na área de Segurança Pública, o candidato promete aumentar o efetivo destinado ao policiamento ostensivo e investir no treinamento dos policiais.
Paes também propõe retirar indicações políticas da escolha de comandantes da Polícia Militar e delegados da Polícia Civil, adotando critérios estritamente técnicos.
Na Saúde, o plano prevê contratar mais médicos e especialistas para hospitais e UPAs estaduais, mas não detalha se as admissões ocorrerão por concursos públicos.
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Concursos São Paulo
Tarcísio de Freitas (Republicanos)
O plano de Tarcísio de Freitas, reeleito para governador de São Paulo, não prevê explicitamente novos concursos públicos em São Paulo, mas cita novas contratações para ampliar as forças de segurança.
Na Segurança Pública, o candidato propõe continuar a recomposição dos efetivos, inclusive da Polícia Penal, além de investir em capacitação, treinamento e incentivos aos profissionais.
Na Educação, Tarcísio promete ampliar a formação continuada e criar caminhos de desenvolvimento para professores que desejem atuar em sala, liderança ou funções especializadas.
Para o funcionalismo em geral, o plano prevê reunir cerca de 22 mil servidores no novo Centro Administrativo, com estruturas compartilhadas e gestão pública mais integrada.







