Eleições 2026 e concursos: veja o que dizem os presidenciáveis

Qconcursos Folha Dirigida analisa planos de governo dos presidenciáveis nas Eleições 2026 e as propostas para concursos e o serviço público. Veja!

Política e Concursos
Publicado em:04/09/2026 às 15:14
Atualizado em:04/09/2026 às 15:14

As Eleições 2026 colocam em disputa diferentes propostas para à presidência da República. O que inclui medidas que podem impactar servidores e concursos públicos.


Para quem se prepara para ingressar no funcionalismo, as diretrizes para Gestão de Pessoas, estrutura dos órgãos e valorização dos servidores estão entre os pontos de atenção.


O Qconcursos Folha Dirigida reuniu o que os planos de governo dos seis melhores colocados nas pesquisas (dados coletados em 4 de setembro) propõem sobre essas áreas. São eles e nessa ordem: Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.


O levantamento considera unicamente as propostas apresentadas nos planos de governo dos candidatos, sem incluir declarações feitas em entrevistas, discursos, debates ou redes sociais.


Temas como Reforma Administrativa, combate a supersalários e penduricalhos do serviço público estão entre os temas mais citados.


A lista a seguir foi organizada pela ordem alfabética dos presidenciáveis:

Augusto Cury (Avante)

O plano de governo de Augusto Cury para 2027 defende uma ampla Reforma Administrativa, com simplificação de estruturas, modernização das carreiras públicas e valorização dos servidores considerados competentes.


A proposta prevê mecanismos permanentes de avaliação de desempenho no funcionalismo. O documento afirma que a reforma deverá preservar direitos, mas não detalha eventuais mudanças na estabilidade ou na remuneração geral dos servidores.


Na Gestão Pública, cada ministério deverá ter metas anuais, mensuráveis e públicas, com prestação periódica de contas. O plano defende ainda uma administração baseada em planejamento, indicadores e princípios de gestão empresarial.


Outro eixo é o uso de inteligência artificial (IA) para identificar fraudes, desperdícios, sobrepreços, pagamentos irregulares e ineficiências administrativas, além da automação e integração dos órgãos públicos.


Cury também propõe programas permanentes de ética, integridade e compliance no setor público, além de investimentos em tecnologia e capacitação dos órgãos responsáveis pelo controle da administração.


O plano não apresenta previsão de vagas ou cronograma para concursos públicos. Também não estabelece reajuste salarial geral, embora preveja melhores salários, plano nacional de carreira e bônus por desempenho para profissionais ligados ao projeto de Segurança Pública proposto pelo candidato.


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Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio Bolsonaro aposta no enxugamento da máquina pública. O plano de governo prevê reduzir cargos comissionados e despesas administrativas, além de cortar, pelo menos, dez ministérios.


O texto promete dar continuidade a uma Reforma Administrativa voltada à modernização do Estado e da carreira dos servidores, mas não detalha mudanças em salários, estabilidade ou progressão funcional.


Outra proposta é combater os chamados penduricalhos e supersalários no serviço público, como parte da estratégia para reduzir despesas e aumentar a eficiência da administração federal.

Urnas eletrônicas
Primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro (Foto: TSE)


Para estatais e cargos de direção, o plano defende recrutamento com regras de mercado e busca ativa por profissionais qualificados. Nas agências reguladoras, a proposta é reforçar critérios técnicos e avaliações periódicas dos dirigentes.


O plano de governo também critica a participação de sindicatos de servidores na formulação de políticas públicas e defende maior espaço para associações consideradas mais representativas pelo plano.


Não há, no documento, previsão de número de vagas, cronograma de concursos públicos ou reajuste salarial para os servidores federais.

Lula (PT)

O plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para 2027 prevê aprofundar a política de valorização dos servidores federais. A Mesa Nacional de Negociação Permanente continuará como instrumento de diálogo com o funcionalismo.


Na Gestão Pública, a proposta é ampliar o compartilhamento de estruturas de gestão de pessoas, orçamento e contratações entre ministérios e órgãos federais, com o objetivo de racionalizar recursos e melhorar a qualidade do gasto.


O plano afirma que houve "a maior reestruturação na Gestão de Pessoas do Governo Federal em um único mandato nas últimas três décadas", sem detalhar números ou medidas concretas para o próximo mandato.


Em relação aos concursos públicos, Lula propõe manter e aprimorar a política de cotas no serviço público, além de incentivar maior participação da população negra no funcionalismo e nos postos superiores da gestão governamental.


Outro compromisso é regulamentar o direito à negociação coletiva dos servidores públicos e atualizar o sistema sindical das relações de trabalho no setor público.


O documento não apresenta número de vagas ou cronograma de novos concursos federais, nem detalha percentuais de reajuste salarial ou mudanças nas regras de estabilidade dos servidores.


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Renan Santos (Missão)

O plano de governo de Renan Santos para 2027 prevê uma Reforma Administrativa e do funcionalismo público, inserida em uma agenda de ajuste fiscal e redução dos gastos do Estado.


Entre as medidas está o fim dos supersalários no serviço público. A proposta deve integrar uma PEC de Transição que o partido pretende encaminhar antes mesmo do início do governo.


Na Gestão Pública, o plano propõe criar um Comissariado Federal para fiscalizar recursos federais e um sistema nacional de metas para avaliar resultados, integridade e eficiência fiscal das administrações municipais.


O projeto também prevê consequências para gestores que não cumprirem metas, incluindo tutela gerencial dos municípios e possibilidade de inelegibilidade e cassação por improbidade gerencial.


Na Segurança Pública, o plano de governo afirma que pretende modificar as regras de ingresso na carreira policial, embora o resumo do plano não detalhe como essas mudanças serão aplicadas.


O texto não apresenta previsão de número de vagas ou cronograma de concursos federais, nem detalha mudanças gerais em salários, estabilidade ou progressão nas carreiras dos servidores.

Ronaldo Caiado (PSD)

O plano de governo de Ronaldo Caiado aposta em uma administração pública mais profissional, com metas, avaliação de desempenho e escolha de dirigentes por critérios técnicos.


A proposta prevê selecionar dirigentes de estatais, agências e órgãos estratégicos com base em integridade, experiência e capacidade de gestão, além de adotar contratos de gestão e avaliações periódicas.


Na área Fiscal, Caiado defende o combate aos supersalários e às exceções ao teto constitucional. O plano também condiciona novas despesas de pessoal à estimativa de impacto, compensação permanente e compatibilidade com as contas públicas.


Para concursos públicos, o documento prevê aprimorar políticas de inclusão nas seleções e na formação para o serviço público, respeitando decisões judiciais e critérios de mérito.


Na Saúde, o plano propõe mapear a necessidade de profissionais do SUS, ampliar formação e residência em regiões com carência de pessoal e criar incentivos para fixação de trabalhadores. Na Educação, Caiado defende carreiras docentes mais atrativas, formação continuada e mentoria para professores iniciantes.


O plano de governo não apresenta previsão de vagas, calendário de concursos federais, reajuste geral de salários ou mudanças nas regras de estabilidade dos servidores.

Romeu Zema (Novo)

O plano de governo de Romeu Zema propõe uma ampla Reforma Administrativa, com mudanças na seleção, avaliação e organização do serviço público. A proposta também prevê reduzir o tamanho da máquina pública.


Nos concursos públicos, o texto defende a modernização dos processos seletivos. Além da avaliação de conhecimentos, os exames poderiam incluir testes de competências e habilidades, com cursos de formação quando necessário.


Para os servidores, o plano propõe uma nova política de avaliação de desempenho, com mecanismos como avaliação 360 graus e “curva forçada”. Os resultados poderiam influenciar progressões, bônus, autonomia e até a permanência no cargo, após medidas de desenvolvimento.


Zema também defende a reorganização das carreiras públicas, com unificação de estruturas, extinção de cargos considerados obsoletos e adoção de tabelas salariais transparentes. O plano prevê ainda maior mobilidade dos servidores entre órgãos e progressão baseada no desempenho.


Outra proposta é flexibilizar os vínculos no serviço público. O plano cita contratos por tempo determinado para projetos específicos e vínculos por tempo indeterminado sem estabilidade ampla, além da definição das carreiras consideradas típicas de Estado.


O documento ainda prevê uma máquina pública menor, com redução de cargos, ministérios, secretarias e órgãos. Também defende o corte de cargos comissionados, a revisão de autarquias e fundações e medidas contra supersalários e benefícios considerados excessivos.

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