O Governo Federal pretende realizar uma nova edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) em 2027. Mas você sabe o que é uma seleção unificada?
Conhecido como Enem dos Concursos, o CNU reúne oportunidades de diferentes órgãos do Poder Executivo Federal em um único processo seletivo.
O modelo é organizado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), com cargos distribuídos por áreas de atuação, chamadas de blocos temáticos, e provas aplicadas em várias cidades brasileiras.
A iniciativa teve duas edições, em 2024 e 2025, e busca democratizar o acesso ao serviço público, reduzir custos e padronizar os procedimentos de seleção.
Enquanto o governo avalia uma nova edição, entenda como funciona o CNU, quais são suas etapas e o que já se sabe sobre a possível seleção de 2027.
O que é o Concurso Nacional Unificado?
O Concurso Nacional Unificado é um modelo de seleção que reúne vagas autorizadas de diferentes órgãos e entidades do Poder Executivo Federal. A proposta foi anunciada em 2023, e a primeira edição ocorreu no ano seguinte.
Em vez de cada instituição organizar seu próprio concurso, o governo centraliza etapas da seleção. Dessa forma, uma única inscrição pode permitir que o candidato concorra a diferentes cargos de uma mesma área temática, conforme as regras do edital.
As provas também são aplicadas em diversas regiões do país. O formato busca ampliar a participação de candidatos que vivem fora das capitais e facilitar o acesso às carreiras federais.
Quais são os objetivos do CNU?
O modelo foi criado para ampliar o acesso aos concursos públicos e organizar a seleção de servidores federais. Entre os objetivos estabelecidos estão:
- Democratizar o acesso aos concursos públicos;
- Reduzir os custos com a realização de vários certames;
- Padronizar os procedimentos de aplicação das provas;
- Ampliar a diversidade regional e social no funcionalismo federal;
- Aprimorar os métodos de seleção dos servidores;
- Respeitar o princípio da impessoalidade em todas as etapas;
- Otimizar a contratação de novos servidores públicos.
O decreto que oficializou o modelo foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 28 de setembro de 2023. A norma estabeleceu as bases para a realização dos concursos unificados.
A proposta também prevê selecionar candidatos de acordo com as qualificações necessárias ao desempenho das atividades no serviço público.
O próximo passo da sua preparação começa com uma decisão. Confira as condições da Black do QC nos planos Básico, Avançado e Elite!

Como funciona o Concurso Nacional Unificado?
No CNU, os órgãos participantes reúnem suas vagas em um processo seletivo. Os cargos são distribuídos por blocos temáticos, conforme as áreas de atuação e as características das carreiras.
Durante a inscrição, o candidato escolhe o bloco de interesse e indica os cargos disponíveis, seguindo as condições do edital. Na primeira edição, por exemplo, era possível selecionar até três cargos dentro do mesmo bloco, em ordem de preferência.
A inscrição unificada permite disputar oportunidades de diferentes instituições, desde que estejam incluídas na área escolhida e que o candidato cumpra os requisitos de cada carreira.
A adesão ao CNU é voluntária. Os órgãos federais com vagas autorizadas podem manifestar interesse em participar da seleção.
O que são os blocos temáticos do CNU?
Os blocos temáticos agrupam cargos de diferentes instituições conforme áreas de atuação e afinidade entre as carreiras.
Na prática, o interessado escolhe uma área temática, e não apenas um órgão. Assim, pode concorrer a diferentes cargos reunidos naquele bloco, conforme sua formação e os requisitos estabelecidos.
A composição dos blocos muda de acordo com as vagas e os órgãos participantes. Por isso, o edital de cada edição apresenta a relação de cargos, requisitos e possibilidades de escolha.
Onde são aplicadas as provas do CNU?
Uma das características do Concurso Nacional Unificado é a aplicação das provas em municípios de diferentes regiões brasileiras.
Na primeira edição, em 2024, as avaliações foram previstas para 180 cidades. Na seleção seguinte, em 2025, o alcance passou de 200 municípios.
A distribuição dos locais de prova busca facilitar a participação de candidatos que vivem longe das capitais. O modelo também aproxima o CNU de exames nacionais, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Os objetivos dos dois processos, entretanto, são diferentes: o Enem avalia estudantes e possibilita o acesso ao ensino superior, enquanto o CNU seleciona servidores para órgãos públicos fed
Quais são as etapas do Concurso Nacional Unificado?
As etapas variam conforme o edital e os cargos oferecidos. Tradicionalmente, o modelo prevê provas objetiva e discursiva, com conteúdos relacionados às áreas escolhidas.
Na primeira edição, os candidatos realizaram as avaliações dentro de uma estrutura unificada. Na segunda seleção, as provas objetiva e discursiva foram aplicadas em datas diferentes.
O candidato deve consultar o edital para conhecer as disciplinas, os critérios de aprovação, os pesos e as demais etapas previstas para cada carreira.
Quais são as vantagens do Concurso Nacional Unificado?
O CNU centraliza procedimentos que seriam realizados separadamente por diferentes órgãos.
Para a Administração Pública, o formato permite compartilhar custos, logística e contratos, além de padronizar etapas e cronogramas.
Para os candidatos, a inscrição unificada reúne oportunidades de diferentes instituições. A aplicação em várias cidades também amplia as possibilidades de participação.
Entre os principais efeitos do modelo estão a redução da necessidade de inscrições em concursos separados e a ampliação do acesso às vagas federais.
A proposta ainda busca aumentar a diversidade regional e social entre os futuros servidores públicos.
Quantas edições do CNU já foram realizadas?
O Governo Federal realizou duas edições do Concurso Nacional Unificado, em 2024 e 2025.
A primeira edição ofereceu 6.640 vagas imediatas para cargos de níveis médio e superior em 21 órgãos e entidades do Poder Executivo Federal. A organização ficou sob responsabilidade da Fundação Cesgranrio.
O segundo CNU teve edital publicado em 2025, com 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior. As remunerações iniciais chegavam a R$ 18,7 mil, e a banca organizadora foi a Fundação Getulio Vargas (FGV).
As duas edições utilizaram o modelo de agrupamento por blocos temáticos. A segunda também aplicou as provas objetiva e discursiva em datas diferentes.
Faça a última prova do CNU para cargos administrativos e teste seus conhecimentos!
O CNU terá uma edição todos os anos?
Ainda não existe uma periodicidade oficial definida para o Concurso Nacional Unificado.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, já mencionou a possibilidade de realizar o concurso a cada dois anos. A proposta considera o prazo de validade das seleções.
A realização de novas edições, porém, depende da necessidade de contratação dos órgãos e da disponibilidade orçamentária. Portanto, não há um calendário anual confirmado.
Diferentemente do Enem, que ocorre anualmente, o CNU depende de vagas autorizadas e de recursos para novas contratações no serviço públicf
Governo avalia novo CNU em 2027
A ministra Esther Dweck afirmou que o Governo Federal pretende realizar uma nova edição do CNU em 2027. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada em 30 de outubro, ela mencionou uma oferta estimada entre 2 mil e 3 mil vagas.
A realização do concurso, segundo a ministra, depende da aprovação do Orçamento pelo Congresso Nacional. A proposta do governo é aplicar as provas no segundo semestre de 2027.
Dweck também afirmou que o governo estuda a possibilidade de incluir estados e municípios no modelo. A discussão ocorre com o Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad).
A participação de governos estaduais e municipais ainda está em estudo. Portanto, não há confirmação de que essas administrações integrarão a próxima edição.
Tudo sobre o CNU 2027!
Orçamento de 2027 prevê vagas para concursos federais
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, apresentado pelo Governo Federal em 31 de agosto, prevê o preenchimento de 53.530 vagas em concursos federais.
Desse total, 4.704 são destinadas à criação de cargos e 48.826 ao provimento, que corresponde à nomeação de candidatos aprovados.
O Poder Executivo concentra 47.609 vagas previstas, sendo 44.864 para provimento e 2.745 para criação. A estimativa abrange diferentes órgãos da Administração Pública Federal.
Em nota, o MGI informou que a proposta reserva R$ 1,3 bilhão para concursos e novas contratações no Poder Executivo Federal. Outros R$ 1,2 bilhão estão previstos para concursos e contratações das instituições federais de ensino.
Esses valores contemplam concursos já autorizados, seleções em andamento, provimentos adicionais e autorizações ainda em estudo. Portanto, o total previsto no PLOA não corresponde à quantidade de vagas que será oferecida no próximo CNU.
Quais concursos federais já foram autorizados em 2026?
O Governo Federal autorizou 576 vagas em concursos federais neste ano, distribuídas entre cinco órgãos e autarquias:
- Receita Federal: 146 vagas;
- Banco Central: 150 vagas;
- Advocacia-Geral da União: 170 vagas;
- Controladoria-Geral da União: 60 vagas;
- Agência Nacional de Proteção de Dados: 50 vagas.
Entre essas seleções, somente a CGU já teve edital publicado, conforme as informações apresentadas. Os demais órgãos estavam em processo de escolha da banca organizadora.
A existência de concursos autorizados não significa que todas essas vagas serão incluídas no próximo CNU. A participação de cada instituição depende de sua adesão ao modelo unificado.
Como estudar para o Concurso Nacional Unificado?
Antes da publicação de um novo edital, é possível estudar disciplinas relacionadas à área pretendida.
O professor Luiz Rezende aconselha:
"Criar um cronograma de estudos baseado nas matérias comuns, aproveitando o período pré-edital, permite maior profundidade no conteúdo e menos pressão na reta final. Quando o edital for publicado, o candidato poderá direcionar seus esforços para as disciplinas específicas de forma mais estratégica", comentou o professor.
O professor lista diversas disciplinas que foram cobradas em seleções anteriores e podem orientar o estudo:
Núcleo Comum – Nível Médio
- Língua Portuguesa
- Raciocínio Lógico-Matemático
- Direito Constitucional
- Direito Administrativo
- Informática
- Realidade Brasileira
Núcleo Comum – Nível Superior
- Direitos Humanos
- Ética na Administração Pública
- Direito Constitucional
- Direito Administrativo
- Administração Geral
- Administração Pública
- Gestão de Pessoas
Após a divulgação do edital, o planejamento deve ser atualizado conforme o conteúdo programático, os pesos e as etapas de cada carreira. A resolução de provas anteriores também permite conhecer o formato das avaliações.











